Modelo de Organização do Treinamento Para Competições de Curta Duração Para Jovens Atletas de Basquetebol

Por: Rafael Júlio de Freitas Guina Fachina.

114 páginas. 2014 27/01/2014

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Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar a resposta sobre o desempenho associada a um programa de treinamento aplicando o método de treinamento descontínuo intervalado (TI) em um curto período de tempo sobre jovens atletas de elite de basquetebol. Doze jovens mulheres (14 ± 3 anos), que se preparavam para uma competição internacional, participaram de sessões de TI durante o período preparatório do macrociclo. Foram avaliadas a composição corporal, a velocidade, a agilidade e a resistência anaeróbia. A carga de treinamento foi quantificada pelo método PSE da sessão. A massa corporal total não apresentou alteração significante (68,2 ± 12,8 kg vs. 67,8 ± 12,4 kg, P=0,0633), enquanto que a massa corporal magra (51,6 ± 7,4 kg vs. 52,5 ± 7,4 kg, P=0,0055) e o percentual de gordura (24,0 ± 3,9 % vs. 22,0 ± 4,1 %, P<0,0001) apresentaram alteração significante. Nem o tempo (3,68 ± 0,15 s vs. 3,67 ± 0,13 s, P=0,1564), nem a potência (545,1 ± 77,5 W vs. 548,1 ± 67,5 W, P=0,6274) gerada no teste corrida 20 m apresentaram alteração significante, o mesmo acontecendo para o tempo (10,28 ± 0,47 s vs. 10,26 ± 0,46 s, P=0,3105) e a potência (100,4 ± 15,1 W vs. 100,2 ± 14,0 W, P= 0,8238) encontrados no teste T. O melhor tempo (6,31 ± 0,25 s vs. 6,31 ± 0,23 s, P=0,5143) e a potência máxima (243,4 ± 29,1 W vs. 241,2 ± 27,05 W, P=0,6165) do teste de resistência anaeróbia proposto por Castanha et al. (2007) também não apresentaram diferença significante. Porém, as demais variáveis deste teste, como o tempo médio (6,49 ± 0,27 s vs. 6,42 ± 0,24 s, P=0,0001), o pior tempo (6,66 ± 0,28 s vs. 6,50 ± 0,27 s, P<0.0001), o tempo total (64,88 ± 2,69 s vs. 64,19 ± 2,40 s, P=0,0001), o índice de fadiga (2,86 ± 0,81 % vs. 1,67 ± 0,43 %, P<0.0001) a potência média (225,7 ± 25,9 W vs. 230,4 ± 25,3 W, P=0,0012) e a potência mínima (206,8 ± 21,6 W vs 220,8 ± 23,4 W, P<0.0001), apresentaram diferença significante. A carga interna de treinamento também apresentou comportamento adequado, principalmente nos microciclos de choque e precompetitivo, apresentando baixos valores de monotonia. O uso do TI durante o período de intervenção com grande concentração de estímulos foi eficiente para melhorar a capacidade das atletas de resistir à fadiga. Além disso, os dados demonstram que, apesar do foco em melhorar a resistência das atletas, a velocidade e a agilidade não foram prejudicadas.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000927781&opt=1

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