Mobilidade Funcional Pode Influenciar o Número de Quedas e o Desempenho Funcional em Idosas Hígidas da Comunidade? Estudo Transversal

Por: Eduardo Luiz Wanser.

92 páginas. 2014 28/03/2014

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Resumo

O envelhecimento acarreta declínios no sistema musculoesquelético, resultando em perda de força muscular, potência muscular, equilíbrio funcional, alterações nos padrões da marcha e diminuição da capacidade funcional, afetando a mobilidade funcional e aumentando o risco de quedas. O presente estudo teve como objetivo avaliar as diferenças em relação ao desempenho funcional de quarenta e uma idosas da comunidade divididas em dois grupos segundo desempenho no teste Timed Up and Go (TUG) utilizando os valores de referência sugeridos por Bohannon et al. (2006). As idosas foram avaliadas quanto ao histórico de quedas, Medo de Cair (Falls Efficacy Scale International – FES-I), equilíbrio (Escala de equilíbrio de Berg), Força de Preensão Manual, potência muscular (Teste de Sentar e Levantar Cinco Vezes - Five-Times-Sitto-Stand Test), Velocidade da Marcha em 10m e Teste da Caminhada de Seis Minutos. Para comparação entre grupos foram realizados o Teste T para amostras independentes e MannWhitney U unicaudais (p≤0,05). Das quarenta e uma idosas, dezoito idosas atingiram o valor de referencia proposto para sua faixa etária e foram alocadas no Grupo 1 (G1, n=18; idade=66,06±6,69 anos; TUG=7,26±0,42s) e vinte e três idosas não atingiram o valor de referencia proposto para sua idade e foram alocadas no Grupo 2 (G2, n=23; idade=68,70 6,36; TUG=10,19±2,59s). Na comparação entre grupos, o G1 apresentou melhor: potência muscular (5TSTS, 11,66±2,01s vs 12,76±2,23s; p=0,032); velocidade da marcha (VM, 1,62±0,16 vs 1,35±0,25 m/s; p=0,001), e distancia percorrida em 6 minutos (TC6, 506,89± 60,10m vs 421,17±70,92m; p=0,001). As variáveis número de quedas (número de quedas, 0,33±0,59 vs 0,73±1,25; p=0,194), medo de cair (FES-I, 20,5-24,25 vs 22,0-27,0; p=0,076) e força de preensão manual (FPM, 27,33±4,27 vs 26,21±5,14; p=0,232) não apresentaram diferenças entre os grupos avaliados. Com base nos achados do presente estudo pode-se concluir que a boa mobilidade funcional pode indicar melhor desempenho musculoesquelético, equilíbrio e capacidade funcional de exercício em idosas da comunidade.

Endereço: http://www.pgedf.ufpr.br/Dissertacoes.html

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