Não Sei Se Valeu à Pena Ter Sido Professor, Mas Foi Uma Vida: Convergências e Divergências Entre o Projeto de Modernização do Governo Catarinense e o Corpo Docente da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina (década de 1960).

Por: Ione Ribeiro Valle e Marilândes Mól Ribeiro de Melo.

391 páginas. 2014 00/00/0000

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Resumo

Esta pesquisa analisou a relação entre formação docente e modernização na década de 1960 no Estado de Santa Catarina. Para tanto, elegemos como principais agentes professoras e professores do ensino primário da Rede Estadual de Ensino que exerceram a profissão na década de 1960 e encontram-se atualmente aposentados. O discurso veiculado pelo Estado no período assinalava que não foram poucas as medidas tomadas para a melhoria do setor educacional como um dos fatores responsáveis pelo êxito do projeto de modernização. Uma das preocupações das autoridades governamentais da época foi a formação do professorado, visto que comum era ter na falta de preparo do magistério uma das principais causas da problemática educacional. A justificação para a necessidade da formação indicava que a inapropriação do corpo docente catarinense fazia reproduzir o tradicionalismo pedagógico nas maneiras de avaliar, dentre outras questões, o que gerava índices alarmantes de repetência e evasão escolar. A busca pela modernização projetou em Santa Catarina a necessidade de um catarinense com capacidade para servir ao mundo do trabalho e que estivesse a serviço do desenvolvimento. Este catarinense emergiu como “capital humano”, que deveria ser “aplicado” em prol de uma Santa Catarina modernizada. Assim, a Teoria do Capital Humano (TCH) estava ligada aos pilares da política educacional orientadora da proposta para a educação catarinense, naquele período, expressa no Plano Estadual de Educação (PEE), e consequentemente, na formação e no trabalho do corpo docente. Considerando este cenário formulamos e desenvolvemos a hipótese de que a formação de professoras e professores primários da Rede Estadual de Ensino constituía-se fundamental para a consolidação do projeto de modernização colocado em prática pelos governos estaduais daquele período. Para fundamentar nossas análises tomamos como principais fontes: questionários coligidos pelo projeto “Memória docente”; documentos tais como os discursos do Governador Celso Ramos, o Plano Estadual de Educação (PEE), a legislação educacional; documentos do Centro de Estudos e Pesquisas Educacionais (Cepe), como o Mensário Informativo e o Subsídios ao Plano Quinquenal de Educação, por exemplo. Revisitamos também ideias contidas no Manifesto dos Pioneiros da Educação publicado em 1932 e 1959, dentre outros. Tais fontes permitiram demonstrar que os esforços encampados pelos governos da década de 1960 não foram suficientes para a construção de um corpo de professores capaz de contribuir efetivamente com o processo de modernização devido a três aspectos fundamentais: “mundo de origem”, a herança familiar e a própria formação. 

Endereço: http://ppge.ufsc.br/formularios/

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