Mito do Aumento de Aula

Por: Pedro Demo.

Desafios do Desenvolvimento - v.8 - n.69 - 2011

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Sobre a Obra

A peça-chave da escola e mesmo da universidade é a "aula". Em especial, seus professores creem que o estudante aprende escutando aula, e nisto são seguidos pelos pais. Em greves, suspendem-se as aulas, postulando que é a perda mais fatal. A nova LDB (1996/2010) de 1996, aumentou os dias letivos para duzentos anuais: "A carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver" (Art. 24-I). Fala-se de "efetivo trabalho escolar", que é logo entendido como aula, tanto assim que cursos e semanas pedagógicas não são aceitos, ainda que no Art. 67-V conste como parte da valorização docente: "período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carta de trabalho". Num livro publicado em 1997 sobre a Nova LDB (Demo, 1997) – na 23ª edição em 2011 – coloquei como subtítulo "Ranços e avanços", porque, ao lado de novos horizontes, persistiram muitas velharias, entre elas a confusão nacional de aula com aprendizagem.

Endereço: http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2649:catid=28&Itemid=23

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