Lazer e Turismo de Expedição: a Experiência do Município de Serranópolis (go)

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XXV ENAREL - Encontro Nacional de Recreação e Lazer

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Resumo

A pretensão desse trabalho é apresentar o resultado de uma pesquisa desenvolvida no município de Serranópolis (GO) cujo objetivo é identificar o impacto das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura e Turismo de Serranópolis (GO) (SCT) sob o cidadão local no que se refere ao desenvolvimento do lazer e do turismo de expedição. Serranópolis, município situado na microrregião sudoeste de Goiás (cerrado goiano), é rico em belezas naturais, por isso, passou a ser integrante da região agroecológica do Estado de Goiás e classificado pela Sebrae como cidade turística, especificamente turismo de expedição. É uma categoria turística ainda pouco estudada, e possui essa denominação quando é praticada em atrativos situados em áreas rurais de difícil acesso. A expedição implica a descoberta de algo que ainda não se conhece, explorar novos caminhos que levem a lugares onde há o que se descobrir: paisagens, povos, montanhas, desertos, bosques, praias, rios, cachoeiras, planícies, plantas, animais, etc. De modo geral a expedição passa por regiões pouco habitadas, por isso é necessário preparar- se para os imprevistos. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa foi qualitativa-descritiva e as fontes de pesquisa foram os documentos gerados pelas ações da SCT de Serranópolis. Dentre os resultados destaca-se que desde 2009 a SCT promove ações no sentido de desenvolver o turismo articulado com um modelo de desenvolvimento rural endógeno. Nesse sentido, promove ações como resgate de personagens locais, de festejos da religiosidade popular, e outras manifestações culturais, como a folia de reis e a catira; exposições agropecuárias; criação do museu histórico; organização de feiras de arte e cultura popular; criação da associação de condutores; expedições turísticas. Entre 2009 e 2012 já foram realizadas 12 expedições promovidas pela SCT e todas elas foram realizadas em locais como cachoeiras, rios, matas, sítios arqueológicos e casarões antigos. Todas elas são realizadas com objetivo
de fazer com o que o cidadão local conheça e explore as belezas naturais do seu próprio município. As expedições são abertas ao público em geral, porém, pela
lista dos participantes, identifica-se que eles são predominantemente cidadãos locais. Esse fato chama a atenção, pois, via de regra, a perspectiva de desen volvimento do turismo não leva em conta o cidadão local, mas o sujeito de fora. Nessa realidade, o que se percebe é que o modelo de desenvolvimento adotado
é o endógeno, prepara-se o cidadão local para um desenvolvimento turístico do município, e, em segundo plano, prepara-o para receber o visitante de fora. Esse é um modelo de desenvolvimento que tende a assegurar que a cultura local não se altere em demasia. Há uma tendência que a própria cultura e os cidadãos locais passem a figurar como mais um atrativo turístico, e isso, de certa forma, assegura a perpetuação da cultura local. Em todas as expedições o elemento lúdico está presente, nas prosas durante as longas caminhadas, nas cantigas antigas e modas de viola “puxadas” pelo mestre Ozorinho, nas atividades de esportes de aventura desenvolvidas nas expedições. O turismo, como um dos conteúdos do lazer, se faz presente nas expedições.
 

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