Múltiplos Comportamentos de Risco à Saúde em Adolescentes de Um Estado do Nordeste do Brasil

Por: Lucas Souza Santos.

93 páginas. 2018 22/02/2018

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Resumo

Introdução: Tem se observado que a adoção aos Comportamentos de Riscos à Saúde (CRS) tais como: consumo de álcool, uso de tabaco, baixo consumo de frutas, exposição ao comportamento sedentário e nível insuficiente de atividade física, potencializam as ameaças à saúde quando atuam conjuntamente, sugerindo estudos de monitoramento. Objetivo: Investigar as prevalências dos múltiplos comportamentos de riscos à saúde e sua associação com nível insuficiente de atividade física e fatores econômicos e demográficos em adolescentes de Sergipe. Métodos: Este estudo trata-se de uma análise de dois levantamentos epidemiológicos com delineamentos transversais, realizados em 2011 e 2016, com uma amostra representativa de estudantes da Rede Pública Estadual de Sergipe, composta por 7145 escolares (2011=3528; 2016=3617), com idade entre 14 e 19 anos. Os dados foram coletados mediante questionário auto administrado. Em decorrência da quantidade de variáveis e análises, optou-se por apresentar dois estudos. No primeiro, a exposição aos múltiplos CRS foi utilizado como variável dependente, que foi obtido a partir do somatório dos 4 CRS (consumo de álcool, tabaco, baixo consumo de frutas e níveis insuficientes de atividade física). Recorreu-se à análise das prevalências observadas e esperadas para identificar a simultaneidade dos comportamentos de riscos à saúde, assim como, a regressão de Poisson para a associação. No segundo estudo, a variável desfecho foi o nível insuficiente de atividade física e foi analisado a sua associação com os múltiplos CRS (consumo de álcool, tabaco, baixo consumo de frutas e exposição a comportamento sedentário). Para este estudo utilizou-se a regressão logística binária bruta e ajustada para a associação entre o desfecho e outros CRS, assim como, as variáveis demográficas e socioeconômicas. Resultados: No primeiro estudo as prevalências dos múltiplos comportamentos de riscos à saúde aumentaram na adolescência e mostraram-se associados com turno noturno (RP= 1,04; IC95% 1,02-1,06) e renda familiar (RP=1,05; IC95% 1,02-1,07). No segundo estudo o percentual de adolescentes expostos ao nível insuficiente de atividade física foi 83% e mostraram-se associados com o sexo feminino (OR= 1,90 IC95% 1,56-2,32), renda familiar (OR= 1,57; IC95% 1,28-1,86) e exposição à múltiplos CRS (2 CRS OR=1,76; IC95% 1,27-2,45). Conclusões: Foi evidenciado mudanças na exposição dos múltiplos CRS na adolescência de 2011 para 2016. Também foi percebido que, os múltiplos comportamentos de riscos à saúde associaram à níveis insuficientes de atividade física. Sugerem-se ações mais abrangentes com estratégias multidisciplinares para reduzir à exposição de múltiplos comportamentos de riscos à saúde entre os jovens, em especial, no sexo feminino.

Endereço: https://ri.ufs.br/handle/riufs/7848

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