Modelo Animal Para o Exercício de Resistência Progressiva: Uma Descrição Detalhada do Modelo e Suas Implicações Para a Pesquisa Básica em Exercício

Por: Daniel P Venâncio, Ismair Teodoro Reis, Jansen Fernandes, , Ricardo Cardoso Cassilhas e Sérgio Tufik.

Motriz - v.19 - n.1 - 2013

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Resumo


Alguns modelos animais de treinamento resistido vem sendo proprostos ao longo do tempo, com resultados variáveis e por vezes conflitantes. Contudo, todos eles utilizam reforço negativo ao ensinar os animais o aprendizado da tarefa, por exemplo, choque elétrico ou privação alimentar e tais condicionamentos podem interferir de algma forma na variável estudada. Por estas razões, este estudo propões uma adaptação de um modelo de treinamento resistido de subida em escada vertical já existente, mas com um período de familiarização ao equipamento, sem choque elétrico, seguido pela distribuição de acordo com o desempenho do aprendizado de subida em escada. Os animais foram distribuídos em: grupo experimental (submetido a oito semanas de treinamento resistido) e grupo controle. Após a intervenção, os músculos gastrocnemius, soleus, flexor digitorum longus (FDL), and plantaris foram removidos e a moformetria das fibras muculares foi realizada. Os animais do grupo experimental mostraram hipertrofia [F(4, 15)=17,404, P ≤ 0.001] nos músculos: gastrocnemius [60% de hipertrofia; Control (2628,64 ± 348,50) versus Experimental (4207,77 ± 1256,52); ES=1.96; Power=0,86]; FDL [35% de hipertrofia; Control (2753,80 ± 359,54) versus Experimental (3711,84 ± 279,45); ES=2.99; Power=0.99] e plantaris [38% de hipertrofia; Control (2730,44 ± 320,56) versus Experimental (3767,30 ± 625,80); ES=2.19; Power=0.92], sem alterações no soleus. Ainda, todos os animais completaram o protocolo sem qualquer lesão, abandono ou morte. Reforço negativo como choque elétrico ou de outra natureza não foi realizado por todo o experimento. Concluindo, foi mostrado uma adaptação de modelo de treinamento resistido progressivo em ratos. Um período de adaptação ao aparato sem qualquer reforço negativo somado a um período de adaptação baseado na distribuição de acordo com o desempenho do aprendizado de subida em escada, pode ser uma estratégia ao protocolo original. Foi mostrado também hipetrofia (gastrocnemius, FDL, and plantaris) o que mostra a validade deste protocolo para o treinamento resistido. Os resustados do presente podem ser utilizados em pesquisa sobre neurociências básica/ aplicada e exercício resistido.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/5427

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