Mudanças e Transformações Após a Regulamentação da Profissão

Por: Israel Zaze Guedes, Leonardo Carvalho, Pedro Paulo Brotto, e Rafael Piano Martins.

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

Em janeiro de 1995, durante a realização do Congresso da Federação Internacional de Educação Física (FIEP) em Foz do Iguaçu, o “Movimento pela regulamentação do Profissional de Educação Física” foi lançado na abertura do evento. Após várias tentativas para a regulamentação da profissão, foi em 1.º de setembro de 1998, que o Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, aprova a Lei n° 9696/98, publicada no Diário Oficial da União em 02/09/98, que regulamentou a profissão de Educação Física (Conselho Federal de Educação Física, 2015). No presente trabalho será analisado a pós regulamentação da profissão de educação física, fazendo uma abordagem dos pontos positivos e negativos, tendo como referência a legislação federal e Levantamento bibliográfico. Utilizamos como referencial teórico: artigos, dissertações, revistas e livros. Objetivando avaliar como foi o processo de evolução da profissão, a partir de materiais pré e pós regulamentação, analisando resultados aos pontos delimitados. Metodologia utilizada como desenho de pesquisa, de abordagem básico e qualitativo. Diante disto buscamos, em termos metodológicos, um enfoque que não evidenciasse generalizações, quantificações e nem a neutralidade de nós pesquisadores, portanto, este estudo é caracterizado pela abordagem qualitativa (ANDRÉ, 1995; MOLINA NETO e TRIVIÑOS, 1999). Para encontrar, utilizar e otimizar nossa pesquisa, buscamos alguns descritores que nos auxiliaram de forma positiva quanto a busca mais refinada do assunto, tais como: Educação, conselho, profissão. Como bem refere Oliveira (2005) o profissional de educação física é o principal responsável pela orientação das práticas esportivas e/ou de atividades físicas, mostrando e evidenciando a importância de um profissional regularizado que irá ser não só um instrutor, mas um orientador de práticas que se discorrem com muitas variáveis já pré-definidas, tais como: o estudo do corpo humano, o mesmo em movimento, a união de ambos visando uma qualidade de vida ou até mesmo performance, onde a importância do profissional quanto responsável por isso, até mesmo nas áreas dentro atuação, como a disseminação entre licenciatura e bacharelado. Também, algumas entrevistas coletadas em resoluções de artigos que se referem a uma melhoria, segurança e validação por parte da sociedade pela qual é o público alvo que a educação física trabalha, dizendo que além de uma transmissão de profissionalismo quanto a coerência das atividades orientadas, o profissional com a cédula de identidade profissional, se torna um agente contribuinte para a promissão da educação física no meio nacional e internacional. Portanto fica em relevo a regulamentação do profissional de educação física, como uma ação transparente, fundamentada, comprovada de que a atuação do mesmo com legislação e competências, se consuma em uma satisfação não só do competente, mas de uma sociedade aprazível.

Referências

SAUTCHUK, Carlos Emanuel. Jogando com símbolos: notas para uma antropologia da regulamentação da profissão de educação física. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 23, n. 2, p. 179-193, jan. 2002.

OLIVEIRA, Edson E. R.. A importância da regulamentação da profissão de educação física para uma categoria profissional: o caso de Minas Gerais. 2017. 81f. Dissertação de Mestrado – Universidade do Porto, Porto, 2017.

FREIRE, Elisabete dos Santos; VERENGUER, Rita de Cássia Garcia; REIS, Marise Cisneiros da Costa. Educação Física: pensando a profissão e a preparação profissional. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, Barueri, n. 1, p. 39-46, 2002.

NETO, Samuel de Souza; ALEGRE, Atilio de Nardi; HUNGER, Dagmar; PEREIRA, Juliana Martins. A formação do profissional de educação física no Brasil: uma história sob perspectiva da legislação federal no século XX. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 25, n. 2, p. 113-128, jan. 2004.

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