Medida da Atividade Física em Pré-escolares Por Meio e Monitoramento com Acelerômetros: Análise e Aspectos Metodológicos

Por: Rodrigo Antunes Lima.

114 páginas. 2012 16/03/2012

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo analisar aspectos metodológicos da medida da atividade física por acelerômetros em crianças pré-escolares. Foram elaborados dois estudos transversais. O primeiro estudo analisou a influência de diferentes critérios na redução dos dados oriundos do monitoramento por acelerômetros para definição de monitoramento válido nas estimativas do nível de atividade física e no tamanho da amostra. Enquanto o segundo, analisou dois programas de computador utilizados na redução de dados de acelerometria (Actilife 5 e Propero), comparando as características gerais de uso e avaliando a concordância das medidas de atividade física derivadas. Crianças de 3 a 5 anos estudantes de escolas públicas e privadas da cidade do Recife foram selecionadas por conglomerados em estágio único. Para o acompanhamento com os acelerômetros recorreu-se a amostragem aleatória das crianças previamente selecionadas. As crianças foram monitoradas por acelerômetros GT1M (Actigraph), vestindo uma cinta elástica com o aparelho acoplado a direita do quadril durante sete dias consecutivos. Os dispositivos foram configurados com Epochs de 15 segundos e a redução dos dados foi realizada em dois programas (Actilife 5 e Propero), empregando-se diferentes critérios para definição do dia válido (5 – 10 horas válidas por dia) e para definição de períodos de não utilização do monitor (10 e 30 minutos de ―0‖ consecutivos). Os resultados do primeiro estudo evidenciaram que ao utilizar o critério de 10+ horas/dia de monitoramento para considerar o dia válido, 67,0% (n=118) e 36,9% (n=65) das crianças apresentaram 3+ e 5+ dias válidos, respectivamente. Quando o critério de 5+ horas/dia foi empregado, o tempo despendido em atividades moderadas foi aproximadamente 10 minutos menor quando o critério de 10+ horas/dia foi utilizado, a diminuição foi de 17,4% para o critério de 3+ dias e de 13,8% para o critério de 5+ dias. No segundo estudo, houve concordância (k; 0,38 – 0,81) para a medida do número de dias de monitoramento aceitos como válidos entre os programas de computador, independentemente do protocolo para redução de dados. Os programas obtiveram coeficientes altos (CCI; 0,84 – 0,99) na análise das medidas de atividades físicas moderadas a vigorosas. Entretanto, o mesmo não foi observado para as medidas em atividades sedentárias, uma vez que os coeficientes foram baixos (CCI; 0,26 – 0,28) ou inexistentes (CCI; 0,09 – 0,19), dependendo do critério utilizado. Não foram identificadas diferenças nos fatores associados entre os programas quando a variável desfecho foi o tempo em atividades moderadas a vigorosas. Contudo, foram identificadas diferenças em todos os protocolos ao analisar os fatores associados para o tempo em atividades sedentárias. Pode-se concluir que o critério de 10+ horas/dia para definição do dia de monitoramento válido induz uma redução da amostra e o critério de 5+ horas/dia subestima o nível de atividade física moderada. Também se pode concluir que a utilização de diferentes programas de computador e critérios para redução de dados não parecem ter influência na concordância para a quantidade de dias válidos gerados entre os programas, bem como para as estimativas de tempo despendido em atividades moderadas a vigorosas geradas pelos programas de redução dos dados. Entretanto, para o comportamento sedentário a utilização de programas distintos pode gerar diferenças na quantidade de minutos e nos fatores associados para o tempo despendido em atividades sedentárias.

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