Judô : Valores e Princípios Incorporados Ao Longo da História

Por: Altevir Fonseca Mayer.

2005

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Resumo

Tendo como objetivo deste estudo resgatar e discutir os princípios e valores que deram origem ao Judô, desde a sua criação até os dias de hoje e preocupado com algumas “mudanças”, sem nem um objetivo definido, ao contrário, denegrindo os princípios do Judô, levou-me a esse estudo. Os princípios filosóficos do Judô, há muito tempo que estão sendo deixados de serem ensinados nas escolas, academias e universidades brasileiras. Neste sentido, inicialmente realizamos uma revisão bibliográfica que permitiu um aprofundamento nas questões históricas das tradições e princípios herdados pelo “Judô Kodokan”, criado pelo professor Jigoro Kano, em 1882. Para isso, foi necessário estudarmos as religiões: Xintoísta, Confucionismo e Zen-Budismo, de uma forma bastante superficial, para entendermos alguns princípios das artes marciais, pois, o Judô foi a modernização da mais expressiva arte de luta da época (1882), que era o Jiu-Jitsu, chamado “A arte da flexibilidade”. Os samurais foram os maiores defensores dos princípios éticos, para tanto, eles tinham um “Código de Ética”, que embora nunca tenha sido escrito, era muito respeitado por eles. A prática marcial dos samurais era acompanhada por rituais religiosos que visavam a espiritualidade dos mesmos. Eles acreditavam que a prática era o caminho para essa espiritualidade. Os princípios éticos, filosóficos e religiosos, estavam incorporados ao “Judô Kodokan”, legítimo herdeiro do antigo “jiu-jitsu”. A outra etapa, foram as entrevistas com os professores de Judô, com mais de vinte anos de experiência profissional, e dos atletas de Judô, com uma vivência em competições nacionais ou internacionais, que não tivessem sido alunos ou atletas dos professores, objetos deste estudo. A metodologia baseou-se na pesquisa clínico-qualitativa. A entrevista foi semidirigida e constou da seguinte pergunta: O que é o Judô? Após as entrevistas dos professores e atletas de Judô, que foram gravadas em fita k-7, procedeu-se as devidas transcrições das mesmas. Logo em seguida foram feitas muitas e muitas leituras, para se fazer a categorização dos significados encontrados nos discursos dos sujeitos (professores e atletas). As interpretações do estudo foram realizadas através das técnicas de análise de conteúdo e análise histórica contextual das entrevistas, bem como das observações e do referencial bibliográfico. Ao final da análise e discussão dos resultados, constatamos que os professores de uma forma geral, sabem da existência dos princípios filosóficos, só não ficou claro de que forma receberam esses ensinamentos. Quanto aos atletas, aconteceu o mesmo fenômeno. Entendemos que é natural que os jovens gostem de competir, pois na nossa juventude não era muito diferente. Também ficou bastante evidente, que tanto os professores e atletas moldaram o seu comportamento, de acordo com as suas épocas.

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