Nem Tudo Que Reluz é Ouro : Histórias de Jogadores de Futebol 

Por: Everton de Albuquerque Cavalcanti.

288 páginas. 2017 28/07/2017

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Resumo

Partindo das contribuições de trabalhos de referência nas ciências humanas, compreendemos uma tentativa pouco usual de abordagem do futebol e da carreira futebolística através das fontes orais. Pensando que os trabalhos já existentes promovem uma leitura a partir das fontes oficiais1, entendemos que a oralidade se constitui em uma nova perspectiva de tentar entender as relações estabelecidas a partir da subjetividade dos atletas profissionais, bem como da influência social que sofrem pela estrutura, promovendo um espaço dinâmico onde se notabilizam uma série de questões que abordamos tanto pela perspectiva micro-histórica - a partir das singularidades de cada narrativa - quanto macro-histórica - na concepção de uma memória compartilhada pela coletividade, enfatizando possíveis reincidências que denotem a relevância de determinados temas para essa comunidade. Dessa forma, nosso objetivo geral é analisar e discutir sobre o futebol e a carreira futebolística a partir das fontes orais. Como objetivos específicos pretendemos: refletir acerca da inserção, dificuldades e perspectivas desses indivíduos na carreira; analisar as relações estabelecidas com empresários, técnicos, dirigentes, colegas de profissão, familiares, amigos e mídias; compreender as questões obscuras, tais como o assédio sexual e o preconceito racial sofrido pelos atletas, os problemas na vida pessoal oriundos de uma carreira representativa, os atrasos de salários e outras questões trabalhistas; pensar as ações dos sujeitos que compõem esse meio, partindo das narrativas de atletas e ex-atletas que viveram essa realidade; analisar os discursos, rupturas e silêncios nas narrativas e; refletir sobre o futebol moderno. Embasamo-nos metodologicamente os preceitos da história oral, obedecendo os princípios para a elaboração de uma pesquisa que prevê o diálogo constante entre entrevistador e entrevistado, bem como a elaboração de um roteiro semiestruturado, em que a transcrição foi feita de forma a eliminar os principais vícios de linguagem, havendo retornado aos colaboradores para sua apreciação e posterior utilização nas análises propostas pela temática. As análises se basearam na compreensão das fontes orais a partir da memória individual e coletiva, reiterando que a reflexão das oralidades compreenderam a subjetividade no âmbito dos conteúdos, do contexto e das condições de produção do discurso, ampliando as discussões para o entendimento da representatividade que cada sujeito atribuiu à própria história, perspectivando sentimentos que denotaram memórias positivas e negativas, compreendidas a partir da reinterpretação do passado no presente. Nossa hipótese se confirmou, evidenciando que a carreira do atleta de futebol se notabiliza pela dupla verdade entre subjetividade e estrutura, em que a primeira denota as particularidades inerentes à compreensão de cada sujeito a respeito de sua história e a estrutura influencia socialmente nas decisões subjetivas do indivíduo, além de propor uma discussão acerca do compartilhamento social das memórias, visto que mesmo acontecendo em tempos e espaços distintos, refletem essencialmente a mesma discussão, através de fatos singulares.

Endereço: http://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/52991

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