Melhor Idade: Acolher e Incluir

Por: Carolina Rodrigues Caldas Falleiros, Daniela Ferreira Flores Longato, Diego dos Santos Ferreira, Isabela Dimes Vicente e Paulo David de Carvalho Ferreira.

Congresso Mundial de Lazer 2018

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Resumo

Este projeto trata do desenvolvimento de atividades lúdicas para o público idoso e infantil em parceria do Centro Universitário Senac com instituições e/ou empresas. Ele é desenvolvido através do embasamento conceitual-teórico do lazer e do conhecimento das necessidades das crianças e idosos dessas comunidades, viabilizando a execução de atividades lúdicas a fim de integrar esses dois públicos. A proposta considera a inclusão social de crianças e idosos, possibilitando a interação das famílias. “A sociedade atual, ao pregar o consumo intenso, valoriza aqueles que ainda são economicamente produtivos. Assim, o velho já não é mais importante, pois ele pertence ao passado e o que importa é a novidade, o consumo rápido de tudo que for possível, descartando o que não interessa mais ou perdeu valor no mercado de troca. Nesse sentido, o velho se identifica com a criança, a quem não é dado, assim como a ele, o direito de ser independente. A criança está em processo de formação, não é produtiva economicamente e só será considerada ‘gente’ quando se tornar adulta e produtiva; mesmo assim, é considerada um valor em potencial.” (LOPES e SANTOS, 2009). Sendo assim, velho e jovem se aproximam por essa falta de independência e por estarem nos extremos da vida com características de aprendizado parecidas, sendo que o idoso está diminuindo seu ritmo e a criança aumentando esse ritmo gradativamente. Mas estão no mesmo estágio em certo ponto da vida. “O processo de aprendizagem das pessoas idosas difere do processo dos jovens. Esta diferença se explica pelas mudanças próprias do envelhecimento normal, as quais afetam a velocidade no processamento.” (YUNI e URBANO, 2009). A velocidade da aprendizagem do idoso está mais lenta e a da criança está “aquecendo”, então um pode colaborar com o outro neste desenvolvimento. A criança necessita de atenção, o idoso tem tempo e vontade de repetir e essa combinação dá um bom resultado na experiência e na aprendizagem. “A arteterapia é uma modalidade terapêutica que visa, através da mediação de instrumentos plásticos, a expressão ou a comunicação de representações como fantasias e sentimentos. Consiste na utilização de técnicas que favorecem a expressão da emotividade e viabiliza a compreensão de sentido das emoções, por permitir a formatação de formas capazes de serem interpretadas pela consciência.” (URRUTIGARAY, 2009). As atividades propostas em um projeto de extensão pelo Senac, com o mesmo nome deste artigo, atendem às questões de aprendizagem do idoso e da criança usando a arteterapia com materiais recicláveis e atividades lúdicas a fim de integrar e gerar aprendizado e desenvolvimento de crianças e idosos e de suas famílias. Os resultados são crianças que aprendem a respeitar melhor os idosos e idosos que conseguem manter seu desenvolvimento. Esse resultado se espalha de forma progressiva na família, pois as pessoas passam a se enxergar, se respeitar e voltam a se amar.

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