Listello e a Educação Física Brasileira

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LISTELLO E A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ [1]

LAÉRCIO ELIAS PEREIRA[2]

AUGUSTE LISTELLO[3] - França: 1918-2010. Um dos criadores do Método Desportiva Generalizada, quando era um dos diretores do Instituto Nacional de Esportes da França no pós-guerra, o Prof Listello, depois de aposentado, trabalhou por 12 anoscomo professor de uma escola de primeiro grau, onde experimentou seu novo método, que está publicado em Educação pelas Atividades Físicas, Esportivas e de Lazer, com edição dedicada aos professores do Brasil, onde esteve 12 vezes ministrando cursos. No primeiro curso, em Santos, em 1952, ele apresentou o Handebol de Salão, sendo considerado o introdutor da modalidade no Brasil. Argelino de nascimento Listello tem cidadania francesa por ter integrado a Legião Estrangeira. Autor de: Educacion Physique pour Tous e Recreación y Educación Física Deportiva.

O Método Desportivo Generalizado aparece no contexto educacional brasileiro a partir da década de 1950. Elaborado por professores do Institut National des Sports (França) na década de 1940, o Método Desportivo Generalizado tem por preceito a educação integral de jovens e adultos através de jogos e atividades desportivas. Para tanto, quatro princípios estabelecidos pelos autores tornam-se fundamentais na aplicação desta metodologia: Educação Física para todos; Educação Física orientada; Prevenção do mal e Aproveitamento das horas livres (CUNHA, 2015) [4]. Os jogos e as atividades desportivas, baseadas em tais princípios, proporcionariam aos educandos a possibilidade de apreenderem noções de trabalho em equipe, altruísmo, solidariedade, hábitos higiênicos para além do desenvolvimento físico (FARIA JR, 1969) [5]. Esse método pressupõe que os exercícios físicos executados até então por obrigação no ambiente escolar passariam a ser realizados por prazer, pois seriam levados em consideração as experiências, as necessidades e os interesses dos alunos. (MARTINEZ, 2002) [6]:

[...] ‘Educação pelas atividades físicas, esportivas e de lazer’, de 1979, foi escrita originalmente em francês por Listello e traduzida pelo então professor da USP Antonio Boaventura da Silva e colaboradores. Esta obra parece ter sido uma adaptação do MDG para a realidade brasileira, pois foi publicada após quase duas décadas de contato com o Brasil e em parceria com uma universidade brasileira.(Cunha, 2012?)[7].

De acordo com Martinez (2002) [8], Listello esteve no Brasil por doze vezes, sendo a primeira em 1952 e a última em 1980 [9]. Ao longo dessas passagens, assumiu a responsabilidade de ministrar aulas teóricas e práticas abordando o Método Desportivo Generalizado [10] em diferentes espaços de formação como as Jornadas Internacionais de Educação Física em Belo Horizonte [11] e no Curso Internacional de Formação e Aperfeiçoamento de professores de Educação Física em Santos. Atuou também em várias cidades brasileiras e em outros países da América Latina como Argentina, Uruguai e Paraguai:

O grande número de cursos ministrados por Listello em variadas cidades brasileiras bem como a repercussão de suas jornadas relatadas na imprensa, nas revistas e livros da área e nas correspondências oficiais entre Brasil e França podem sugerir o interesse de sujeitos e instituições ligados a Educação Física a partir da década de 1950, na renovação da concepção e métodos de ensino da área e, em especial, nesta metodologia divulgada pelo professor francês. Algumas importantes publicações da área da Educação Física indiciam um acolhimento por parte dos professores brasileiros ao Método Desportivo Generalizado. .(Cunha, 2015) [12].

Caderno de planejamento da I Jornada. Atividades Físicas Generalizadas (professor Auguste Listello, ago. 1957) Fonte: Acervo do Centro de pesquisa e estudos. Fundo Institucional E.E.F.M.G.

Lourdes (2008)[13] ao fazer uma análise de alguns dispositivos utilizados em São Paulo para a difusão de projetos educacionais de Educação Física destaca a participação importante nessas ações de divulgação do professor Antonio Boaventura da Silva:

[...] promoção de práticas de ensino do esporte nas aulas de educação física e a relação entre os campeonatos colegiais e os cursos de aperfeiçoamento técnico e pedagógico em Educação Física ministrados e realizados no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

 

Para essa pesquisadora, Boaventura foi o primeiro e o principal organizador dos cursos técnicos e pedagógicos de Educação Física (1950-1960) realizados em sua maioria na Escolástica Rosa (uma escola pública), na cidade de Santos. Também eram chamados de Curso Internacional de Santos ou Estágio Internacional de Santos. Os cursos ocorriam anualmente, eram gratuitos e de forma semelhante foram realizados em diferentes partes do estado de São Paulo, em estados brasileiros e países sul-americanos variando em sua regularidade:

Em 1949, Boaventura foi à “II Lingíada” [14]como representante do Estado de São Paulo, fato de fundamental importância para que se entenda uma de suas relações. Na Suécia, o professor toma contato com agentes de diferentes instituições de Educação Física de outros países, como o Professor Curt Johansson, do Instituto Real Central de Ginástica de Estocolmo, e o Professor Auguste Listello, dirigente do “Institut des Sports” da França. Destaco estes dois professores, pois no ano seguinte vieram ao Brasil apresentar suas propostas para a área.

 

O primeiro curso de aperfeiçoamento de professores do estado de São Paulo teve a presença de Auguste Listello, que trouxe a proposta do sistema de Educação Física Esportiva Generalizada[15].

 

[...] Em junho de 1952, no curso de aperfeiçoamento técnico e pedagógico de Santos, Auguste Listello escreve uma apostila que é distribuída aos participantes, intitulada “Princípios da Educação Física Esportiva Generalizada”, em que relata um pouco da origem da Educação Física esportiva generalizada.

 

No período do pós-guerra, a direção geral da juventude e dos esportes da França reuniu as diferentes federações esportivas a fim de criar um “Sistema de Educação Física no qual os esportes fossem dignamente representados, proporcionando aos jovens franceses uma justa compensação das suas necessidades”.

 

Inezil Penna Marinho (1982)[16] e Alfredo Gomes de Faria Jr (1969)[17], autores importantes da área - citados por CUNHA (2015) -, descrevem a Educação Física Desportiva Generalizada, como eles mesmos denominam, como um importante método em voga que visa o desenvolvimento integral dos alunos através de formas de trabalho coletivas.

Notamos entre o moderno professorado especializado brasileiro uma opção entre o Método Natural Austríaco e a Educação Física Desportiva Generalizada. Eis porque, neste trabalho, só nos preocuparemos com estes dois métodos [...] (FARIA FILHO, 1969, p.131).

O Prof. Auguste Listello tem voltado ao Brasil numerosas vezes, sempre realizando cursos para a maior divulgação da Educação Física Desportiva Generalizada, que figura nos programas de quase todas as escolas especializadas do país, além de sua prática bastante difundida em nossos estabelecimentos de ensino secundário. (MARINHO, 1982, p.91)

 

 

Para Cunha (2015), vários autores brasileiros - Inezil P. Marinho, Alfredo G. de Faria Jr, Mauro Betti (1991) - apontam a importância do MDG no sistema escolar brasileiro:

[...] principalmente no que diz respeito à inserção do esporte na escola. Em suas obras, eles definem, sinteticamente, a Educação Física Desportiva Generalizada como um método que renovou a Educação Física brasileira, inserindo, através de jogos esportivos e atividades coletivas, o gosto pelo prazer de se exercitar o físico.

 

Para Soares (1996) [18], a obra de Auguste Listello é singular para afirmar a hegemonia esportiva no ensino de Educação Física na escola, bem como o modelo de aula baseado nos parâmetros do treinamento esportivo.

Essa proposta da Educação Física Desportiva Generalizada, deflagrada durante o curso internacional de Santos, foi apropriada de diversas maneiras, não se configurou como um projeto de Educação Física “Nacional” como alguns intelectuais almejavam, mas foi um padrão amplamente difundido e aplicado nas aulas de Educação Física do Brasil e América do Sul (LOURDES, 2007) [19]:

Os planos elaborados de educação física e esportiva têm suas bases nos jogos, a “sã” emulação e a competição coletiva “[...] se aplica melhor à massa de uma forma generalizada, do que apenas, a grupos privilegiados. Isso, entretanto, não quer dizer que abandonamos esses grupos selecionados”. Tais características deveriam ser observadas, dirigidas e adaptadas à idade, às necessidades e aptidões do individuo.

 

São duas etapas da educação esportiva em que se divide a “Educação Física Desportiva”: a primeira etapa seria a de iniciação esportiva generalizada ou especializada, e a segunda, de treinamento esportivo generalizado ou especializado.

 

As finalidades da Educação Física Esportiva eram livrar as crianças de sua inatividade, de sua indiferença pelo esforço físico, integrar o sujeito a alguma coletividade, valorizando a pessoa, pensando que o esporte e a educação física “não é um fim, mas um meio de formação e preparação para a vida em geral”.

 

Sendo assim, a iniciação esportiva, forma elementar de educação esportiva, deveria visualizar a realização simultânea e sucessiva através do movimento corporal da 1º. Iniciação à vida social e coletiva, por meio do jogo e da competição esportiva elementar entre equipes; 2º. Iniciação ao esforço progressivo e dosado em relação a idade e as possibilidades fisiológicas da criança e do adolescente; 3º. Iniciação à técnica, isto é, a forma do gesto correspondente a um determinado esporte.

 

Segundo este padrão de Educação Física, a iniciação começaria aos 6 ou 7 anos sob forma de jogo, sendo que ao adolescente e ao adulto a necessidade de atividade seria do esporte. O padrão não deveria se prestar à procura sistemática e exclusiva de sujeitos fisicamente bem dotados, mas deveria oferecer a oportunidade de educar e melhorar a todos indistintamente.

 

[...]

Cada sessão ou lição tinha seu caráter definido:

 

1º. A lição de Educação Física Esportiva Generalizada divide-se em quatro partes correspondente a evolução psico-fisiológica do individuo e possuindo eventualmente uma predominância correspondente às necessidades das pessoas as quais se destina;

 

2º. A lição de Iniciação Esportiva Especializada compreende um aquecimento, um estudo técnico individual e um estudo de adaptação dos atletas ao jogo de equipe;

 

3º. A lição de Treinamento Esportivo Generalizado na qual a intensidade e a dificuldade variam de acordo com o grau de evolução dos atletas e que compreende, como a sessão de educação esportiva em quatro partes;

 

4º. A sessão ou lição de Treinamento Especializado própria aos esportistas que se destinam as competições oficiais.

Já Mauro Soares Teixeira e Júlio Mazzei, tiveram os primeiros contatos com a metodologia proposta por Listello em 1953. Então estudantes, ao realizaram viagem de estudos à França[20]·, foram recebidos em Paris pelo professor Auguste Listello, reconhecido pelo “quanto fez pela Educação Física no Brasil” (p. 245).

Em 1959, já agora professor, Julio Mazzei elabora e publica seu livro “Novas Concepções do Programa por Temporada” (1960) [21]. Este conteúdo foi integralmente republicado no “Capítulo X – A Educação Física no Ensino de Graus Médio”, do livro “Cultura, Educação Física, Esportes e Recreação”, de autoria de Julio Mazzei e Mauro Soares Teixeira[22]. Nas Considerações Gerais escreveu Julio Mazzei:

[...] hoje ministramos uma aula segundo o método sueco moderno; amanhã, iniciamos os alunos no vôlei; na segunda semana, começamos com basquetebol e terminamos com futebol de salão; não tem sido esta, em tese, nossa ação? [...] Não é isto o que estamos fazendo há quase 30 anos? (MAZZEI, 1960, p. 14). Isto já parece denotar uma presença forte dos desportos na Educação Física escolar brasileira, ainda que convivendo com os Sistemas e Métodos de Educação Física. O Programa por Temporada propunha dividir o ano letivo em “temporadas” dedicadas à prática de um determinado esporte (Basket, Volei, Atletismo, Futebol, Handball, Natação, Solo e Aparelhos, Lutas, etc.) de maneira que, durante quatro meses (semestre letivo) os alunos de todas as séries ou grupos sejam iniciados e aperfeiçoados na modalidade esportiva prevista para aquela temporada (MAZZEI, 1960, p. 19, citado por FARIA JUNIOR, 2014) [23].

Faria Junior (2014) [24] considera que “Programa por Temporada” induz o leitor a considerar que o desporto é a tônica do processo, apesar de aparecerem os demais “meios da Educação Física: Jogos, Esportes, Danças, Ginástica e Excursões como parte integrante de um programa de ação real e objetiva” (MAZZEI, 1960, p. 18) [25]. Quando escreve sobre os objetivos específicos referem-se aos “que devem ser alcançados na prática do esporte escolhido durante o transcorrer das aulas [...]” (MAZZEI, 1960, p. 21) [26].

Ainda analisando a obra de Mazzei, Faria Junior[27] apresenta-nos as questões que nortearam o autor: “no programa por temporada o jogo, a ginástica, as danças e a excursões, são postos de lado?” (MAZZEI, 1960, p. 30):

[...] responde: um programa de Educação Física não seria completo se se utilizar unilateralmente apenas de um de seus meios. Se atentarmos ao plano que acabamos de expor verificaremos que o jogo está representado aqui pelos processos pedagógicos, pelo pequeno jogo, pela “formas de jogo”, etc.; a ginástica pelas atividades específicas da parte formativa da aula que nada mais é do que Ginástica pura como a entendem os suecos, os franceses, os dinamarqueses, os alemães, os americanos, os italianos, os húngaros, os austríacos, e nós mesmos; as excursões (acampamentos, cicloturismo, pedagógicas, etc.) facilmente poderão ser encaixadas no “Programa por Temporada”, sendo que devemos considerar as excelentes oportunidades de excursionar nas fases do Coroamento da Temporada; as “danças, por si só, já constituem ótima atividade complementar do programa, mormente nas turmas femininas e nos programas coeducacionais (sic) (MAZZEI, 1960, p. 30)

 

No que se refere à avaliação:

Entre nós, em matéria de testes em Educação Física, até bem pouco tempo, conhecíamos apenas as chamadas, “Provas Práticas” do Método Francês, com finalidade até certo ponto desconhecida: sem a legítima preocupação de prognose e diagnose da aprendizagem e servido de inócuo pretexto de passagem de um grupo para outro, e só [...]. O citado Método Francês falava em verificação periódica de resultados. Para tal verificação, recomendava o exame médico (no início e no final do ano letivo) e as chamadas “provas práticas” que funcionavam principalmente como base da classificação homogênea dos alunos. (MAZZEI, 1960, p. 31). Com a adoção de um Programa por Temporada, exemplificou Mazzei (1960): se a temporada escolhida for a de Natação, iremos ministrar aos nossos alunos como prognose, da aprendizagem que virá, os testes referentes à Natação, testes estes que poderão ser uniformes para todo o Estado ou País, para melhor avaliação de rendimento escolar no estabelecimento de todo o território nacional (ou Estados, ou Região, ou Municípios ... ). Estas provas funcionariam como prognose e ao mesmo tempo como auxiliar nos grupamentos que se seguirão [...]. Realizados todos os testes no início da temporada, os mesmos serão repetidos no final da mesma (diagnose da aprendizagem) e, dentro de um índice que será estabelecido, tendo-se em vista os “scores” obtidos (que serão computados estatisticamente pelos órgãos competentes), serão distribuídos “Diplomas Esportivos de Iniciação” nesta ou naquela modalidade esportiva. (MAZZEI, 1960, p. 32-40) [28].

 

Faria Junior em seu “Introdução à Didática de Educação Física” [29] conceituava “conteúdo” como o teor do Ensino da Educação Física, através do qual serão atingidos os objetivos educacionais propostos:

[...] aqueles nada mais são do que reativos que, uma vez selecionados, programados e dosados vêm facilitar a aprendizagem naquela “prática educativa”. [...] os “conteúdos” da Educação Física correspondem a “matéria” das demais disciplinas constantes dos currículos das escolas brasileiras. (FARIA JUNIOR, 1969, p. 70).

 

O autor prefere adotar “Unidade Didática”, apesar de reconhecer que na literatura educacional essa expressão tenha registrado outras denominações como unidades de ensino, unidades de aprendizagem, unidades de experiência etc.

O termo “unidade” foi usado pela primeira vez em educação por Henry Morrinson (1962, p. 45)[30], como “um aspecto completo e significativo do meio, de uma ciência organizada, de uma arte ou de uma conduta, o qual uma vez aprendido resulta em uma adaptação da personalidade”. O Método das Unidades Didáticas, proposto ‘por Morrinson, objetivava a obtenção de um ensino mais compreensivo e significativo, em face dos interesses e necessidades dos educandos’ (FARIA JUNIOR, 1977, p. 46).

[...] nenhum bom planejamento pode tornar-se realmente eficaz se tiver uma multidão de ideias antagônicas contra as quais lutar. A Unidade tem por fim fazer convergir todas as atividades para a conquista dos objetivos propostos. (FARIA JUNIOR, 1969, p. 145).

 

Faria Junior conceitua Unidade Didática como sendo:

[...] um conjunto organizado de conteúdos, experiências e atividades, relacionado com um tema ou propósito central desenvolvido cooperativamente por um grupo de alunos, sob a orientação do professor, objetivando modificações de determinados comportamento. (FARIA JUNIOR, 1977, p. 47[31]). (ao escrever sobre) planejamento do ensino – plano de curso, plano de unidade e plano de aula – admite que estes nada mais são do que três fases de um planejamento, buscando uma progressiva particularização à medida que se aproxima o momento de sua execução em aula, [...]. Um plano de Unidade Didática bem pormenorizada reduz muito a necessidade da elaboração de planos para cada aula de uma mesma Unidade. (FARIA JUNIOR, 1969, p. 151)[32] (ainda considera que) Cada unidade didática pode ser considerada como um verdadeiro curso em miniatura, condensado ou abreviado sobre determinado conteúdo. A denominação de “Plano de Unidade Didática” é preferível em vez de “Unidade de Conteúdo”, porque uma unidade envolve um ciclo docente completo que irá desde a motivação inicial à apresentação do novo conteúdo até a fixação do aprendido e a verificação dos resultados obtidos por esta aprendizagem. (FARIA JUNIOR, 2014) [33].

 

Faria Junior (2014) [34] coloca que no final daqueles anos 60, vêem-se como Unidades Didáticas dadas como exemplos, tanto de desportos – Atletismo, Basquetebol, Futebol de Salão, Ginástica Olímpica, Pesos e Halteres (Musculação), Pólo Aquático, Voleibol – quanto de Danças Folclóricas, de Ginástica, de Ginástica Feminina Moderna, de Jogos Pré-Desportivos etc.

[...] Terminada a fase do planejamento entrar-se-ia na “fase de execução” propriamente dita. é bastante comum vermos professores ministrando hoje uma aula de basquetebol, amanhã uma de volibol, a seguir uma de futebol e assim sucessivamente e, entretanto, desejando com isso obter o aprendizado de um desporto em uma ou duas aulas [...].

A aprendizagem é um processo complexo e lento de assimilação, não sendo possível assim, do “nada saber” aos domínios das habilidades desejadas com uma aula, por mais “magistral” que esta tenha sido (FARIA JUNIOR, 1969, p. 206).

 

Para Carmen Lúcia Soares (1996)[35] a Educação Física na escola é um espaço de aprendizagem e, portanto, de ensino. E o que ela ensina? Historicamente a Educação Física ocidental moderna tem ensinado O JOGO, A GINÁSTICA, AS LUTAS, A DANÇA, OS ESPORTES. Poderíamos afirmar então que estes são conteúdos clássicos:

Permaneceu através do tempo transformando inúmeros de seus aspectos para se afirmar como elementos da cultura, como linguagem singular do homem no tempo. As atividades físicas tematizadas pela Educação Física se afirmaram como linguagens e comunicaram sempre sentidos e significados da passagem do homem pelo mundo. Constituem assim um acervo, um patrimônio que deve ser tratado pela escola. E como afirma Vago[36], a contribuição da Educação Física, neste caso, será a de colocar os alunos diante desse patrimônio da humanidade, que tem sido chamado por alguns autores de “cultura física” (Betti, 1991)[37], “cultura de movimento (Bracht, 1989)[38] ou “cultura corporal” (Soares, Taffarel, Varjal, Castellani Filho, Escobar & Bracht, 1992)[39].

 

Existem outros recursos[40], que não cabe aqui a análise, apenas para comparação com o que Listello propunha:

AUTORES/ PEDAGOGIA MÉTODO / TEORIA LINGUAGEM ARRANJO MATERIAL TRABALHO

Auguste Listello[41]

(Tecnicista)

1979

Técnica, demonstrativa, militarista ás vezes. Discussão ordenada. Para reflexão /ambigüidade técnica x reflexão Os materiais da estrutura escolar. Criação de outros materiais. Uso de implementos e instalações esportivas oficiais, extraclasse. Textos regras, local próprio. Demonstração Repetição. Execução. Equipes / Seleção dos mais hábeis. Visa rendimento. Clubes e atividades extraclasses.

Celi Taffarel [42]

Construtivismo

(criatividade em EF)

1985

Técnica. Instigadora. Propositiva – para reflexão. Os da estrutura escolar. Criação de materiais. Lista de anotações das idéias. Experimentação de novos materiais. Sugere tema, e pedem variações, idéias. Faz anotações, e experimentação das selecionadas. Visa rendimento. Propõe reflexão e verifica criatividade do aluno.

Sara Quenzer Matthiesen

(Livro Atletismo se aprende na escola)

Tecnicista.

1985

Focada na técnica. Diretividade para a execução e contato com conteúdo. Explicativa, foco na ação. Corporal de realização de movimento Textos, regras oficiais, filmes. Locais e implementos oficiais. Faz adaptações do oficial. Os da estrutura escolar. Extraclasse. Conseqüência do fazer. Organização. Explicação. Repetição busca rendimento de formas variadas.

João Batista Freire[43] (Construtivista na EF)

1989

Não cita. Todos participam no processo de construção do conhecimento. Não cita. Trabalha mais a motricidade humana, sentidos, educação, símbolos. Metodologia do conflito. Sugere mudanças no conteúdo. Conseqüência do fazer

Elenor Kunz[44]

(crítico-emancipatória)

1991

Fundamenta-se dentro de uma ação comunicativa problematizadora, falada, escrita. Corporal do movimento, gestos, imitações etc. Para reflexão. Os materiais e instalações pertinentes ao ensino dos esportes e da estrutura escolar. Textos, filmes. Incentiva a criatividade dos alunos ao utilizar materiais e equipamentos alternativos construídos por todos.

Encenação, problematização, ampliação e reconstrução. Faz arranjo material, transcendência limites pela experimentação, aprendizagem e criação.

Coletivo de Autores [45]

(crítico- superadora)

1993

Não cita especificamente. Professor mediador. Diretividade pedagógica a partir da realidade do aluno. Para reflexão Os da estrutura escolar. Textos. Ambiente intencionalmente preparado. Espaço organizado. Fazer corporal, a partir da realidade do aluno. Reflexão, sentido, significado. Por ciclos de escolarização.

Reiner H. & Ralf. L. [46]

Amauri Bássoli Oliv.

Ensino Aberto

1993

Na ação co-participativa, Ações geram ampliação das ações pedagógicas. Para reflexão Os da estrutura escolar. Textos pedagógicos. Ações problematizadoras. Subjetividade / execução prática. Seriação escolar.

Atualmente no Brasil, as diretrizes pedem uma abordagem crítica, o que parece situar-se nas tendências Crítico-emancipadora e Crítico-superadora.

O Prof. Dr. Laércio Elias Pereira (1986) [47] escreveu artigo tentando explicar a proposta do Prof. Listello sobre a organização pedagógica da classe. A Editora da USP lançara o "Educação Física pelas Atividades Físicas, Esportivas e de Lazer", e nesses anos em que a proposta esteve para ser testada deu para juntar uma lista enorme de rejeições do tipo: "não li e não gostei"; "esse negócio de fazer coluna é pra exército"; "dividir assim provoca o individualismo dos alunos", quer dizer, é possível que os tradutores não tenham conseguido expressar a proposta do Mestre Listello na versão em português.

O que poderia justificar estas considerações é aquela determinante de país subdesenvolvido, em que a tecnologia demora dez anos para ser transferida dos países avançados para nós (1986). O que exaspera pelo fato do livro ter sido lançado originalmente em português e dedicado aos professores de Educação Física do Brasil.

O fato de o Prof. Listello ter tido uma forte participação na criação do "método" Desportiva Generalizada[48], e ter sido um dos diretores do Instituto Nacional de Esportes da França durante 14 anos, faz com que os professores não prestem atenção a uma proposta feita 30 anos depois.

O livro relata o trabalho de 12 anos numa escola de crianças de famílias da chamada classe média baixa. Pereira (1986) passa a listar provocações a favor das "inovações" do Prof. Listello, confrontando com o que temos atualmente:

1 - A discriminação da maioria começa na classe.

Atualmente: com o sistema de seleções esportivas retira-se o mais apto do seu meio (a classe) isolando-o numa chamada seleção (da classe ou da escola).

Listello: o mais apto tem a responsabilidade na socialização do seu conhecimento, ao mesmo tempo em que não é retirado do seu meio, interagindo, também, com os conhecimentos do seu meio.

 

2 - Hábito de lazer se aprende por opção.

Atualmente: Existe a pretensão de se criar o hábito da prática de atividade física através da presença obrigatória;

Listello: A atividade voluntária - mas de compromisso moral com o grupo - do Clube de Lazer e a participação nos campeonatos interclasse por diversão dão essa oportunidade.

3 - Oportunidade para os gordinhos e os pequenos.

Atualmente: Prevalece o poderio dos maiores (7ª e 8ª séries) e dos mais aptos (os da seleção)..

Listello: O campeonato interclasse por divisão oferece oportunidade igual de participação e sucesso para todos. A IV Divisão da 5ª. série C é tão importante quanto a I Divisão da 8ª. série A, por exemplo.

4 - A comunidade escolar

Atualmente: Apesar de toda nossa propaganda a EF não tem promovido a comunidade escolar.

Listello: As várias atividades do clube de lazer (de que a Associação Esportiva é apenas uma parte) possibilitam a interação de alunos, pais, funcionários, outros professores, funcionários...

5 - A responsabilidade de compromisso com o grupo e a chamada.

Atualmente: A chamada é "uma besteira" que não é feita, "uma chance de pronunciar o nome dos 40 alunos" ou "mais uma etapa de dominação da classe" (e que rende 10 minutos de aula) .

Listello: A "equipe de classe" - que possibilita a execução da chamada em menos de um minuto - é uma forma de organização pedagógica para trabalhos em grupo e uma chance para que todos exerçam a responsabilidade sobre o grupo por certo tempo ("chefe de equipe de classe")

6 - Participação dos alunos na programação das atividades.

Atualmente: Com o planejamento feito no começo do ano (antes até do professor conhecer os alunos) o professor passa o ano administrando atividades e exercícios.

Listello: Com a proposta de temporadas e o sistema de "um dia jogo/um dia treino" utilizando o jogo (ou apresentação) para a avaliação da aula anterior e programação da seguinte, as atividades de EF passam a ter sentido, em vez dos alunos serem vítimas de "cangurus", "apoios de frente", exercício de dança".

7 - O trabalho em grupo

Atualmente: Os 40 alunos da classe são considerados como estando no mesmo grau de habilidade, na maioria das atividades.

Listello: As "equipes de...", que aglutinam os alunos em quatro estágios diferenciados de habilidade, proporcionam um trabalho consciente e adequado para cada grupo, que é avaliado nesse nível.

8 - O campeão real e o campeão moral

Atualmente: As opiniões dos professores estão divididas em "contra a competição" e "promoção exclusiva do campeão".

Listello: Os vencedores "moral" e "real" na engenhosa proposta de avaliar o desempenho, no confronto entre grupos de habilidades diferentes, é uma oportunidade efetiva de conscientização e participação ativa dos alunos.

9 - Todos têm seus times?

Atualmente: Os alunos são divididos entre os "da seleção" e "a torcida".

Listello: Com a realimentação do campeonato interclasses por divisão todos os alunos participam nas aulas de Educação Física, num programa de ajuda mútua e igual direito a participar das equipes dos seus níveis.

Assim, esperamos que as provocações acima levem a uma análise crítica da "proposta Listello", incorporando um pouco de tecnologia à nossa Educação Física, encerra Laércio E. Pereira...

[1] Professor de Educação Física do IF-MA, aposentado; Mestre em Ciência da Informação. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (Cadeira 40); Membro fundador da Academia Ludovicense de Letras (Cadeira 21). http://cev.org.br/qq/vazleopoldo/
[2] Professor de Educação Física da UFMG, aposentado. Mestrado na USP (dissertação: Mulher e Esporte) e doutorado na UNICAMP (a tese foi o CEV); membro do comitê executivo da Associação Internacional para a Informação Desportiva - IASI. Coordenador Geral do Centro Esportivo Virtual- ONG CEV. http://cev.org.br/qq/laercio/
[3] http://cev.org.br/qq/auguste-listello/
[4] CUNHA, Luciana Bicalho da. A Educação Física Desportiva Generalizada no Brasil: primeiros apontamentos. IN apontamentos de estudo de doutoramento, iniciado neste ano de 2014 no Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação da UFMG. Disponível em https://anpedsudeste2014.files.wordpress.com/2015/04/luciana-bicalho-da-cunha.pdf
[5] FARIA JR. Alfredo Gomes de. Introdução à didática de Educação Física. Rio de Janeiro: Honor Editorial Ldta. 1969.
[6] MARTINEZ, Carlos Henrique Miguel. Auguste Listello: uma contribuição para a Educação Física brasileira. Dissertação (Mestrado em Educação Física) Universidade Católica de Brasilia. Brasília, 2002.
[7] CUNHA, 2015, obra citada
[8] MARTINEZ, 2002, obra citada.
[9] Cidades brasileiras onde Listello atuou: São Paulo-SP, Santos-SP, Bauru-SP, Assis-SP, Tatuí-SP, Bertioga-SP, São Carlos-SP, Ribeirão Preto-Sp, Mogi das Cruzes-SP, Belo Horizonte-MG, Curitiba-PR, Porto Alegre-RS, Rio de Janeiro-RJ, Brasília-DF, Juiz de Fora-MG, Recife-PE, Belém-PA, Londrina-PR, Campo Grande-MT, São Luiz-MA, Fortaleza-CE, Macapá-AP, Maceio-AL, Aracaju-SE, Salvador-BA (MARTINEZ, 2002)
[10] A concretização das idéias do MDG já estava em discussão no Institut Nacional des Sports desde fins da década de 1940, concretizadas no livro “Récréation et Éducation Physique Sportive”, de autoria de Listello, Crenn, Clerc e Schoebel, publicada no ano de 1956. (CUNHA, 2015)
[11] Professores referenciados nos jornais e respectivos cursos ministrados
Professor(a)
País de origem
Curso ministrado
Gerard Schimitd
Áustria
Método natural austríaco e ginástica geral
Hanns Prochowinck
Brasil (RJ)
Ginástica de solo
August Listello
França
Atividades físicas generalizadas
Antônio Boaventura da Silva
Brasil (SP)
Ginástica sueca
Moacyr Daiuto
Brasil (SP)
Basquetebol
Pierre Well
Brasil
Psicologia aplicada à Educação Física
Gino Poiani
Itália
Atletismo – arremesso de peso
Dorle Drewke Kuck
Alemanha
Ginástica feminina
Joaquim Lacaz de Morais
Brasil (SP)
Fisiologia aplicada; fisiologia da emoção; controles nervosos do aparelho locomotor; biotipologia da Educação Física
Lia Bastian Meyer
Brasil (RS)
Ginástica rítmica
João Carlos Paixão Côrtes
Brasil (RS)
Danças regionais
Érica Saur
Brasil (RJ)
Ginástica feminina
Yesis Ilda y Amoedo Passarinho
Brasil (RJ)
Sociometria
Hélcio Buck Silva
Brasil (PR)
Circuit training
Alfonz Z. Renez
Hungria
Educação Física para crianças; jogos e atividades com e sem aparelhos
Fonte: Acervo do Centro de pesquisa e estudos. Fundo Institucional E.E.F.M.G.
[12] CUNHA, 2015, obra citada
[13] LOURDES, Luiz Fernando Costa de. A PRÁTICA ESCOLAR E O ESPORTE NO ENSINO SECUNDÁRIO EM SÃO PAULO NOS ANOS DE 1950. Disponível em http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe6/anais_vi_cbhe/conteudo/file/1305.pdf
[14] Em anos anteriores, convencionou-se chamar de LINGÍADA o evento que reunia várias equipes de ginástica da Suécia e de países convidados para promover exibições públicas de coreografias gímnicas, tal evento foi organizado em homenagem a Per Henrik Ling, considerado o criador do método ginástico sueco, que havia criado um método de ginástica Escolar, ginástica preventiva e corretiva (medicinal) e por fim um método ginástico de preparo físico (militar), que foi difundido mundo afora. LOURDES, Luiz Fernando Costa de. A PRÁTICA ESCOLAR E O ESPORTE NO ENSINO SECUNDÁRIO EM SÃO PAULO NOS ANOS DE 1950
[15] O método preconizava que as aulas deveriam buscar uma formação integrada do indivíduo, respeitando os limites de faixa etária, atendendo aos diferentes níveis de habilidades dos alunos, bem como o principal tema era o esporte e suas benesses. Este modelo foi apropriado de modo duradouro, de maneira que encontramos vestígios de suas bases na Educação Física atual, em que o conteúdo esportivo é privilegiado, sendo que outros conteúdos, como a ginástica, a dança, o jogo e as lutas, são ignorados ou mesmo esquecidos, nas aulas de Educação Física. LOURDES, Luiz Fernando Costa de. A PRÁTICA ESCOLAR E O ESPORTE NO ENSINO SECUNDÁRIO EM SÃO PAULO NOS ANOS DE 1950
[16] MARINHO, Inezil Penna. História da educação física e dos desportos no Brasil. Rio [de Janeiro, 1982
[17] FARIA JR. , 1969, obra citada.
[18] SOARES, Carmen Lúcia. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR : CONHECIMENTO E ESPECIFICIDADE. Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, supl.2, p.6-12, 1996, disponível em http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v10%20supl2%20artigo1.pdf
[19] LOURDES, Luiz Fernando Costa. “Antonio Boaventura da Silva: o professor e suas concepções sobre a educação física nas décadas de 1940 a 1970”. Dissertação de Mestrado do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: História, Política, Sociedade da PUCSP, 2007.
LOURDES, Luiz Fernando Costa de. A PRÁTICA ESCOLAR E O ESPORTE NO ENSINO SECUNDÁRIO EM SÃO PAULO NOS ANOS DE 1950. Disponível em http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe6/anais_vi_cbhe/conteudo/file/1305.pdf
[20] FARIA JUNIOR, Alfredo Gomes de. “OS CURRÍCULOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O ENSINO POR UNIDADES DIDÁTICAS”. C o r p u s s c i . , R i o d e J a n e i r o, v. 1 0, n . 2 , p . 1 6 - 3 2, j u l . / d e z . 2 0 1 4
[21] MAZZEI, Julio. Novas concepções do programa por temporada. Araraquara: Belentani, 1960.
[22] MAZZEI, Julio; TEIXEIRA, Mauro Soares. Novas concepções do programa por temporada. In: MAZZEI, Julio; TEIXEIRA, Mauro Soares (Org.). Cultura, Educação, Educação Física, Esportes e Recreação. 2. ed. São Paulo: Fulgor, 1967, p. 178-204. v. 2.
[23] FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada
[24] FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada; MAZZEI, 1960, obra citada.
[25] MAZZEI, 1960, citado por FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada.
[26] MAZZEI, 1960, citado por FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada.
[27] FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada; MAZZEI, 1960, obra citada.
[28] FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada; MAZZEI, 1960, obra citada.
[29] FARIA JUNIOR, Alfredo Gomes de. Introdução a Didática de Educação Física. Brasília, DF: MEC, 1969.
[30] MORRISON, H. C. The practice of teaching in secondary school. Chicago: The University Chicago Press, 1962.
[31] FARIA JUNIOR, Alfredo Gomes de . Ensino por unidades didáticas. Revista Brasileira de Educação Física e Desportos, Brasília, DF, v. 9, n. 33, p. 46-54, jan./mar. 1977.
[32] FARIA JUNIOR, 1969, obra citada.
[33] FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada
[34] FARIA JUNIOR, 2 0 1 4, obra citada
[35] SOARES, Carmen Lúcia. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR : CONHECIMENTO E ESPECIFICIDADE. Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, supl.2, p.6-12, 1996
[36] VAGO, T.M. Educação física: um olhar sobre o corpo. Revista Presença Pedagógica, p.65-70, mar./abr. 1995.
[37] BETTI, I.C.R. Educação física escolar: a percepção discente. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v.16, n.3, p.158-67, 1995. BETTI, M. Ensino de primeiro e segundo graus: educação física para quê? Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v.3, n.2, p.282-7, 1992.
[38] BRACHT,V. Educação física e aprendizagem social. Porto Alegre, Magister, 1992.
[39] SOARES, C.L.; TAFFAREL, C.N.Z.; VARJAL, E.; CASTELLANI FILHO, L.; ESCOBAR, M.O.; BRACHT, V. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo, Cortez, 1992.
[40] Seifert Netto, Reynaldo. O ENSINO DO ATLETISMO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Programa de Desenvolvimento Educacional do Estado do Paraná.
[41] LISTELLO, Auguste - Educação pelas Atividades Físicas, Esportivas e de Lazer São Paulo: EPU, Ed. da Universidade de São Paulo, 1979.
[42] TAFFAREL, Celi Nelza Zülke, - Criatividade nas Aulas de Educação Física, Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1985
[43] FREIRE, João Batista. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física, São Paulo, Scipione. 1989.
[44] KUNZ, Elenor – Educação Física: ensino & mudanças / Ijuí: Unijuí, Editora, 1991
   KUNZ, Elenor - Transformação didático - pedagógica do Esporte. Ijuí – RS, Unijuí Editora, 2004.
[45] COLETIVO DE AUTORES - Metodologia do Ensino de Educação Física (Coleção magistério 2º grau. Série formação do professor). São Paulo: Cortez, 1993.
[46] HILDEBRANDT, Reiner & LAGINF, Ralf. - Concepções abertas no ensino da Educação Física. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1986.
[47] PEREIRA, Laércio Elias. Listello: Muitos Compraram, Poucos Leram e Ninguém (?) Aplicou. In Corpo & Movimento - v.2 - n.5 - 1986, disponível em http://cev.org.br/biblioteca/listello-muitos-compraram-poucos-leram-ninguem-aplicou/
[48] CUNHA, Luciana Bicalho da. A Educação Física Desportiva Generalizada no Brasil: primeiros apontamentos. IN apontamentos de estudo de doutoramento, iniciado neste ano de 2014 no Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação da UFMG. Disponível em https://anpedsudeste2014.files.wordpress.com/2015/04/luciana-bicalho-da-cunha.pdf

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