Mulheres e Skate no Brasil: Um Esporte em Construção Márcia Luiza Machado Figueira

Por: Márcia Luiza Machado Figueira.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: Esta pesquisa discute a temática mulher e esporte, mais
especificamente, a modalidade esportiva skate considerada como uma
prática esportiva com grande predominância masculina. Objetiva, evidenciar
que o skate há muito vem sendo praticado por mulheres como prática de
lazer, desde a década de 60 quando surge na Califórnia. Material e Método:
Fundamentado nos estudos de gênero e nos estudos culturais, foram utilizados
como fontes de pesquisa dois sites da internet construídos e atualizados por
garotas que são praticantes de skate. Além destes materiais, foi analisada uma
publicação de grande circulação nacional dirigida a quem pratica e gosta de
skate: a Revista 100% skate. Esta publicação é considerada, aqui, como
um artefato cultural que veicula notícias que permitem observar como são
representadas e posicionadas as praticantes de skate. Resultado: É sabido que
desde o inicio do século XX as mulheres vem conquistando espaços e inserindose no universo das práticas esportivas. Se por um lado, se fazem presentes nas
cenas públicas destas práticas, por outro, pouco são reconhecidas em suas
competências como sujeito praticante. Ao analisar o material empírico
identificou-se que há um protagonismo das mulheres nesse esport e
materializado seja na sua prática, seja na criação e divulgação da Associação
Brasileira de Skate Feminino, na promoção de eventos, na divulgação de
revistas dirigidas ao público feminino e na organização de blogs para contatos
permanente entre as praticantes. Nesse sentido, as atletas do skate aparecem
como autoras e se posicionam como protagonistas da sua prática, divulgando
as conquistas obtidas. Em algumas situações há a preocupação em desconstruir
a representação de "pouca feminilidade" das praticantes de skate. Tal questão
evidencia o conservadorismo culturalmente construído em relação ao "lugar"
da mulher na sociedade. Conclusões: As práticas esportivas formam
identidades masculinas e femininas, estas, são constituídas em uma rede de
significações que as posicionam em diferentes lugares atribuindo valores,
competências, visibilidade e capacidade. Nesse sentido se faz imprescindível o
investimento das "skatistas" pela conquista de visibilidade e lugar de
protagonistas no cenário das práticas esportivas.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/78_Anais_p447.pdf

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