Medida da Capacidade Antioxidante de Fluidos Biologicos Por Voltametria de Pulso Diferencial Associada Ao Uso de Surfactante Como Resposta as Adaptações Geradas Pelo Exercicio

Por: Madla Adami Passos.

2009 18/02/2009

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Resumo

Aumento na formação de espécies reativas de oxigênio como conseqüência do aumento na demanda energética pode aumentar o estado de oxidação celular, contribuindo para um estado redox celular ótimo e o desenvolvimento máximo de força. O poder redutor de amostras biológicas reflete sua capacidade antioxidante, mantida em grande parte pelos antioxidantes de baixo peso molecular (ABPM). Os ABPM agem como agentes redutores, doando elétrons para as espécies radicalares. Podem, dessa forma, ser quantificados por técnicas eletroquímicas. Os ABPM incluem compostos tais como ácido úrico, vitamina C, vitamina E e ácido lipóico. O objetivo do presente estudo foi investigar a aplicabilidade do surfactante catiônico cloreto de cetilpiridina (CPC) como sistema micelar no aperfeiçoamento da técnica de voltametria de pulso diferencial (VPD) para análise de amostras de soro e saliva de humanos. Analisamos ainda a correlação dos dados obtidos com outras metodologias de análise da capacidade antioxidante total. O presente trabalho está dividido em três capítulos. O primeiro capítulo apresenta uma introdução geral sobre o tema, incluindo dentre outros tópicos os mecanismos moleculares envolvidos na adaptação ao treinamento, sistema de defesa antioxidante, a técnica de voltametria de pulso diferencial e ação geral dos surfactantes. O capítulo 2 apresenta os dados das amostras de soro e saliva obtidos por VPD na presença e ausência do CPC. O capitulo 3 apresenta dos dados de limite inferior e superior do voltamograma de saliva de 138 sujeitos fisicamente ativos. Os resultados obtidos mostraram que o surfactante CPC aumentou a sensibilidade e estabilidade do sinal voltamétrico, viabilizando a aplicação desse método em amostras de fluidos biológicos como soro e saliva de forma a substituir polimento e prevenindo a passivação gradual do eletrodo de trabalho e perda de sinal voltamétrico. Nossos dados sugerem ainda que o primeiro pico de corrente anódica de ambas as amostras parece ser influenciado principalmente pela concentração de ácido úrico. Os resultados apresentados nesse estudo validam a VPD como uma metodologia para avaliação do estado redox do soro e saliva em resposta ao exercício físico ou a outras situações fisiológicas ou patológicas. Os limites inferior e superior de análise da capacidade antioxidante de saliva determinada pela técnica de VPD associada ao uso de CPC pode contribuir para o monitoramento, adequação, bem como individualizar os programas de treinamento físico, garantindo que a sobrecarga do exercício seja adequada para manutenção da saúde e integridade física.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000444025&opt=1

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