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Resumo

Introdução: Esta pesquisa apresenta um recorte sócio-histórico e objetiva discutir a
relação da mulher com o futebol no Brasil. Objetiva, sobretudo, evidenciar que há
muito tempo as mulheres protagonizam histórias nessa modalidade ainda que tenham
pouca visibilidade, seja na mídia, no cotidiano dos clubes ou na educação física
escolar. Material e Método: Fundamentada na abordagem teórico-metodológica da
história cultural e dos estudos de gênero e na técnica da análise de conteúdo, foram
utilizados como fontes primárias, documentos produzidos no início do século XX,
tais como periódicos, matérias jornalísticas, livros de esportes e de educação física.
Além destes materiais foram analisadas publicações recentes sobre o futebol feminino
no Brasil. Resultado: Desde o início do século XX, as mulheres brasileiras têm
promovido diferentes iniciativas para inserirem-se, como praticantes, no mundo
do futebol. Segundo dados da FIFA, em 2000, no Brasil, estavam registradas 36 mil
jogadoras sem contar crianças e praticantes ocasionais. Dentre essas, 4 mil eram
vinculadas ás federações e 30 mil participavam de times amadores. Na última década
o selecionado nacional teve conquistas muito importantes: 4º Lugar na Olimpíada
de Atlanta (1996); Tri-campeão no 3º Campeonato Sul Americano (Argentina, 1998);
3º lugar no 3º Campeonato Mundial (Estados Unidos, 1999); 4º lugar nas Olimpíadas
de Sidney (Austrália, 2000) e Tetra-Campeãs no 4º Campeonato Sul Americano
(República Dominicana, 2002) e 2º lugar nas Olimpíadas de Atenas (2004). Ainda
assim, várias são as barreiras que enfrentam sendo a principal delas a associação
entre o futebol e a masculinização da mulher. Essa associação tem atravessado
várias décadas e, mesmo que em muitas situações as atletas tenham rompido com
essa imagem, ainda hoje são recorrentes algumas representações discursivas que
fazem a apologia da beleza e da feminilidade como algo a ser preservado pelas
atletas, em especial, naquelas modalidades esportivas consideradas como violentas
ou prejudiciais a uma suposta natureza feminina. Conclusões: Enfim, em se tratando
de um país onde o futebol é discursivamente incorporado à identidade nacional,
torna-se necessário pensar, o quanto este ainda é, para as mulheres, um espaço não
apenas a conquistar mas, sobretudo, a ressignificar alguns dos sentidos que a ele
estão incorporados de forma a afirmar que esse espaço é também seu.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/78_Anais_p447.pdf

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