Marco de Segurança do Futebol: Guia de Recomendações Para Atuação das Forças de Segurança Pública em Praças Desportivas

Por: Fábio Santos de Souza (Organizador) e Sóstenes Marchezine (Organizador).

57 páginas. Ministério da Justiça, Ministério dos Esportes. 2016

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Sobre a Obra

A espetacularização da violência nos eventos de futebol não é um problema recente e tampouco exclusivo do Brasil. Por décadas testemunhamos episódios de vandalismo, brigas e confrontos entre torcedores e torcidas, muitas vezes com mais ênfase que a própria partida de futebol. A sociedade assiste perplexa às tragédias causadas pela violência no futebol.

O primeiro grande episódio de maior visibilidade mundial ocorreu em 1964, em uma partida entre as seleções do Peru e da Argentina pelo torneio pré-olímpico, quando o juiz resolveu anular um gol do Peru, no momento em que a Argentina ganhava de 1x0. Havia mais de 54 mil torcedores no Estádio Nacional de Lima. Houve uma confusão generalizada. Torcedores invadiram o gramado, a polícia interveio e milhares de torcedores correram para as saídas do estádio. Com os portões trancados, o saldo foi de 318 mortos e mais de 500 pessoas feridas.

No Brasil, em jogo válido pela Supercopa São Paulo de Futebol Júnior, foi transmitido pela TV episódio que ficou conhecido como a Guerra do Pacaembu, no dia 20 de agosto de 1995. Após comemoração pelo título do Palmeiras, torcedores do São Paulo pegaram pedaços de pedra e madeira localizados sob um entulho no estádio e arremessaram contra os palmeirenses. Deflagrado o conflito, os 30 policiais militares localizados no Pacaembu foram incapazes de impedir a guerra entre as torcidas. O saldo foi de 102 feridos e a morte de um torcedor do São Paulo de apenas 16 anos.

Algumas dessas tragédias foram objeto de estudos de grandes e renomados especialistas. O estudo mais conhecido, o Relatório Taylor, cujo desenvolvimento foi supervisionado por Lorde Taylor de Gosforth, é um documento sobre as causas e consequências do desastre de Hillsborough, na Inglaterra, em 1989. Nessa tragédia, 96 torcedores com idades entre 10 e 67 anos foram mortos, na grande maioria, por pisoteamento no estádio. Após 27 anos, em 2016, chegou-se à conclusão de que aquela tragédia não foi um acidente. O comportamento dos torcedores não provocara a tragédia, conforme haviam apontado as primeiras investigações sobre o caso, mas, sobretudo, uma sequência de erros e despreparo das autoridades e dos policiais.

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