Lazer e Colômbia, Uma Relação de Afetividade - II

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Blog do Cev - 2017

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A cada volta à Colômbia, sempre enfrentado os desafios da guerrilha que se acirrava, observava um crescente protagonismo de atores distintos no avanço dos estudos e pesquisas sobre o lazer, assim como sua gestão nos distintos ambientes, fossem eles específicos e/ou não específicos.

Minha segunda visita naquele país foi à cidade de Manizales, num dos primeiros simpósios dedicados à gestão e vivências do/no lazer promovido pela Fundación Colombiana de Recreación y Tiempo Libre – FUNLIBRE no início dos anos 1990. Mais à frente retornei para outro evento em Bogotá e nessa ocasião comecei a perceber uma articulação mais estratégica daqueles que desenvolviam os parques públicos da cidade com a malha viária, especialmente as ciclovias.

O retorno em 2004 foi para participar de um evento internacional sobre Turismo e Entretenimento, promovida por uma das diversas “cajas de compensación” existentes no país. O que mais se aproxima a essas organizações com o que temos no Brasil seria o braço social do nosso Sistema “S” (SESI, SESC, SEST, etc.)

Elas são entidades privadas, sem fins lucrativos, de redistribuição econômica e natureza solidariedade, criada para melhorar a qualidade de vida das famílias de trabalhadores colombianos. Isso é feito através do gerenciamento e entrega de subsídios e serviços, por parte das contribuições de segurança social que fazem os empregadores visando auxiliar o trabalhador colombiano no seu desenvolvimento humano, familiar, social e laboral, contribuindo dessa forma na melhoria da qualidade de vida da comunidade em geral.  Essas “cajas” recebem 4% das contribuições previdenciárias que pagam os empregadores sobre os salários dos funcionários.

Essas instituições atuam de maneira significativa no lazer de seus colaboradores, proporcionando instalações de excelente qualidade e uma programação rica pela sua diversidade e atuação profissional.

Ano passado, mais uma vez sob a liderança da FUNLIBRE, participei no XIV Congresso Nacional de Recreação, combinado com o V Encontro Latino-americano de Recreação, ambos abordando o tema “Educação e Recreação, um Vínculo Impostergável”. Na ocasião apresentei o tema “Gestão das Experiências de Lazer nos Ambientes de Trabalho: uma Proposta Pedagógica de Empoderamento das Empresas e de seus Colaboradores”, baseado em uma pesquisa realizada com os associados da Associação Brasileira de Qualidade de Vida. Nessa ocasião mais duas experiências lá vividas me chamaram a atenção: conhecer o papel da mobilidade urbana na cidade para potencializar ainda mais o uso público dos parques da cidade e a visita a uma nova sede de uma das “cajas de conpensación”, com equipamentos variados para o lazer que ia de um belo restaurante até as aulas de mergulho!

Gostaria de compartilhar com vocês nas próximas semanas as sínteses das apresentações feitas nesta última visita à Colômbia mencionada na postagem anterior a esta, realizada no mês passado.

Foram três participações nas quais tive a oportunidade de, como na maioria das vezes, muito mais aprender do que ensinar. 

19/9/2017

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