Macho, Bailarino e Homossexual: Um Olhar Sobre as Trajetórias de Vida de Professores Dançantes

Por: Diego Ebling do Nascimento.

150 páginas. 2013 00/00/0000

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Resumo

A presente pesquisa teve como objetivo analisar as trajetórias de vida, a partir das narrativas dos profissionais da dança que atualmente se reconhecem homossexuais, são formados em educação física e trabalham com a dança. Verificarmos o impacto e as consequências da homossexualidade na trajetória profissional destes professores, além de descrever a relação familiar, a formação inicial e o mercado de trabalho de cada um dos profissionais. Os sujeitos foram compostos por cinco professores/bailarinos. A referência metodológica foi pautada na perspectiva qualitativa. Como a proposta da pesquisa não se limita a um único caso, mas a um conjunto de professores de dança/bailarinos pré-selecionados, o procedimento adotado para coleta de dados foi o estudo de casos múltiplos. Optamos, então, pelo estudo de casos de trajetórias de vida. A pesquisa foi realizada através de uma entrevista temática semiestruturada. Escolhemos realizar uma amostra intencional, tendo em vista que os sujeitos que atendem ao perfil desejado pelo pesquisador foram os indivíduos que fizeram sua trajetória acadêmica na área da educação física, trabalham com a dança e se assumem homossexuais. Para tratar os dados, utilizamos a técnica de análise de conteúdo. Os resultados revelaram que as mães apareceram como maior referência familiar e demonstravam, como os pais, inquietações motivadas pela baixa remuneração dos professores. Atualmente, todas as famílias aceitam a homossexualidade. A religião católica despertou em dois entrevistados o sentimento de inferioridade. Todos os entrevistados encontraram nas práticas corporais um meio de maior aceitação de colegas e amigos. Quanto ao mercado de trabalho identificamos que há maior preferência por trabalhar em espaços não formais, que são poucas as políticas públicas para a dança no Rio Grande do Sul, que o preconceito ainda está presente tanto no espaço formal quanto não formal e que foi demonstrada preocupação com quem está no mercado de trabalho, pois os entrevistados consideram que muitos ministrantes de aulas de dança não tem a formação necessária para estarem atuando. Acreditamos que a presente pesquisa trouxe contribuições científicas para o âmbito dos estudos de gênero e sexualidade. No entanto, muitos estudos relacionados a esta temática ainda podem ser realizados.

Endereço: http://wp.ufpel.edu.br/ppgef/dissertacoes-2013/

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