Níveis de Aptidão Física e Análise de Tendências Posturais em Bailarinas Clássicas

Por: Alessandra Regina Carnelozzi Prati e Sérgio Roberto Adriano Prati.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.8 - n.1 - 2006

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Resumo

O ballet clássico é uma modalidade de dança praticada por crianças e adolescentes ao longo de todo o seu processo de desenvolvimento. Para se chegar ao estágio de elevado desempenho técnico e performance são necessários mais de sete anos de prática. Nesse sentido, a repetição dos movimentos técnicos pode promover a aquisição de algumas tendências de postura, bem como desenvolver aspectos da aptidão física específica. O objetivo desse trabalho descritivo foi de analisar níveis de aptidão física e tendências posturais de bailarinas clássicas. A amostra foi composta por onze bailarinas clássicas (com mais de sete anos de prática) de escolas de ballet de Maringá. Para análise de tendências posturais foi utilizado o método PSU adaptado por Althoff et al. (1988) utilizando-se de avaliação subjetiva através de simetrógrafo e análise de desvios por seguimentos corporais (ideal quando ICP>85%). Para verificação dos níveis de aptidão física utilizou-se da análise de composição corporal por antropometria (IMC, %Gordura e relação cintura quadril=RCQ), testes de força (dinamometria=D), flexão de braços (FB), resistência abdominal (RA), potência muscular (impulsão vertical=IV e horizontal=IH), flexibilidade (Banco Well’s=Fl) e potência aeróbica (Teste de 12’). Resultados principais foram: níveis médios de composição corporal (IMC=19,9kg/m2; %G=22,7% e RCQ=0,69) adequados à sua atividade; nos aspectos físicos, força e resistência (D=50,3kgf, FB=21, RA=23 e Fl=40cm), potência muscular (IV=36,8cm e IH=136cm) e capacidade aeróbica (12’=1526m) os resultados em média foram inferiores ao esperado. Quanto à postura, apresentaram em média índice de correção postural (ICP) igual a 86,9%, e tendência a desvios nas regiões da cabeça e pescoço (13% cifose), dorsal e lombar (8% hiperlordose), abdômen e quadril (13% abdômen proeminente e desnível de quadril) e membros inferiores (18% pés planos). Acredita-se que as tendências posturais detectadas podem ser conseqüência da repetição de movimentos técnicos, característicos do ballet clássico ao longo de anos de prática. Para prática com melhor desempenho, assim como duradoura (por muitos anos) e com menores riscos de se adquirir distúrbios orgânicos, acredita-se que o desenvolvimento de aptidão física geral e específica, assim como trabalhos de compensação poderiam ser importantes nas aulas de ballet.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/3768

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