Metodologia de Medida de Esforço Para Exercícios de Hidroginástica em Deferentes Profundidades de água

Por: Eliane Zenir Correa Moraes.

Kinesis - n.27 - 2002

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Resumo

Este estudo teve como proposta desenvolver uma metodologia de medida de esforço para exercícios de hidroginástica, em diferentes profundidades d’água. O presente estudo foi desenvolvido em quatro etapas, a primeira etapa verificou os 10 princípios exercícios  utilizados por 36 professores de hidroginástica, quando foi utilizado um questionário, baseado no “método Aquamotion”. Os professores deveriam enumerar, os exercícios de maior utilização e os por eles mais utilizados, que foram; a lagosta I, manta I, manta II, jacaré II, pelicano, avião, lula, garça, ouriço I e jacaré I. Na  segunda etapa do estudo foi investigado com 65 alunos de hidroginástica o número médio de repetição dos 10 exercícios mais utilizados pelos professores de hidroginástica quando foram filmados 8 alas. Para a verificação das diferenças estatísticas entre os exercícios utilizou-se a análise de variância ANOVA (one-way) e o teste de Turkey. Como foram observadas diferenças significativas nos exercícios estes foram agrupados em blocos de forma que não apresentassem diferenças significativas entre si. Após, foi sorteado um exercícios de cada bloco para ser utilizado na 3ª etapa do estudo. Na terceira etapa o objetivo foi determinar o tempo mínimo de execução do exercício para atingir o “steady-state” de consumo de oxigênio. Para isto 24 mulheres realizaram exercícios durante 5 minutos para duas profundidades de água (ombro e cicatriz umbilical) e fora d’água. Para analise estatística foi utilizado ANOVA (one-way) e como post-hoc o teste de Turkey, determinou-se que o tempo mínimo de exercício, em que o VO2 atingiu o “steady-state” de consumo de oxigênio.  Para isto 24 mulheres realizaram exercícios durante 5 minutos para duas profundidades de água (ombros e cicatriz umbilical) e fora d’água. Para análise foi utilizada  ANOVA (one-way) e como post-hoc o teste de Turkey, determinou-se que o tempo mínimo de exercícios, em que o VO2 atingiu o “steady-state” nas duas profundidades de água e fora d’água, foi de 2 minutos e 20 segundos. O tempo de recuperação para a 4ª etapa foi estimado 30 minutos para as duas profundidades de água e 50 minutos para fora d’água. A quarta etapa teve o objetivo de testar a fidelidade da metodologia, o que foi feito com 6 alunos de hidroginástica, submetidos a 3 testagens em diferentes ordens de profundidade de água e fora d’água, e em diferentes dias. Após a análise estatística pode-se observar que o objetivo proposto para esta etapa foi confirmado, uma vez que as diferenças encontradas as respostas fisiológicas de lactato, FC, Vo2 quando a ordem dos exercícios foram alteradas, não invalidam a metodologia.

Endereço: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/kinesis/article/view/7003

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