Limitações da Utilização do Equivalente Metabólico (met) Para Estimativa do Gasto Energético em Atividades Físicas

Por: Alex Harley Crisp, Maria Rita Marques Oliveira e Rozangela Verlengia.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.22 - n.3 - 2014

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Resumo

A determinação do gasto energético total é de extrema importância na área da saúde, sendo as atividades físicas voluntárias o componente mais variável. O presente texto contextualiza equivalente metabólico (MET), metodologia considerada simples e prática para a estimativa do gasto energético de exercícios e atividades físicas em adultos. O MET baseado no valor de consumo de oxigênio em repouso de 3,5 mL/kg/min, do qual a origem exata não é conhecida. No entanto, estudos em populações heterogêneas e específicas (obesos, idosos) mostram valores menores desse valor padrão. Como consequência, a estimativa do gasto energético em atividades físicas voluntárias pode ser sub estimada, uma vez que é baseada na elevação (múltiplos) do consumo de oxigênio em repouso. Cálculos e estimativas sempre estarão sujeitos a erros devido às variações físicas/biológicas entre indivíduos, fatores ambientais, entre outros. A simples correção do valor de 1 MET por meio da equação de Harris-Benedict (3,5 ÷ Taxa metabólica de repouso estimada [mL/kg/min]), fornece uma estimativa mais individualizada e próxima do gasto energético mensurado diretamente. Fator que pode favorecer um melhor planejamento de intervenções nutricionais e treinamento físico. Por outro lado, faz-se necessária a realização de novos estudos para que fatores de correção possam ser propostos em populações específicas, visto que não se justifica a utilização de uma única medida para todos os adultos.

Endereço: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/4739

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