Maria Lenk: as Revoluções Política e Emancipadora da Década de 1930 no Brasil Que Levaram a Nadadora da Atlética ?s Olimpíadas de Los Angeles

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VIII Congresso Brasileiro de História da Educação Física, Esporte, Lazer e Dança - CHELEF

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Resumo

O objetivo deste estudo é investigar o início da carreira de uma das maiores nadadoras do Brasil no pano de fundo das revoluções política e emancipadora da década de 1930 de significado para a história do esporte nacional. Os fatos históricos que lançaram Maria Lenk rumo à 10ª Olimpíada em Los Angeles em 1932 serão também analisados, sobretudo por terem representado um grande avanço e exemplo para a mulher brasileira.MARIA LENK: AS REVOLUÇÕES POLÍTICA E EMANCIPADORA DA DÉCADA DE 1930 NO BRASIL QUE LEVARAM A NADADORA DA ATLÉTICA ÀS OLIMPÍADAS DE LOS ANGELES MIRAGAYA, Ana & DACOSTA, Lamartine Universidade Gama Filho
Resumo: O objetivo deste estudo é investigar o início da carreira de uma das maiores nadadoras do Brasil no pano de fundo das revoluções política e emancipadora da década de 1930 de significado para a história do esporte nacional. Os fatos históricos que lançaram Maria Lenk rumo à 10ª Olimpíada em Los Angeles em 1932 serão também analisados, sobretudo por terem representado um grande avanço e exemplo para a mulher brasileira. Maria Lenk, inclusão Abstract: The objective of this paper is to investigate the beginning of the career of one of the greatest female swimmers in Brazil against an acting scenario that was revolutionary for the history of sport in the 1930s, showing combinations of historical facts that launched Maria Lenk towards the 10th Olympiad in Los Angeles in 1932, which represented a giant step and effective model to Brazilian women. Key words: revolutions, women, swimming, Maria Lenk, inclusion
Em 1932, ano da 10ª Olimpíada, que ocorreu em Los Angeles, o Brasil era um país que passava por duas revoluções importantes em sua história. A primeira delas acontecia em sua região mais rica, o estado de São Paulo. Foi o ano do maior confronto militar do século XX em todo o território nacional (1). A outra revolução tinha as mulheres no papel principal, reivindicando seus direitos de cidadãs com direito ao voto, dentro de uma revolução de costumes que havia se iniciado nos anos 20, tendo a Europa e os Estados Unidos como modelos (2,3). Havia uma série de preconceitos quanto à participação das mulheres em atividades esportivas, principalmente na natação, que exigia trajes que não eram recomendáveis às moças ditas ‘de família ‘ da época, educadas para o casamento e para cumprirem obrigações sociais (4). Foi exatamente dentro deste contexto de turbulências sociais, desafiando o ‘status-quo’ que o Brasil incluiu uma nadadora adolescente de 17 anos como a primeira participante feminina de uma olimpíada. Maria Lenk foi representar o Brasil nas Olimpíadas de Los Angeles. O que motivou essa inclusão repentina e aparentemente incoerente? Como se deu esse processo? O objetivo deste estudo foi investigar o contexto histórico de 1930 a 1932 assim como a trajetória de sucesso de Maria Lenk, que permitiram sua ida às Olimpíadas de Los Angeles marcando não somente a representação do Brasil, mas a presença da América do Sul. 1. O CENÁRIO A PRIMEIRA REVOLUÇÃO: A REVOLUÇÃO CONSTITUINTE DE 1932 O atuante pano de fundo brasileiro da ida da paulista Maria Lenk às Olimpíadas de Los Angeles foi o tumultuado cenário da Revolução Constitucionalista de 1932. Pode-se dizer até que foi um cenário que atuou como um personagem, talvez coadjuvante. A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o clímax de um conflito que havia se iniciado em 1930 (4), quando uma revolução derrubou o governo de Washington Luís (República Velha). Era o fim do governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo. A Junta Governativa Provisória da Revolução de 1930 passou então o governo a Getúlio Vargas, que assumiu a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes. Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até Câmaras Municipais. Osgovernadores dos Estados foram depostos e para suas funções, Vargas nomeou interventores. Essa políticacentralizadora de Vargas desagradou às oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo enquanto que as elites políticas do Estado economicamente mais importantes sentiram-se prejudicadas. 

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