Lazer - Meio Ambiente - Esportes de Aventura: Interfaces e Atitudes

Por: e Tânia Mara Sampaio.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O aumento significativo dos esportes de aventura vem causando preocupação em
relação aos procedimentos adotados por seus praticantes e pelo Poder Público.
Considera-se, entre as preocupações, a utilização do lazer enquanto "mercadoria" e
o "uso" indiscriminado e mal planejado do meio ambiente natural, provocando não
raras vezes impactos sócio-ambientais desastrosos. O objetivo deste estudo foi
perceber as diversas interfaces subjacentes à relação da prática do lazer e o meio
ambiente no contexto contemporâneo, sob a forma de Esportes de Aventura.
Articulamos as contribuições de diversos autores e autoras com a identificação das
atitudes que têm permeado a experiência das pessoas praticantes de esportes de
aventura, no sentido de compreender tais atividades; caracterizar algumas motivações
e comportamentos vivenciados e apontar algumas perspectivas de uma prática de
lazer na natureza que tragam novas atitudes. A pesquisa teve um caráter qualitativo,
e a metodologia combinou pesquisa bibliográfica e de campo. A técnica empregada
foi de entrevistas semi-estruturadas aplicadas a 19 praticantes, no Município de
Brotas/SP, tendo em vista ser um município onde a prática desses esportes é intensa.
Os resultados demonstram que as atitudes ainda estão bastante fundadas em
entendimentos ingênuos e equivocados sobre a vivência do lazer em áreas naturais;
verificam-se atitudes "compensatórias", num comportamento de fuga das
dificuldades vividas no cotidiano; a falta de compreensão de novos valores que
possibilitem a convivência com a natureza e com seus pares. Para uma mudança de
atitude efetiva, alguns fatores são fundamentais: a compreensão de que o lazer é um
direito social; a participação popular na construção coletiva de políticas de lazer; a
democratização cultural, garantindo acesso a todos de forma eqüitativa nos vários
conteúdos culturais do lazer; a minimização das barreiras sócio-culturais; a luta por
políticas de reordenação do tempo; a educação pelo e para o lazer, compreensão de
que o elemento "aventura" pode ser uma importante ferramenta educacional; a
qualificação na formação profissional visando a valores crítico-criativos; a construção
e manutenção de equipamentos de lazer nos centros urbanos e em áreas de proteção
ambiental destinadas ao uso público; desenvolvimento de um ecoturismo e um
turismo de aventura voltado à efetiva busca da sustentabilidade; articulação da
administração local com as entidades promotoras de esportes realizados na natureza

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/78_Anais_p447.pdf

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