Monitoramento da carga interna de treinamento no tênis: validação e aplicações do método da percepção subjetiva da sessão

Por: Rodrigo Vitasovic Gomes.

2014 25/04/2014

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Resumo

O presente estudo é constituído por três experimentos diferentes, que tem como ponto central a investigação do método da PSE da sessão. No primeiro experimento foi avaliada a validade do método da percepção subjetiva do esforço (PSE) da sessão para a quantificação da carga interna de treinamento (CIT) no Tênis. Neste experimento foram monitoradas 384 sessões de treinamento técnico/tático, 23 partidas simuladas e 13 partidas oficiais. A CIT foi calculada utilizando dois métodos de quantificação da CIT: o método da PSE da sessão e o método proposto por Edwards, baseado no comportamento da frequência cardíaca. Posteriormente, foi calculado o índice de correlação entre os dois métodos. Foi detectada correlação individual entre os métodos (r = 0,58 - 0,89; p<0,01). Também foi observada correlação entre os métodos para as sessões de treinamento técnico/tático (r = 0,74), os jogos simulados (r = 0,57) e os jogos oficiais (r = 0,99). Estes resultados sugerem que o método da PSE da sessão é uma alternativa válida, não invasiva, para quantificar a CIT de tenistas. O segundo experimento, descreve o padrão de distribuição da intensidade utilizada por tenistas durante a pré-temporada e no início do período competitivo, a partir da metodologia da PSE da sessão. Foram monitoradas 407 sessões de treinamento técnico/tático e 17 jogos oficiais, realizadas durante as 5 primeiras semanas de preparação para o período competitivo e a primeira semana de competições (dezembro à janeiro). A distribuição da intensidade das sessões de treinamento concentra maior parte do volume (90%) do treinamento entre as zonas de baixa e moderada intensidade (Zona 1 = 42%; Zona 2 = 47,5%), e apenas uma pequena parte das sessões (Zona 3 = 10,5%) é realizada em alta intensidade. Foi observada discrepância entre o padrão de distribuição de intensidade das sessões de treinamento técnico/tático (zona 1 = 42,0%; zona 2 = 47,5% e zona 3 = 10,5%) e as partidas oficiais (zona 1 = 0,0%; zona 2 = 10,8% e zona 3 = 89,2%). Estes resultados indicam a existência de divergência entre a intensidade das sessões de treinamento técnico/tático (baixa e moderada intensidade) e a intensidade das partidas oficiais (alta intensidade). E, finalmente, o terceiro experimento, avaliou o efeito do programa de treinamento periodizado sobre a dinâmica da CIT e a subsequente tolerância ao estresse, respostas imuno-endócrinas e o desempenho físico de tenistas durante a prétemporada. Jogadores de tênis profissionais (n=12) foram monitorados durante o período de pré-temporada, que foi dividida em 4 semanas de treinamento (com 2 semanas de intensificação do treinamento) e 1 semana de polimento. Foram determinadas medidas semanais de CIT, monotonia do treinamento, esforço de treinamento e tolerância ao estresse (fontes e sintomas de estresse). Também foram analisadas a concentração de hormônios na saliva (testosterona e cortisol) e a concentração de imunoglobulina-A. O teste de força de 1RM, o teste do Yo-Yo IE Level II, o teste de impulsão vertical e o teste de agilidade (teste T) foram determinados antes e após o período de treinamento. O programa de periodização do treinamento promoveu modificações na CIT (aumento nas semanas 3 e 4 referente ao período de intensificação da carga externa de treinamento (CET), diminuição na semana 5 referente ao período de polimento). A concentração de cortisol (aumento na terceira semana) e os sintomas de estresse (aumento na terceira e quarta semanas) acompanharam as modificações na CET (intensificação), antes de retornarem aos valores basais na semana 5 (polimento) (p < 0,05). Inversamente, foi observada redução da relação T:C nas semanas 3 e 4, que posteriormente retornou ao valor basal na semana 5 (p < 0,05). Além disso, foi verificado aumento no desempenho dos testes de força, endurance e agilidade (p<0,05). O programa de treinamento periodizado (intensificação da CET seguida de polimento) promoveu modificações adaptativas na tolerância ao estresse e respostas hormonais, que podem ter mediado a melhora do desempenho físico

Endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-30062014-084642/pt-br.php

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