Judô Paraolímpico Feminino: Papéis, Significados e Contrastes

Por: Mariana Simões Pimentel Gomes.

III Congresso de Ciência do Desporto

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INTRODUÇÃO: O Judô paraolímpico, praticado por pessoas com deficiência visual, vem se desenvolvendo consideravelmente desde sua entrada nos Jogos paraolímpicos em 1988. Entretanto, a categoria feminina foi apresentada pela primeira vez apenas nos Jogos de 2004 (Atenas), até então a competição contava somente com a participação de homens.

OBJETIVO: Na perspectiva de entender o fenômeno mulheres com deficiência, inseridas no Judô paraolímpico, em relação à seus anseios, frustrações, traumas e motivos de permanência na modalidade, buscamos investigar as dificuldades enfrentadas por elas e o significado de ser parte da camada do esporte adaptado de alto rendimento.

METODOLOGIA: Foi utilizada a entrevista semi-estruturada para coletar dados junto às atletas das seleções de quatro países (Brasil, Estados Unidos, Suécia e Inglaterra); e a Análise de Enunciação, uma das técnicas da Análise de Conteúdo para interpretação dos dados e inferências individuais e coletivas.

RESULTADOS: As questões relacionadas ao estigma e preconceito social estão presentes nos discursos das atletas, porém não se associam exclusivamente ao fato de serem mulheres, deficientes, ou tletas de alto rendimento. Independente das condições de treinamento oferecidas  pelos países, todas as atletas expuseram sentimentos de honra, responsabilidade e orgulho ao representarem suas nações.

CONCLUSÕES: O contraste entre os países é explícito, e este estudo demonstra que as maiores dificuldades das atletas brasileiras  tangem a questão financeira, o que impede a realização de um programa de treinamento adequado.

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