Nacionalismo e Eugenia: as Mulheres e a Construção do Brasil Forte

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IX Congresso Brasileiro de História do Esporte, Lazer e Educação Física CHELEF

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Resumo

Fundamentada na abordagem teórico-metodológica da história cultural (Hunt, 1992, Le Goff, 1998; Pesavento, 2004) e nos estudos de gênero (Louro, 1995; Scott 1998), este artigo discute a importância atribuída ao esporte na política nacional de fortalecimento da população brasileira branca no final do século XIX até a metade do século XX. Evidencia, sobretudo, que para essa política se efetivar foi necessário investir no fortalecimento do corpo feminino, pois segundo os ideais nacionalistas em voga naquele momento, somente um corpo forte poderia gerar uma raça forte. Para analisar o papel atribuído ao esporte nesse processo utilizei como fontes primárias de pesquisa, documentos produzidos neste período, tais como manuais e livros de esportes e de educação física, anais de congressos científicos e documentos oficiais publicados pelo governo brasileiro. Além destas fontes analisei as oitenta e oito edições da primeira revista cientifica específica da área da educação física e do esporte, que foi publicada no período compreendido entre maio de 1932 e setembro de 1945. Através da técnica da análise de conteúdo foi possível compreender que o discurso nacionalista brasileiro, ao buscar o refinamento da raça, fez a apologia da beleza branca e, para tanto, identificou ser o corpo feminino o mais importante instrumento para a obtenção de tal fim identificando no esporte o principal meio de educá-lo, fortalece-lo e aprimorá-lo.

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-ix-congresso-brasileiro-de-historia-do-esporte-lazer-e-educacao-fisica-chelef

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