Modulações Fisiológicas Agudas Após Combate de Karatê

Por: César Augusto França Abrahão, Hugo Ribeiro Zanetti, Jeffer Eidi Sasaki e Marco Aurélio Ferreira de Jesus Leite.

Arquivos de Ciências do Esporte - v.3 - n.1 - 2015

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Resumo

Objetivo: O intuito deste estudo foi investigar as alterações de variáveis fisiológicas de atletas de karatê após o esforço implicado em um combate simulado a competições oficias do estilo Shotokan. Métodos: Participaram 23 atletas (idade: 23,10±8,94 anos; peso: 72,49±21,06 quilos; altura: 1,67±0,34 metros) do sexo masculino. Inicialmente, todos os participantes foram submetidos a avaliações antropométricas (peso e altura). Sucessivamente foi avaliado a frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), glicemia (GC), pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD) e pressão arterial média (PAM) de todos participantes, antes e após um combate simulado de competições oficinais de karatê. Na análise estatística, foi aplicado inicialmente o teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados. As variáveis que apresentaram distribuição normal aplicou-se o teste t de Student e para as variáveis que exibiram distribuição não normal utilizou-se o teste de Mann-Whitney. Todas as análises foram aplicadas a um intervalo de confiança de 95% (p<0,05). Resultados: Foi observado aumento significativo da FC (71,65±13,28 bpm vs 142±17,16 bpm), FR (10,39±2,77 rpm vs 20,57±6,07 rpm) e glicose sanguínea (101,6±13,09 mg/dl vs 127,4 ±23,93 mg/dl) nos atletas após o combate simulado. Conclusão: Um combate oficial simulado de karatê promove aumento da FC, FR e elevação do nível de glicose sanguínea imediatamente após o encerramento da luta em atletas experientes do estilo Shotokan.

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