Motivos e Barreiras Para a Prática de Exercício Físico em Idosos Frequentadores de Academias

Por: , Debora Bernardo da Silva, Geisiane Silveira de Lima e Markus Vinícius Campos Souza.

Arquivos de Ciências do Esporte - v.7 - n.3 - 2019

Send to Kindle


Resumo

Objetivo: verificar os motivos e as barreiras para prática de exercícios físicos em idosos frequentadores de academias de ginástica. Métodos: de caráter quali-quantitativo de corte transversal, o instrumento utilizado na coleta foi um questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas, aplicado em formato de entrevista. A amostra foi composta por 20 idosos, com média de idade de 67,55 ±6,0 anos, frequentadores de academias privadas. Resultados: 45% relataram que o principal motivo para iniciação da prática de exercícios foi a indicação médica.  Cuidar da saúde (15%), por gostar (10%), bem-estar e qualidade de vida (10%) e movimentar-se (10%) justificam a procura por exercícios físicos. A principal barreira para os idosos são falta de segurança (70%), falta de companhia (50%), clima desfavorável (50%) e falta de infraestrutura adequada nas proximidades da residência (45%). O motivo “manter a saúde” e “gostar de praticar” aparecem como muito importante para 95% dos entrevistados. Outros motivos relatados como muito importantes são encontrar amizades (60%), praticar exercício físico para se divertir (80%) e para fazer novos amigos (75%).  Conclusões: a principal motivação para que os idosos comecem a praticar exercício é a indicação médica e que exercitar-se é o principal motivo pelo qual praticam exercícios físicos. As barreiras mais presentes foram a falta de segurança, o clima desfavorável e a falta de companhia.

Referências

Silva TAA, Frisoli Junior A, Pinheiro MM, Szejnfeld VL. Sarcopenia associada ao envelhecimento: aspectos etiológicos e opções terapêuticas. Rev Bras Reumatol 2006; 46 (6): 391-397.

Altman M. O envelhecimento à luz da psicanálise. J. Psicanal 2011; 44 (80): 193-206.

Fochesatto A, Rockett FC, Perry IDS. Fatores de risco e proteção para o desenvolvimento de doenças crônicas em população idosa rural do Rio Grande do Sul. Rev Bras Geriat Gerontol 2015; 18 (4): 779-795.

Oliveira-Campos M, Maciel MG, Rodrigues Neto JF. Atividade física insuficiente: fatores associados e qualidade de vida. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde 2012; 17 (6): 562-572.

Vigitel. Brasil. Ministério da Saúde (Org.). Vigitel Brasil 2016: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde; 2017.

Cassou ACN, Fermino RC, Santos MS, Rodrigues-Añez CR, Reis RS. Barreiras para a prática de atividade física em idosos: uma análise por grupos focais. Rev da Educação Física/UEM 2008; 19 (3): 352-360.

Gaya A, Cardoso M. Os fatores motivacionais para a prática desportiva e suas relações com o sexo, idade e níveis de desempenho desportivo. Revista Perfil Porto alegre 1998; 2 (2): 40-52.

Hirayama MS. Atividade física e Doença de Parkinson: Mudança de comportamento, auto-eficácia, barreiras percebidas e qualidade de vida. [Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Motricidade]. Rio Claro (SP): Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; 2005.

Booth ML, Bauman A, Owen N. Perceived barriers to physical activity among older Australians. J Aging Phys Act 2002; 10 (3): 271-280.

Sebastião E. Nível de atividade física e principais barreiras percebidas por indivíduos adultos: um levantamento no município de Rio Claro-SP. [Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Motricidade]. Rio Claro (SP): Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; 2009.

Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70 Ltda; 1977.

Fleck SJ, Kraemer WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. Porto Alegre: Artmed; 2008.

Leal IJ, Haas AN. O significado da dança na terceira idade. Rev Bras Ciênc Envelhecim Humano 2006; 3 (1): 64 – 71.

Eiras SB, Silva WHA, Souza DL, Vendruscolo R. Fatores de adesão e manutenção da prática de atividade física por parte dos idosos. Rev Bras Cienc Esporte 2010; 31 (2): 75-89.

Ribeiro JAB, Cavalli AS, Cavalli MO, Pogorzelski LV, Prestes MR, Ricardo LIC. Adesão de idosas a programas de atividade física: motivação e significância. Rev Bras Ciênc Esporte 2012; 34 (4): 969-984.

Freitas CMSM, Santiago MS, Viana AT, Leão AC, Freyre C. Aspectos motivacionais que influenciam a adesão e manutenção de idosos a programas de exercícios físicos. Rev Bras Cineantropo Desempenho Hum 2007; 9 (1): 92-100.

Navarro FM, Rabelo JF, Faria ST, Lopes MCL, Marcon SS. Percepção dos idosos sobre a prática e a importância da atividade física em suas vidas. Rev Gaúcha Enferm 2008; 19 (1): 109-118.

Cardoso AS, Borges LJ, Mazo GZ, Benedetti TB, Kuhnen AP. Fatores influenciadores na desistência de idosos em um programa de exercícios físicos. Movimento 2008; 14 (1): 225-239.

Brazao M, Hirayama MS, Gobbi S, Nascimento CMC, Roseguini AZ. Estágios de mudança de comportamento e barreiras percebidas à prática de atividade física em idosos residentes em uma cidade de médio porte do Brasil. Motriz 2009; 15 (4): 759-767.

Nascimento CMC, Gobbi S, Hirayama MS, Brazão MC. Nível de atividade física e as principais barreiras percebidas por idosos de Rio Claro. Rev da Educação Física/UEM 2008; 19 (3): 352-360.

Lins RG, Corbucci PR. A importância da motivação na prática de atividade física para idosos. Estação Científica 2007; 4.

Matsudo SMM. Envelhecimento, atividade física e saúde. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso) 2009; 47: 76-79.

Feitosa LR. Benefícios psicológicos e fisiológicos das atividades físicas: visão dos idosos. Coleção Pesquisa em Educação Física 2008; 7 (3).

Endereço: http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/aces/article/view/3264

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.