Motivação e Tempo de Reação de Universitários Praticantes e Não Praticantes de Exercícios Físicos

Por: , Carla Maria de Liz, Jorge Oscar Calomena de Souza, Maick da Silveira Viana e Tânia Brusque Crocetta.

Revista Brasileira de Educação Física e Esporte - v.34 - n.1 - 2020

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.Resumo

O objetivo do estudo foi analisar as relações entre as motivações intrínsecas e extrínsecas para a prática auto relatada de exercício físico (EF) de estudantes universitários e seu desempenho no tempo de reação total com estímulo simples visual. Participaram do estudo 212 universitários matriculados em uma instituição de ensino superior de Florianópolis, Santa Catarina, sendo 98 (46,2%) do sexo masculino e 114 (53,8%) feminino, na faixa etária entre 18 e 45 anos, sendo 147 praticantes de EF e 65 não praticantes. A motivação para prática de EF foi avaliada através do Questionário de Regulação de Comportamento no Exercício Físico-2 (Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire-2) BREQ-2, medindo cinco construtos baseados na Teoria da Autodeterminação. Para medir o tempo de reação total (TRT) foi utilizado o Software TRT_S2012. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva e inferencial (teste “U” de Mann-Whitney e correlação de Spearman). Os universitários praticantes de EF apresentaram melhor TRT, menor amotivação e regulação externa, maior regulação identificada, motivação intrínseca e índice de autodeterminação quando comparados aos não praticantes de EF. O TRT esteve relacionado positivamente à regulação externa e negativamente ao índice de autodeterminação, indicando que quanto maior a regulação externa para a prática de EF, maior também é o TRT. Universitários mais autodeterminados
para a prática de exercícios físicos foram os que praticam exercício físico e apresentam melhor tempo de reação do que os universitários que não praticam.

Endereço: http://www.revistas.usp.br/rbefe/article/view/170713

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