Copa do mundo de futebol no brasil 2014: tensões e aproximações entre o estatuto do torcedor, lei geral da copa e o documento de garantias governamentais

Por: e .

Políticas Públicas e Esporte no Brasil.

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Resumo

A realização de megaeventos esportivos tem sido uma das estratégias que alguns países têm adotado para a atração de investimentos e de atenção internacional. Os possíveis benefícios econômicos e sociais, advindos destes megaeventos, são alguns dos argumentos utilizados para justificar esforços, bem como gastos públicos e privados para sediar tais eventos. Nesta direção, é provável que o Brasil consiga maior visibilidade através da promoção da Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Embora haja ênfase nos benefícios econômicos e sociais que estes eventos trarão para o país, há também dificuldade em estimar tais ganhos, que envolvem obras de infraestrutura urbana, reformas/construção de estádios, fluxos turísticos, investimentos privados[1], divulgação internacional do país, entre outros. Além disso, observa-se um discurso pautado em diversos âmbitos que não o esportivo, o que nos leva a uma preocupação com o respectivo legado na área esportiva.

Segundo Orlando Silva, ex-ministro do esporte: “eventos esportivos desse porte geram possibilidades de negócios antes, durante e depois que acontecem, tanto local quanto para todo o país”[2] e, de acordo com Silva, o desenvolvimento é proporcional aos investimentos. Em uma audiência pública, ocorrida no dia 18 de novembro de 2009, na comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, o então ministro do esporte destacou, ainda, que os benefícios executados nas cidades-sede exercerão influência direta nas áreas geograficamente próximas, gerando empregos e investimentos: “Temos uma agenda de 10 anos, que começou em 2007, com a realização dos melhores Jogos Pan-americanos de todos os tempos. Em 2011, teremos os Jogos Mundiais Militares, e também a Copa em 2014. A agenda só termina em 2016, com as Olimpíadas do Rio” (MINISTÉRIO DO ESPORTE, 2009).

Nessa mesma audiência, o ex-ministro também ressaltou que esta será uma década em que o esporte brasileiro terá grande importância e visibilidade para o mundo, atraindo investimentos de setores públicos e privados (MINISTÉRIO DO ESPORTE, 2009).

 

[1]  A rede hoteleira, por exemplo, caracteriza-se como um investimento privado.

[2]  As palavras proferidas pelo ex-ministro, em uma audiência pública ocorrida no dia 18 de novembro de 2009, na comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

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