Send to Kindle


JUDÔ

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

DÉCADA DE 1930 – Tem-se notícias de que os irmãos Paraíso, dentre eles Durval, praticavam Judô.

DÉCADA DE 1950 – Rubem Goulart ajuda a garotada que praticava a modalidade no SESC.

DÉCADA DE 1960: – De acordo com Antonio Matos – um dos maiores nomes do Judô maranhense, junto com Cláudio Vaz, Emílio Moreira, e James Adler – o Judô foi introduzido no Maranhão pela família Leite, na década de 60. Depois, surgiu o Major Vicente. O que é confirmado por Cláudio Vaz, que afirma que Paulo Leite já praticava Judô, em São Luís, antes da chegada do major Vicente.

1966 - PAULO LEITE funda a academia "JUDÔ CLUBE IRMÃOS LEITE"; sua primeira sede foi um salão nos altos do antigo Banco do Maranhão, na Rua da Estrela nº. 175 - Praia Grande; mudando-se depois para Rua Rio Branco nº. 276 - Centro. Após terminar o curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Ceará, onde iniciou a prática do JUDÔ com o Professor Antonio Lima, retorna a São Luís e, como atleta sagrou-se campeão em vários torneios e campeonatos no estado do Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, e São Paulo. Além de iniciar todos os seus irmãos na prática do JUDÔ, formou vários atletas, inclusive as primeiras mulheres judocas dentre elas sua esposa Margarida. Iniciou o JUDÔ nas escolas de São Luis, sendo pioneiro o Colégio Marista. Promoveu a vinda da seleção Baiana de JUDÔ, evento este que lotou o Ginásio Costa Rodrigues, quando foi homenageado juntamente com o professor Lhofei Shiozawa (atual 2º vice presidente da CBJ - Confederação Brasileira de Judô), pelo também judoca da época, Cláudio Vaz dos Santos, o conhecido desportista "ALEMÃO".

1968 – - Cláudio Vaz dos Santos – o Cláudio Alemão - retorna do Rio de Janeiro a São Luís, já como praticante de Judô.

Com a chegada do Major Vicente é criada a academia “Samurai”, que funcionava atrás do Ginásio Costa Rodrigues; além de Cláudio, praticavam Marco Antonio  Vieira da Silva, seu irmão Fabiano Vieira da Silva, Paulo “Juca Chaves” Miranda. Cláudio Vaz perdeu dois campeonatos para Paulo Miranda. O judô só era defensivo, não valia pontos ofensivos, só valia a defesa, você sempre contra atacava, mas não valia o ataque, só valia a defesa. O Major Vicente permaneceu em São Luís por três anos, criando uma elite de judocas no Maranhão; esse trabalho durou de 68 até 70.

ainda nesse ano é criada a segunda escola de Judô em São Luís, no Clube Sírio Libanês, tendo como instrutor o Major Vicente, após a introdução da modalidade pelo Prof. Paulo Leite; faziam parte do grupo, além de Antonio Matos, Marco Antonio Vieira da Silva, Paulo “Juca Chaves” Miranda, Sargento Leudo, Cláudio Vaz dos Santos, Francisco Camelo, Alberto Tavares, Gabriel Cunha, Durval Paraíso, Mestre Sapo – Anselmo Barnabé Rodrigues, o maior capoeirista que o Maranhão já teve.

1969 – a primeira seleção maranhense de Judô é formada, para disputar um Campeonato Brasileiro, em Brasília-DF; a equipe era formada por Antonio Matos, Paulo Juca Chaves Miranda. Sargento Leudo, e Francisco Camelo, técnico: Major Vicente.

DÉCADA DE 1970 – Paulo Leite conquista o título de forma invicta do importante torneio da "BUDOKAN" realizado no estado de São Paulo na década de 70.

1970 – com a transferência do Major Vicente para o Rio de Janeiro, o grupo já formado procurou trazer um professor no nível dele; foi quando Jorge Saito - campeão das Forças Armadas – foi trazido para o Maranhão.

1971 - com o surgimento das Escolinhas de Esportes, no Ginásio Costa Rodrigues, criadas por Cláudio Vaz dos Santos, a de Judô também está inserida nesse movimento de ressurgimento do esporte no Maranhão.

Emílio Moreira, maranhense nascido em São José de Ribamar, retorna do Rio de Janeiro, onde se iniciou no Judô na Academia do C.R. Flamengo, com o mestre Gilberto Menezes. Passa a treinar na Academia Samurai, já sob o comando de Jorge Saito, sendo seu auxiliar, embora ainda faixa verde. Convidado por Durval Paraíso começa a ensinar Judô aos internos da FEBEM, onde permaneceu por 17 anos.

1973 – Emílio Moreira conquista o título absoluto de Judô.

1974 – Miguel Duailibe recebe uma medalha de ouro do DEFER, por sua participação nos JEB´s

1975 – o Colégio dos Maristas cria sua Escolinha de Judô, sob o comando de Emílio Moreira; embora criada para dar aulas aos alunos do Colégio, os irmãos Maristas permitiam que Emílio treinasse alguns alunos de outras escolas, principalmente públicas, embora houvesse alguns alunos de escolas particulares, como James Adler, do Dom Bosco;

Jorge Saito promove um Torneio Interno de Judô, da Academia Samurai, na qual o judoca James Adler  conquista a sua primeira medalha, aos 10 anos de idade – era treinado por Emílio Moreira, na Escolinha dos Maristas.

1976 – é fundada a Federação Maranhense, por Emílio Moreira e Leopoldo Gil Dulcio Vaz.

1979 – James Adler, aos 14 anos (infanto) disputava competições nas categorias superiores – juvenil, júnior, adulto, sempre com bons resultados, sendo campeão maranhense por 13 anos, (hoje, Faixa Preta 1º DAN Registro na CBJ - 3655 - 11 vezes Campeão Maranhense - 07 vezes Campeão do JEM'S - 03 vezes Campeão Norte-Nordeste - Campeão Brasileiro Zonal (Fortaleza-CE) - 4º Lugar Campeonato Brasileiro - São José dos Campos -1987 - 3º Lugar JEBS (Absoluto) Brasília - 1981 - 02 vezes convocado para Seleção Brasileira; em 1980 aos 21 anos, passa a se dedicar ao Kick Boxing, ao Jiu-Jitsu e à Luta Livre.

 

DÉCADA DE 1980

1980 – realizada uma Clinica de Arbitragem de Judô, promovida pela Confederação Brasileira de Judô, Federação Maranhense de Judô, e a Secretaria de Esportes e Lazer, no período de 21 a 26 de outubro; a Clínica foi ministrada pelos professores Avany Nunes de Magalhães e Antonio Oliveira Costa, e coordenada pelo Prof. Leopoldo Gil Dulcio Vaz. Essa Clínica visou formar o primeiro quadro oficial de árbitros da FMJ. Na ocasião foi prestada homenagem a Durval Paraíso, o mais antigo judoca em atuação no Maranhão; começou a praticar judô ainda na década de 1930.

1981 – Chega ao Maranhão o engenheiro Rodolpho Antonio Leite Povoa, campeão universitário carioca de Judô; continuando a prática do esporte em terras ludovicenses, muito contribuiu para o desenvolvimento do esporte, ajudando a Emilio Moreira tanto na Federação quanto na Escolinha de Judô;

DÉCADA DE 1990

1999 – Emílio Moreira funda a Academia Seishin de Judô, após 23 anos dirigindo a Escolinha de Judô dos Maristas.

DÉCADA DE 2000

2003 - PAULO LEITE, faleceu às 23:30 hs do dia 1º de março, no Hospital do Coração Dr. José Murad, sendo sepultado no Cemitério do Gavião às 11:30 h do dia 02. Era filho do Dr. Olivar da Silveira Leite, advogado de renome, já falecido, e da Sra. Marina Fernandes Araújo da Silveira Leite. Casado com a Sra. Margarida Teixeira Leite, deixou três filhos, quatro netas e um bisneto. Seus irmãos e sobrinhos dão continuidade à formação de novos judocas, na “Academia Ação” sob o comando do seu sobrinho Marco Leite, e na “Academia Toca do Samurai” com os seus irmãos Álvaro e Olivar Leite Filho. Além de ser faixa preta de Judô era Engenheiro Civil, foi diretor do 1º distrito do DER-MA, diretor técnico da CODERMA-MA, diretor dos serviços de transporte do D.N.E.R. na cidade de Porto Alegre-Rio Grande do Sul, foi condecorado com a Medalha de Mérito Rodoviário, pelos serviços prestados ao DER-MA e D.N.E.R.-RGS (Condecoração concedida pelo atual Governador José Reinaldo Tavares quando era Ministro dos Transportes).

2004 - realizado em São Luis (Ginásio do SESC-Olho D'agua) nos dias 25 e 26 de setembro o CAMPEONATO BRASILEIRO JUVENIL DE JUDÔ. Caio Vitor conquistou o ouro na categoria médio;

2006 – inaugurado o “Ginásio Paulo Leite”, destinado à prática do JUDÔ. A homenagem deve-se ao reconhecimento dos relevantes serviços prestados ao JUDÔ maranhense por este que foi um dos pioneiro no esporte em solo ludovicense. A homenagem, coincidentemente, vem por parte do amigo, Governador José Reinaldo Tavares.

2007 - A Seleção Brasileira de Judô conquistou o título do Campeonato Sul-Americano Juvenil e Júnior, realizado na cidade de Cuenca no Equador, no período de 07 a 11 de março. Participação dos seis judocas maranhenses- o maior número de participantes veio da Federação Maranhense; além dos seis judocas, o Maranhão ainda contou com a participação do professor Antônio Luís, o Curió, que foi um dos treinadores; conquistaram seis medalhas, sendo duas de ouro, com Ítalo Antony, na categoria meio-leve, e Dayanna Cardoso, na categoria médio, e quatro de prata com os atletas, Ronald Araújo, na categoria super ligeiro, Patrícia Araújo, na meio leve, Fernanda França, no meio pesado, e Mariana Peixoto, na categoria pesado.

Os presidentes das federações de judô do Maranhão, Francisco Neto, e do Ceará, Eduardo Costa, tiveram retiradas suas credenciais dos Jogos Pan-americanos e foram suspensos por quatro anos pelo envolvimento na briga com a equipe cubana, no Riocentro. O Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro (CO-Rio) anunciou sua decisão baseado em investigações dos fatos ocorridos no domingo, depois da decisão pela medalha de ouro na categoria até 52 quilos, entre a brasiliense Érika Miranda e a cubana Sheila Espinosa.

A judoca maranhense Ana Carla Pires (11/12 anos,- 47kg), da Academia Ação/Viva Água, do judoca Marcos Leite (3º. DAN), conquistou a medalha de prata no Campeonato Pan-americano de Judô,realizado no período de 22 a 25 de Novembro em Cali-Colômbia.

Ana Carla participou também, no dia 25, ainda em Cali, da Copa Internacional Indervalle, que reuniu além dos atletas que participaram do Pan, diversos representantes da Colômbia. Na disputa do 3º. lugar, a maranhense superou a Mexicana conquistando o bronze para o Brasil.

em dezembro, é realizado exame de graduação pela federação Maranhense de Judô, no ginásio Paulo Leite, sob a coordenação dos profs. Marco Leite, Paulo Mota, Antonio Luis e Rodolfo Leite. Os maranhenses contaram ainda com a presença ilustre do mestre Nishimura (8 Dan), que ja representou o Brasil em cinco campeonatos mundiais, vindo presenciar o exame do filho, Harson Nishimura. Os aprovados foram: Leonardo Leite (2 Dan); Luis Henrique (2 Dan); Naldo Ricardo (1 Dan); e Harson Nishimura (1 Dan). A equipe da Ação/Viva Água, do sensei Marco Leite, é aprovada no exame de graduação á faixa preta, promovido pela Federação Maranhense de Judô sob o aval da Confederação Brasileira de Judô.

 

Fontes: Jornal “O Estado do Maranhão” – Caderno de Esportes – ‘onde anda você?’, de Edivaldo e Tania Biguá; e http://www.judomaranhao.com.br

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.