Marcadores Bioquímicos, Antioxidantes e a Relação com o Dano Muscular, Doms, Performance e Estresse Oxidativo em Atletas de Futebol

Por: Donizete Cícero Xavier de Oliveira.

131 páginas. 2017 18/08/2017

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Resumo

Resumo: Tanto marcadores bioquímicos, quanto estratégias de recuperação acelerada após a promoção de dano muscular, DOMS e performance após treinos e competições, são estudados em atletas, assim como a relação destes fatores com o estresse oxidativo, e principalmente com a performance esportiva. Entre as diferentes estratégias utilizadas para este fim, a suplementação nutricional ganha destaque, sendo que, a suplementação com antioxidantes, apesar de utilizada há algum tempo, ainda não apresenta consenso em relação à sua eficácia sobre estas variáveis. Desta forma, este trabalho foi dividido em quatro estudos, realizados em quatro momentos diferentes de coleta: (1) No estudo 1, verificou-se o efeito da familiarização sobre testes motores aplicados a jogadores de futebol. Os resultados demonstraram que tarefas de menor complexidade e que demandam menor organização motora, necessitam de menos sessões de familiarização. O teste de salto vertical parece não ser afetado pela familiarização, entretanto o teste de potência de corrida (RAST) apresentou necessidade de ao menos uma sessão e o teste de agilidade T, ao menos duas sessões de familiarização. (2) No estudo 2, objetivou-se avaliar o efeito de uma sessão de treino constituída de séries de agachamento e treino de futebol, sobre os níveis de marcadores de peroxidação lipídica e dano muscular, DOMS e performance em testes motores. Observou-se que a sessão de treino foi capaz de elevar DOMS e CK, entretanto não foi suficiente para promover aumento nos níveis de marcadores de estresse oxidativo, nem reduzir a performance dos jogadores nos testes motores durante a semana de recuperação. (3) No estudo 3, o objetivo foi investigar o efeito da suplementação antioxidante (vitamina C e E) sobre marcadores de estresse oxidativo e de dano muscular, DOMS e performance em atletas de futebol submetidos a um protocolo de dano muscular. Os resultados demonstraram que apesar de inibir o estresse oxidativo, induzido pelo protocolo do estudo, a suplementação antioxidante não foi capaz de melhorar a performance e que também não reduziu o dano muscular avaliado por CK e DOMS, quando comparado ao grupo placebo. (4) Por fim, o estudo 4 objetivou comparar os níveis circulantes de CK obtidos por punção venosa com amostras capilares, coletadas do lóbulo da orelha, após elevação desta substância induzida por um jogo simulado de futebol. Os dados demonstram que amostras de sangue retiradas do lóbulo da orelha, podem ser consideradas uma alternativa confiável em substituição à punção venosa na determinação de mudanças nos níveis de CK plasmática resultantes de um jogo simulado de futebol. De forma geral, conclui-se que a correta administração de testes motores em jogadores de futebol, bem como o monitoramento de diferentes indicadores de recuperação muscular (como por exemplo níveis de marcadores bioquímicos e DOMS) após jogos e treinos, podem ser determinantes no controle da recuperação nestes atletas. Entretanto, a suplementação antioxidante parece não ter efeito na redução do tempo de recuperação de jogadores com danos musculares.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000214917

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