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PERÍODO PRÉ-COLONIAL - Os índios habitantes do Maranhão tinham profunda intimidade com a água, nela se sentindo à vontade, para o que, por certo, concorria o costume das mães banharem seus filhos logo após tê-los. Não admira soubessem nadar. Os costeiros e os do interior. De todas as idades, mais ainda os meninos e as meninas, moços e moças. Quando da chegada dos primeiros portugueses, relata Vespúcio: “e antes que chegássemos a terra, muitos deles lançaram-se à nadar e vieram nos receber a um tiro de nesta no mar (equivalente a 150 metros), que são grandíssimos nadadores... “Nadam fora de toda expectativa, e melhor as mulheres que os homens, porque os encontramos e vimos muitas vezes duas léguas adentro do mar sem apoio algum iram nadando”.

PERÍODO COLONIAL - 1612/14 – de acordo com D’Abeville: ”Vimos maravilhados inúmeros índios se lançarem-se a nado (Tupinambá) para nos encontrar e trazer seus agrados. Não eram apenas exímios nadadores. Também sabiam mergulhar. Sobre os índios do Maranhão, como acima a nota de Claude D’Abeville citada, serem os  “Tupinambás grandes nadadores e mergulhadores, chegando a nadar três a quatro léguas. Se de noite não tem com que pescar, se deitam na água, e como sentem o peixe consigo, o tomam às mãos de mergulho; e da mesma maneira tiram polvos e lagostins das concavidades do fundo do mar, ao longo da costa (p. 618)... “Eram, os Tupinambás, extremados marinheiros, como os metem nos barcos e navios, onde todo o tempo ninguém toma a vela como eles; e são grandes remadores, assim nas suas canoas, que fazem de um só pau, que remam em pé vinte a trinta índios, com o que as fazem voar...”

PERÍODO IMPERIAL

1851 - A primeira notícia que se tem sobre natação em Maranhão, praticada por brancos, data de 1851 e se refere a banho de mar na Praia do Cajú – hoje, Av. Baira-Mar. José Ferreira do Vale, morador da casa de número 1, oferecia “um grande banheiro e seguro, a todas as marés a 40 Rs por pessoa”. (Correio d’Anúncios, ano I, n. 3, Segunda-feira, 03 de fevereiro de 1851).

1869 - é anunciada a criação de um novo colégio - o Collégio da Imaculada Conceição -, sendo seus diretores os Padres Theodoro Antonio Pereira de Castro; Raymundo Alves de France; e Raymundo Purificação dos Santos Lemos. Internato para alunos de menor idade seria aberto em 07 de janeiro de 1870. Do anúncio constava o programa do colégio, condições de admissão dos alunos, o enxoval necessário, e era apresentado o Plano de Estudos tanto do 1º grau como do 2º grau, da instrução primária; o da instrução secundária; e da instrução religiosa. No que se referia às Bellas Artes – desenho, música vocal e instrumental, gymnástica, etc., mediante ajustes particulares com os senhores encarregados dos alunos. O novo colégio situava-se na Quinta da Olinda, no Caminho Grande, fora do centro da cidade, e possuía água corrente, tanque para banhos, árvores frutíferas, jardim, bosque e lugar de recreação. (A ACTUALIDADE n. 28, 28 de dezembro de 1869).

- Aluísio Azevedo – ainda estudante do Liceu, aos 12 anos - havia uma coisa verdadeiramente séria: "era brincar, estabelecendo-se entre minha divertida pessoa e a pessoa austera de meus professores a mais completa incompatibilidade". Narra as estripulias da época, em companhia dos amigos de infância: "Criado a beira-mar na minha ilha, eu adorava a água. Aos doze anos já era valente nadador, sabia governar um escaler ou uma canoa, amarrava com destreza a vela num temporal, e meu remo não se deixava bater facilmente pelo remo de pá de qualquer jacumariba pescador de piabas." (citado por MÉRIEN, 1988: 47).

1893 Neste ano, em São Luís do Maranhão, de acordo com fonte publicada em jornal de 1951, um grupo de nadadores construiu, com patrocínio, um tanque que captava água da cheia da maré e, na baixa, dava aulas de natação às crianças, por uma determinada quantia mensal. (Fonte: Atlas 2, p.6.1)

DÉCADA DE 1920 - Piscina, para natação, foi a construída – provavelmente – nos meados dos anos de 1920, no Genipapeiro e servia de local de recreação para os jovens esportistas da época, como Simão Félix, um dos construtores. Depois, só na década de 50, em algumas casas particulares.

DÉCADA DE 40

1949/50 - realizadas as primeiras provas de natação que se tem notícia em São Luís, num tanque que abastecia a Fábrica Santa Isabel; esse tanque, medindo 30 m de comprimento, por 10 m. de largura e três de fundo, servia como piscina; Gedeão Pereira de Matos, em suas memórias, afirma que, acostumado com as travessias da baia de São José, nadar em provas de 30, 60, ou 90 metros, era fácil; Gedeão destacou-se na natação nesta época.

DÉCADA DE 1950

1952 - Cláudio Vaz dos Santos – o Cláudio Alemão (nascido em 1935) inicia sua carreira esportiva, ao ingressar no Colégio de São Luís, do Prof. Luis Rego; nesse ano, participa dos Jogos Olímpicos Secundaristas, organizado pelo jornalista Mario Frias, como atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo, Atletismo e Natação.

 - O primeiro professor de natação – dava suas aulas naquelas casas - foi Dimas, como era mais conhecido Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo, e trabalhava em duas piscinas que existiam à época (1953/54); uma, na Rua Grande, em casa de Domingos Mendes; e a outra, do Sr. Almir Moraes Corrêa, no Apeadouro.

1953 - o Clube Recreativo Jaguarema é fundado e construída sua piscina. Os jovens da “geração de 53” deixaram de praticar a natação na casa de Domingos Mendes e passaram a nadar na do Jaguarema.

- Rubem Goulart, um dos precursores da natação competitiva, como primeiro técnico do Clube Jaguarema, fundado em 1953; depois dá suas aulas no Grêmio Lítero-Recreativo Português, levando a garotada a participar de diversos torneios, espalhando a novidade para o Casino Maranhense

DÉCADAS DE 1960/70 - Essa prática - de aulas de natação em piscinas de casas particulares - continua nos anos 60 e 70. Denise Martins Araújo - filha de Dimas - começou a acompanhar o pai, aos 12 anos, em suas aulas naquelas piscinas particulares, cuidando dos alunos de menor idade. Com o pai assumindo outras atividades, passou a se responsabilizar por aquelas aulas, alugando uma piscina para a “sua” escola de natação.

DÉCADA DE 1970 – a natação é uma das modalidades disputadas nos Festivais Esportivos da Juventude, precursor dos Jogos Escolares Maranhense; as competições eram disputadas ora na piscina do Colégio Maranhense (Maristas), sem a distancia regulamentar, ora na do Clube Jaguarema. Diversos estabelecimentos de ensino mantinham equipes de natação, que treinavam nas piscinas do Clube Lítero-Recreativo Português, no Jaguarema, e nos Maristas. Nesses clubes chegaram a funcionar “escolinhas de natação”. Nessa época, atuavam como técnicos de natação dos diversos estabelecimentos de ensino Celso Balata Cavagnac (Escola Técnica), Gilson Nina (Maristas), José Lauro Serejo Martins (Escola Técnica),

1970 – Festival Esportivo da Juventude – FEJ –

   - Masculina

   - Feminina

1983 – fundação da primeira escola de natação de São Luís, com piscina própria – a “Viva Água” – pelos professores Denise Martins de Araújo e Oswaldo Telles de Sousa Neto.

1996 - o Grupo Duailibe, um dos mais fortes grupos empresariais do Maranhão, iniciou um projeto de criar uma associação esportiva. Nascia a Duvel Natação e a Duvel Esportes. A construção de uma sede e um parque aquático com uma piscina de 50 e outra de 25 metros, arquibancada, sala de musculação, quadras esportivas.

2009 - Frederico Castro conquistou a medalha de prata nos 200 borboleta da segunda etapa do mundial na cidade de Berlim na Alemanha, com o tempo 1.51.64 ficando atrás do russo Nikolay Skvortsov com tempo de 1.50.58 que garantiu a medalha de ouro e em terceiro o australiano Nicholas D’arcy com o tempo 1.51.72. Michael Phleps nadou essa prova e ficou em quinto lugar com o tempo de 1.52.26. Essa competição faz parte Parabéns ao nosso nadador vice campeão mundial

O ano de 2009 foi de ouro para a Natação maranhense. Embora o "coletivo" não tenha atingido seu ápice com os resultados planejados, o "individual" para os nossos principais atletas foi uma afirmação nacional. Felipe Costa da Cunha, por exemplo, depois de brilho intenso pela seleção brasileira da sua categoria na Copa Pan Pacífico realizada no Equador e tão logo desembarcou de Havana, em Cuba, onde foi o único representante brasileiro na Natação numa competição inter-colegial realizada naquele país, voltou ao Brasil e foi o único atleta maranhense a subir ao pódio nas Olimpíadas Escolares realizadas em Londrina. Como se isso não bastasse, no final do ano recebeu inúmeros troféus como melhor atleta do ano no Maranhão.

-VINÍCIUS MACEDO - Infantil II do Colégio o Bom Pastor, melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Medley, com a marca de 02´14´´72; melhor atleta brasileiro na prova dos 400m Medley, com o tempo de 04´49´´60; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Borboleta, com o tempo de 00´28´´93.

EDUARDO ALVES - Infantil II do Colégio o Bom Pastor, terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Costas, com o tempo de 00´32´´40.

LUCAS NOBRE DE BRITO - Juvenil I da MAC/Nina, segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta com o tempo de 00´57´´99; segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 400m Livre com o tempo de 04´09´´69; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 1500m Livre com o tempo de 16´49´´90; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Livre, com o tempo de 01´57´´64.

LORENA MARQUES PINHEIRO - Juvenil I da MAC/Nina, segunda melhor atleta brasileira na prova dos 200m Borboleta com o tempo de 02´24´´87; e terceira melhor atleta brasileira na prova dos 1500m Livre com o tempo de 17´50´´30.

FELIPE COSTA DA CUNHA - Júnior I da MAC/Nina, melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Medley, com o tempo de 02´05´´51; melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Peito, com o tempo de 02´18´´25; segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 1500m Livre com o tempo de 15´55´´83.

EDUARDO SPOTTI GONÇALVES - Este atleta é cria da MAC/Nina e hoje nada pelo Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, categoria Júnior II. Melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Costas, com o tempo de 00´25´´46; segundo melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta, com o tempo de 00´52´´89; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Costas, com o tempo de 00´56´´41; terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Borboleta, com o tempo de 00´24´´29; quarto melhor atleta brasileiro na prova dos 50m Costas, com o tempo de 00´25´´46, só que nadando na categoria Absoluta e competindo com atletas de nível olímpico.

FREDERICO VELOSO DE CASTRO - Sênior da MAC/Nina, terceiro melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Borboleta com o tempo de 01´56´´99; quarto melhor atleta brasileiro na prova dos 200m Borboleta, com o tempo de 01´56´´99; quarto melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta, com o tempo de 00´52´´22; quinto melhor atleta brasileiro na prova dos 100m Borboleta, com o tempo de 00´52´´22. Em todas essas provas, o nadador maranhense competiu com atletas que continuam representando o Brasil no campeonato mundial e nos Jogos Olímpicos.

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