Lazer e Educação Física Escolar: Um Olhar Sobre os 10 Anos do Enfefe.

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X EnFEFE - Encontro Fluminense de Educação Física Escolar

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A realização do X Encontro Fluminense de Educação Física Escolar (EnFEFE) ao mesmo tempo que nos motiva nos incita a analisar o próprio evento e sua trajetória ao longo destes tempos. Para isto, apresentamos mesmo que de forma breve alguns argumentos que caracterizam e tentam dar o devido valor de um encontro com esta especificidade no estado do Rio de Janeiro.

O EnFEFE, evento promovido e realizado desde 1996 pelo Departamento de Educação Física (DEF) da Universidade Federal Fluminense (UFF) tem se caracterizado e notabilizado como o único evento desta área acadêmico-profissional com regularidade e continuidade no estado do Rio de Janeiro, não tendo sido realizado somente no ano de 1998. Ao longo destes tempos percebe-se um crescente aumento no envolvimento e participação de professores e estudantes em suas edições, indo desde um primeiro momento marcadamente regional até uma circulação nacional quando de suas últimas edições.

Esta regularidade e abrangência dos participantes por si só já garantiriam ao EnFEFE a notoriedade necessária, todavia, acrescentamos a isto o fato de ser o único evento que trata especificamente de temas relativos a educação física escolar, como um continuidade as ações desenvolvidas no Setor de Pós-Graduação Lato-Sensu deste mesmo departamento, que também tematiza a área da educação física escolar. Vale dizer que a oferta deste curso se inicia em 1991 e em 2006 chega a sua décima sétima turma.

Outro fator de importância no EnFEFE e na Pós-Graduação é a preocupação de abrir espaços para aqueles que de forma direta atuam no chão das escolas, na perspectiva de lidar com as questões cotidianas dando voz e vez a professores e professoras que militam diariamente com o ensino da educação física no espaço escolar.

A isto tudo se soma ainda outros dois fatores, um é a publicação de todos os textos do evento (palestras e comunicações) na íntegra garantindo com isto a abrangência dos debates para além das datas de realização dos eventos e outro é a garantia da gratuidade tanto no EnFEFE quanto na Pós-Graduação. Este fato marca um interesse e comprometimento com o que é público, permitindo assim maiores e melhores chances de participação e formação a todos e todas que se interessam pela área da educação física escolar.

Passada esta curta, porém necessária identificação e caracterização do EnFEFE e ainda feita uma breve análise de sua importância histórica nos colocamos agora como observadores de sua trajetória. Para tanto, trazemos abaixo um quadro que apresenta as temáticas tratadas em todas as suas edições na tentativa de melhor entender as dinâmicas que nortearam o encontro ao longo destes anos.

ANO EDIÇÃO TEMA


1996 I EnFEFE O COTIDIANO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA: DESAFIOS PARA A RELAÇÃO TEORIA/PRÁTICA


1997 II EnFEFE RUMOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR


1999 III EnFEFE OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS


E A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR


2000 IV EnFEFE PLANEJANDO A EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA


2001 V EnFEFE CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA


2002 VI EnFEFE ESCOLA, EDUCAÇÃO FÍSICA E AVALIAÇÃO


2003 VII EnFEFE DIFICULDADES E POSSIBILIDADES DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ATUAL MOMENTO HISTÓRICO


2004 VIII EnFEFE CULTURA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR


2005 IX EnFEFE A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES


A LICENCIATURA EM FOCO

Esta multiplicidade temática dos encontros permite aqueles que participam diretamente do EnFEFE ou mesmo aqueles que buscam a leitura de seus anais (disponibilizados para cópia via Internet) uma visão mais ampla de um vasto leque de assuntos pertinentes as ações da educação física no espaço da escola, contribuindo assim com um possível aprimoramento da intervenção docente e mesmo da formação docente.

Procuraremos abordar a temática lazer e sua inserção no EnFEFE em suas edições anteriores, levando em conta as apresentações em forma de comunicações orais.

A partir desta temática apontamos nosso problema de estudo. A questão apontada é a seguinte: quais compreensões sobre lazer circularam nos EnFEFE’s a partir das comunicações?

Em função deste problema apontamos a viabilidade de se aprofundar o olhar a partir de questões a investigar, tratando de aspectos que nos permitam qualificar a análise do que foi produzido. Os aspectos que merecem aprofundamento são estes: relações entre textos que versem sobre lazer e a temática geral do evento; inserção do tema lazer nos estudos sobre educação física escolar; referências teóricas centrais nos estudos que abordem lazer.

A partir disto podemos afirmar que a intenção deste estudo é fazer um levantamento e análise das apresentações que se ocupem do tema lazer, buscando identificar as formas com que este tema aparece, as impressões dadas ao mesmo nos textos veiculados nos anais do evento e ainda notabilizar as referências centrais em lazer. A estes objetivos mais gerais associamos o de compreender as perspectivas com que o lazer é abordado tanto nas produções teóricas quanto nos relatos de experiência, para assim identificar como se tem discutido lazer entre aqueles que estão atuando no EnFEFE.

Ao apresentar justificativas para este estudo podemos nos valer do próprio tema que baliza este encontro, o lazer. Esta é uma área de estudos com grande produção na educação física e que mostra um crescente interesse por parte da comunidade deste campo, para isto, basta ver a existência de congressos específicos; a existência de um grupo de trabalho temático (GTT) no Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE); o número de grupos de pesquisa inscritos (aparecem 87 grupos fazendo busca com a palavra lazer) na base de dados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); a existência de um mestrado recém aprovado sobre lazer (UFMG) e outros que tenham este tema como área de concentração ou linha de estudo; a produção de periódicos específicos (LICERE) e mais, a vasta produção literária sobre lazer em educação física e em outras tantas áreas. Todos estes dados e ainda a possibilidade de se fazer uma leitura da produção do EnFEFE dão o valor necessário a este texto.

Como modo de organização optamos por usar a revisão de literatura como metodologia e isto por crer que esta nos permite um olhar mais completo e direto sobre o que é alvo desta produção e para tal usaremos os anais do EnFEFE como base de dados. Para a busca usaremos o título dos trabalhos e ainda os resumos com suas palavras chaves para identificar aquelas comunicações que abordam de alguma forma o lazer. Num primeiro momento faremos um levantamento dos textos e a partir daí a análise a partir do problema aqui indicado em relação à literatura sobre lazer que por nós é trabalhada. Vale dizer que reconhecemos que esta opção pela busca em títulos e resumos pode limitar o olhar, mas acreditamos ser a forma mais indicada para este trabalho haja vista as limitações comuns a qualquer produção.

Passada a fase de apresentação, descrição e delimitação deste texto e de sua construção vamos agora trabalhar com os elementos que nos dão fundamento e para isto cremos ser necessário apresentar alguns conceitos e princípios que caracterizam nossa compreensão sobre lazer e que por conseqüência serão base para nossa leitura dos trabalhos apresentados nos EnFEFE’s.

Dentre as várias definições para lazer uma é a apresentada por Dumazedier (1973, p. 34). Este nos diz que lazer é um
"...conjunto de ocupações as quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou ainda para desenvolver sua formação desinteressada, sua participação social voluntária, ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais".

Outra definição possível é trazida por Camargo (1986, p.97). Para este o lazer é "...um conjunto de atividades gratuitas, prazerosas, voluntárias e liberatórias, centradas em interesses culturais, físicos, manuais, intelectuais, artísticos e associativos realizados num tempo livre roubado ou conquistado historicamente sobre a jornada de trabalho profissional e doméstico...".

Desta forma podemos compreender lazer como sendo uma ação humana desenvolvida a partir de práticas culturais que envolvam os mais diversos interesses e que se dá no tempo do não trabalho, no tempo livre das diversas obrigações.

Outro aspecto importante em relação ao lazer é a discussão sobre as posturas e atitudes que o homem pode assumir frente a este. Neste sentido, as ações humanas podem variar de uma ação passiva a uma participativa, ou seja, de uma situação de contemplação a uma de envolvimento efetivo em alguma atividade.

Em relação a esta atitude e postura frente ao lazer associamos o entendimento de que neste acima de tudo se busca a promoção da satisfação pessoal e coletiva e isto a partir das atividades e posturas escolhidas frente às práticas de lazer e claro, estas escolhas são fundadas por princípios como: histórias de vida, projetos de vida, acessibilidade aos bens e equipamentos de lazer e outros fatores variados.

Como formas de ação no lazer encontramos o que Joffre Dumazedier denomina de interesses culturais. Esta classificação apresentada por este clássico autor nos serve de referência e balizamento para a composição de programas de lazer. Em concordância com Melo e Alves Junior (2003) reconhecemos que estes não são fixos e isolados, mas ao contrário podem ser compreendidos como circulares, não tendo uma linha divisória específica entre eles. Os interesses apresentados são estes: físicos; artísticos; manuais; intelectuais e sociais. Neste quesito, Camargo (1986) ainda acrescenta os interesses turísticos.

Neste estudo em específico vale destacar na relação entre lazer e educação física escolar aquilo que Marcelino (2000) denomina de duplo processo educativo do lazer. Este autor aponta a possibilidade da educação pelo lazer, tendo o lazer como meio e ainda a educação para o lazer, tendo o lazer como fim. A partir desta compreensão entendemos que o lazer deve ser encarado como um campo de intervenção pedagógica com características específicas se comparado a outros espaços de atuação. Um outro autor a tratar as relações da educação física escolar com o lazer é Bracht (2003).

A partir destas análises e conceituações procuraremos adiante identificar e analisar as produções veiculadas nos EnFEFE’s. Para tanto, faremos isto por ano para por fim fazermos uma análise geral nos aproximando assim de nossas conclusões. A seguir, mostramos a quantificação das comunicações que trazem lazer em seu título ou resumo. 1996 (01), 1997 (02), 1999 (00), 2000 (00), 2001 (02), 2002 (02), 2003 (02), 2004 (05) e 2005 (04), num total de 18 comunicações.

A partir destes números nos é possível observar que a quantidade de trabalhos tem se ampliado, tendo tido em 2004 seu maior número. Ano em que Cultura e Educação Física Escolar foi o tema do evento permitindo uma maior produção de textos que abordassem lazer, já que os estudos sobre cultura são essenciais a qualquer produção que pense lazer.

Tentaremos ver as formas com que lazer é tratado nas produções identificadas.

No I EnFEFE o identificado é que o estudo de Silva, et al, (1996) faz um levantamento das opções de lazer num grupo de alunos de uma escola pública do RJ, sem maiores preocupações conceituais. O central era identificar que interesses culturais e espaços sociais eram de maior interesse entre os alunos investigados para a vivência de seu lazer, concluindo que a escola deveria buscar maior ligação com os interesses culturais dos alunos em seu tempo de lazer como possibilidade para uma reorganização das aulas de educação física.

O II EnFEFE tem no primeiro trabalho (MOURA, 1997)identificado o termo lazer apenas numa associação a um grupo de trabalho de uma disciplina de um curso superior, não recebendo nenhum tratamento ao longo do texto. Em Vieira (1997) lazer aparece somente uma vez como uma possível caracterização e objetivo de uma prática esportiva.

Nos III (1999) e IV (2000) EnFEFE’s não se identificou nenhuma comunicação que trouxesse lazer como base ou referência de sua produção.

No V EnFEFE o primeiro texto (BARBOSA, 2001) apenas cita lazer como uma possível dimensão da educação física escolar, associando lazer a práticas recreativas. Na segunda aparição o autor (MATTOS, 2001) apresenta uma proposta pedagógica para a disciplina educação física tendo por base a compreensão de que esta poderia trazer para seu cotidiano interesses culturais pelo lazer associados aos espaços da cidade do Rio de Janeiro que se caracterizam como sendo de lazer. A intenção era pensar uma intervenção que fosse pensada a partir do duplo processo educativo do lazer, sendo desta forma a primeira comunicação que de maneira direta utiliza ferramentas conceituais do lazer em sua base.

Foram identificados no VI EnFEFE dois trabalhos. No primeiro de Ribeiro e Votre (2002) o termo aparece apenas como a identificação de uma linha de pesquisa num programa de mestrado em Educação física. No segundo de Ramos, Cardoso e Silva (2002) lazer aparece como um dado de uma investigação, como um elemento que pode caracterizar interesses e motivações de vida das pessoas alvo das investigações, não demonstrando sob que conceito ou expectativa lazer foi tratado.

O VII EnFEFE mais uma vez traz duas comunicações. Em Brandão (2003) vê-se uma conceituação de lazer a partir de sua visão crítica, entendendo lazer como um fenômeno social relevante que tem uma trajetória histórica relacionada e em oposição ao trabalho, mostrando uma discussão referente às atitudes perante o lazer. Para tal faz uso de autores importantes nos estudos de lazer. O autor defende a inclusão do lazer no espaço da escola sem dar elementos de como, por concordar com as potencialidades educativas do lazer em seu duplo processo educativo e ainda como uma forma de permitir maior acesso aos bens culturais. Para o autor o lazer pode ser um meio de possibilitar uma maior motivação no processo de aprendizagem.

Na segunda produção a autora (AGUIAR, 2003) apresenta uma pesquisa em desenvolvimento que tem como objetivo fazer uma análise a partir de periódicos da área, na tentativa de identificar as formas com que a educação física tem se relacionado com lazer, recreação e ética e isto com base em sua trajetória histórica. A autora faz uma análise das conjunturas que marcam os períodos estudados e tenta a cada fase identificar as formas como se desenvolveram as relações em estudo, ou seja, lazer, recreação e ética e aponta que sempre existiu uma relação de vinculação a ordem social vigente.

Chegando ao VIII EnFEFE identificamos que este teve o maior volume de produções associadas ao lazer. Fontes (2004) mostra uma proposta de intervenção em uma escola a partir de uma rádio e faz isto tomando o lazer como referência. O autor apresenta a discussão a partir das referências de tempo e atitude, tomando por base autores do cenário nacional. Mais uma vez a compreensão de lazer como possibilidade educativa vem a partir de seu denominado duplo processo educativo. Entende o autor que a partir do veiculado na programação da rádio escolar existe uma chance de ampliar o acervo cultural de alunos, em conjunto com a valorização de sua própria formação cultural, aparecendo à questão de uma educação pelo lazer sem se usar o tempo específico das aulas.

Num outro trabalho mais uma vez o autor antes citado apresenta uma proposta de trabalho pedagógico a partir do lazer com as mesmas referências e conceitos, mas desta vez com o uso de oficinas em tempo contrário ao turno escolar. Podemos então ver que o referido autor se ocupa de apresentar diferentes propostas pedagógicas para a educação física, pensando em lidar com o tempo livre das obrigações escolares usando de ofertas de possibilidades várias a partir de diferentes interesses culturais e isto por crer que o lazer pode ser um elemento de formação ampliada.

Amorim, Parreira e Silva (2004) apenas usam o termo lazer como uma justificativa para a proposta de inserção de uma atividade corporal nas aulas de educação física. No decorrer do texto não se dá nenhum tratamento ao tema lazer. Num outro texto Dias (2004)

aponta o lazer como uma ação pedagógica que se contrapõe a esfera do trabalho, reconhecida por ele como a que impera no campo educacional. O autor se propõe a repensar a forma com que se tratam elementos do currículo da educação física e traz os esportes de natureza como uma alternativa de educação pelo e para o lazer, numa proposta de ruptura com as dimensões pedagógicas usuais. Aponta ainda o autor a perspectiva da intergeracionalidade como reforço a postura de ruptura. Se destaca neste texto a linha indicada de uma educação de sensibilidades, onde a cultura seria um dos fatores possíveis para tal. Por fim o autor entende que esta proposta é um caminho para a superação de modelos educacionais que se pautam numa lógica dimensionada pelo trabalho.

Um último texto, o de Ramos, et al (2004) apenas faz referência ao lazer numa relação com os chamados brinquedos cantados, entendendo que estes podem ser uma das dimensões de ocupação do lazer. Na verdade o texto se propõe a estudar as brincadeiras cantadas a partir de um personagem e identificar suas influências em âmbitos vários.

No IX EnFEFE o primeiro texto de Costa Araújo, Araújo e Souza (2005) apenas traz lazer como referência as ações de um programa federal vinculado a uma secretaria municipal. Não há nenhuma abordagem sobre lazer no texto. Mais uma vez Dias (2005) traz um texto que busca relacionar lazer ao espaço da escola. Neste ele apresenta a idéia da criação ou reforço dos tempos livres dentro da escola por crer que estes podem ser carregados de valores educativos. O autor reforça sua crítica a escola e sua lógica de enquadramento e ordenação a padrões pré-instituídos e daí acredita que possa existir uma subversão nas relações a partir dos tempos livres criados nesta, fazendo destes um espaço de lazer.

Noutro texto nos é possível compreender que Lima (2005) busca uma associação entre o que chama de cultura lúdica e o tempo de lazer. A autora defende a idéia de que as aulas de educação física devem possibilitar situações lúdicas como um espaço criador de cultura, na escola e no lazer. No último texto que é de Carvalho Junior (2005) mais uma vez lazer aparece apenas como a caracterização de um grupo de pesquisa.

Ao pensarmos possíveis conclusões para este texto em relação ao problema apresentado, podemos dizer que a discussão da relação entre educação física escolar e lazer ainda se mostra relativamente pequena, haja vista o número de produções aqui mostradas e o total de trabalhos dos EnFEFE’s. Somado a este pequeno número dizemos ainda que dentre estes textos aqui selecionados que traziam lazer em seu título ou resumo poucos foram aqueles que realmente travaram uma discussão sobre lazer a partir de seus conceitos e categorias, lidando com autores clássicos e menor ainda foi o número de proposições de algum tipo para as ações em educação física escolar pautadas nas dinâmicas do lazer.

Isto nos leva a reforçar o valor da realização de um EnFEFE que tenha lazer como tema central. Como visto, justamente quando cultura que é uma das discussões centrais de lazer foi abordada é que se deu o maior número de trabalhos e mesmo àqueles que de forma mais qualificada o tematizaram.

Dentre os autores usados os que aparecem de maneira contínua são: Dumazedier, Huizinga, Marcellino, Melo, Melo e Alves Junior e Werneck. Nos textos dois aspectos do lazer são comumente tratados, um é o duplo processo educativo e outro é a relação da atitude e tempo do homem perante o lazer, aparecendo ainda à cultura como uma dimensão constitutiva das ações no lazer. Por fim, este texto tenta percorrer a temática central deste X EnFEFE apresentando um olhar analítico das relações entre educação física escolar e lazer a partir das produções que passaram pelas páginas dos Anais dos encontros anteriores e mais, tenta ser uma contribuição à compreensão do EnFEFE em sua trajetória.

Obs. O autor, prof. Ms. Coriolano P. da Rocha Junior (coriolanojunior@uol.com.br) é membro do grupo Corpo e leciona na UFB

Referências


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