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Resumo

Belo Horizonte foi concebida no período de 1894 a 1897, com as exigências urbanísticas de uma cidade moderna, para ser a nova capital do Estado de Minas Gerais. Essa nova cidade deveria representar o avesso da antiga capital Ouro Preto, cidade imagem do Brasil colonial. Naquele momento, romper com o passado colonial e instituir algo novo era a promessa maior da República que se instalava no país. Assim, várias cidades no Brasil passaram por reformas drásticas em nome da higiene, do saneamento, do progresso. No Estado de Minas Gerais, conforme Silva (2003, 144-154) foi proposta uma nova capital, ao invés de reformar a antiga. Com um projeto global de cidade, Belo Horizonte foi criada para atender às demandas da vida moderna, que deveriam promover mudanças profundas na vida social e cultural dos mineiros. Com base nos exemplos das cidades européias, propunha-se um novo padrão de sociabilidade voltado para o espaço público, cosmopolita e urbano. O projeto arquitetônico, além de projetar os espaços físicos, também projetava a forma de seus habitantes se fixarem, material e culturalmente, na cidade. Em seu planejamento, foram demarcadas zonas que funcionavam como instrumento para o controle da cidade, fixando limites que classificavam e hierarquizavam seu território. No plano inicial, a cidade era dividida em zona urbana, suburbana e rural. Para demarcar os limites da primeira e da segunda zona foi planejada uma avenida de contorno. Com isso, no espaço planejado da zona urbana, com um traçado em xadrez – território elegante e acessível a poucos, com terrenos entregues às leis do mercado –, a cidade oferecia uma infraestrutura moderna para as elites que ali residiam, negociavam e desfrutavam o seu lazer. Nos subúrbios, zona desprovida de planejamento, viviam em casebres e cafuas as camadas mais ínfimas da sociedade (Julião, 1992).

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