Nadando a Favor da Corrente - Percepções dos Protagonistas

Por: Claudia Pinheiro e Sebastião Josué Votre.

XVI Congresso de Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O presente estudo se insere na Semiótica das atividades humanas, que abrange a análise e a interpretação de aspectos relevantes do empoderamento humano através do discurso e das práticas físico-desportivas. O objetivo do estudo é identificar, descrever e interpretar percepções e representações sociais dos protagonistas do projeto Nadando contra a corrente, sobre os modos como se tornaram mais resilientes e mais empoderados, no contexto de vida, treinamento e competição. O estudo se deu em uma Vila Olímpica da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro. Fizeram parte do estudo 38 crianças e jovens, quatro professores, uma psicóloga e uma assistente social. Os docentes atuam como gestores do programa, enquanto os responsáveis mantêm contato estreito com os paratletas. As ações e os discursos de paratletas, responsáveis, docentes, psicóloga e assistente social são concebidas como produção de informantes de elite. Os temas da entrevista individual diziam da rotina de treinamento intensivo, dificuldades, facilidades, sonhos e conquistas dos paratletas. Após edição das entrevistas individuais, os temas recorrentes foram apresentados aos grupos focais dos alunos, dos pais/responsáveis, dos professores e à dupla psicóloga/assistente social. Procedeu-se à análise do conteúdo das falas, para levantamento e análise de consensos e dissensos. O método de investigação combina etnografia das atividades cotidianas do programa Nadando contra a corrente, e entrevista individual e em grupo, segundo a abordagem de análise radical das representações e percepções sociais, de Votre, Alves e Melillo. O suporte teórico provém das configurações de Norbert Elias, da semiótica de Peirce e da teoria ator-rede de Bruno Latour. A conclusão é que para docentes e responsáveis, a resiliência e o empoderamento dos atletas é parte da rotina de cada dia. Já os paratletas não têm consciência de empoderamento, nem de atos heróicos ou de superação das dificuldades. Eles afirmam terem vida normal, com suporte do Ministério do Esporte para treinar, com bolsa, e sonham com as medalhas olímpicas, o que justifica seu empenho nas ações que realizam.

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