Motivação para a prática de exercícios físicos, autoestima e aptidão funcional de idosos : interpretações baseadas na teoria de autodeterminação.

Por: Simone Teresinha Meurer.

2010 26/02/2010

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Resumo

Diante do conhecimento dos benefícios dos exercícios físicos sobre a saúde e bem estar de idosos, o maior desafio esta relacionado à como fazer com que mais pessoas tenham um comportamento ativo. Assim, a partir dos pressupostos da Teoria da Autodeterminação (TAD), objetivou-se analisar os fatores e índices motivacionais de idosos e sua relação com a autoestima, o Índice de Aptidão Funcional Geral (IAFG) e tempo de permanência em um programa de exercícios físicos. Participaram do estudo os idosos, de ambos os sexos, cadastrados no Programa de Exercícios Físicos Floripa Ativa # Fase B. Os critérios de elegibilidade para a participação no estudo foram: disponibilidade em participar do estudo; 60 anos de idade ou mais; realizar os testes de aptidão funcional da bateria American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD); responder os questionários de autoestima e motivação para a prática de atividades físicas; responder as questões abertas sobre motivo de adesão e permanência no programa de exercícios físicos e participar assiduamente do programa. O número de participantes do estudo variou de 42 à 292 idosos. Os instrumentos utilizados foram o questionário de motivação para a prática de atividades físicas de Balbinotti e Barbosa (2006); a escala de autoestima de Rosenberg (1965) adaptada, questões abertas sobre ingresso e permanência no referido programa de exercícios físicos e a bateria AAHPERD. Utilizou-se estatística descritiva e inferencial (Mann-Whitney, Kruskall-Wallis, Qui-quadrado, regressão logística binária e correlação de Pearson), adotando nível de significância de 5%. Observou-se que os idosos iniciantes no programa de exercício físicos destacaram três fatores principais de motivação para a adesão ao programa, sendo estes: saúde, prazer e sociabilidade. A recomendação médica foi o fator responsável pelo ingresso de 82% dos idosos ao programa de exercícios físicos, todavia, quando observados os fatores de permanência, esse percentual caiu para 51%, evidenciando a necessidade de outros fatores motivacionais serem desenvolvidos (como o prazer pela prática) para que haja permanência no programa de exercícios físicos. Os idosos que participam há mais de um ano do programa de exercícios físicos obtiveram maior pontuação no fator prazer. Aqueles com IAFG inadequado tiveram mais chances de apresentarem motivação pela sociabilidade em relação aos idosos com IAFG adequado, o que pode estar relacionado à busca pela satisfação da necessidade psicológica básica do relacionamento. Não foi identificada associação entre os fatores de motivação e a autoestima, embora, houve uma tendência dos fatores com regulação intrínseca terem associação positiva com a autoestima, enquanto que fatores com regulação mais extrínseca tenderem a ter associação negativa. Os idosos praticantes de exercícios físicos há mais tempo apresentaram os melhores escores de autoestima e de aptidão funcional. Diante dos resultados, evidencia-se que para possibilitar que idosos possam se tornar mais ativos deve-se, inicialmente, conseguir trazê-los para a participação em programas de exercícios físicos e, em segundo momento, fornecer subsídios para que a motivação para a permanência se desenvolva. Destaca-se a importância dos programas de exercícios físicos voltados para idosos sejam em ambientes que desenvolvam a autodeterminação.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/94272

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