Mercantilização das Práticas Corporais e Metamorfoses no Trabalho: Um Estudo Sobre o Setor do Fitness e Bem-estar

Por: Astrid Baecker Ávila e Renato Pizzatto Vivan.

104 páginas. 2010 00/00/0000

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Resumo

A pesquisa teve como objetivo identificar tendências no setor do fitness e bemestar, mais especificamente, no processo de mercantilização das práticas corporais como uma das conseqüências do processo de reestruturação produtiva do capital e seus efeitos para os trabalhadores deste setor. No primeiro capítulo tratamos como ocorre o processo de mercantilização das práticas corporais circunscritas na fase monopolista do desenvolvimento capitalista. No segundo discutimos a gestão e organização dos processos de trabalho presentes no setor de fitness e bem-estar, no quadro da concorrência intercapitalista. Para isso identificamos quais processos de trabalho são adotados tendencialmente pelo setor. A saber: estratégias de atração e retenção de alunos/clientes, terceirização, massificação combinada com segmentação e obsolescência planejada. Demonstramos que há uma unidade político-econômica da indústria do fitness e bem-estar, enquanto expressão de classe, na busca de isenções fiscais e estímulos financeiros oferecidos pelo Estado. No terceiro abordamos os processos de trabalho e as relações sociais de produção, sob o ponto de vista geral do antagonismo entre os proprietários dos meios de produção e a classe trabalhadora, do ponto de vista geral. E em termos particulares, a luta antagônica entre os empresários da indústria do fitness e bem-estar e os trabalhadores das práticas corporais. Para isso apresentamos como ocorre o processo de compra e venda da força de trabalho na esfera da circulação e também na esfera da produção na qual ocorre a expropriação da mais-valia. Além disso, apontamos como opera a transição de um processo de subsunção real do trabalho e formal da vida ao capital no período em que predomina o modelo produtivo taylorista/fordista, para uma subsunção real da vida social ao capital no atual padrão de acumulação capitalista. Por fim, apresentamos como age o mecanismo de extração de mais-valia relativa no setor de fitness e bem-estar através da introdução de equipamentos de base microeletrônica e mudanças na gestão e organização do trabalho e também o processo que gera a extração de mais-valia absoluta por meio da análise do estatuto salarial dos trabalhadores no setor de fitness e bem-estar e suas condições de trabalho. Concluindo que pela redução generalizada do preço da força de trabalho abaixo de seu valor os trabalhadores do setor do fitness e bem-estar são constantemente constrangidos a ampliar a sua jornada de trabalho com objetivo de compensar a corrosão causada em seus salários e pela precarização do trabalho, subsumindo, assim, sua vida social ao capital.

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