Níveis de Aptidão Física de Crianças e Jovens Urbanos e Rurais de Moçambique

Por: André Seabra, Antonio M. Prista, João Vinagre, José Maia, Leonardo Lúcio Nhantumbo e Sílvio Saranga.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Objectivos: O presente estudo foi realizado com o propósito central de comparar
os níveis de aptidão física de crianças e jovens moçambicanos de ambos os sexos
residentes nas zonas urbana (ZU) e rural (ZR). Métodos: O estudo foi realizado
sobre uma amostra de 3380 sujeitos de ambos os sexos dos 7 aos 17 anos de idade
(zona urbana: meninas, n=1331, meninos, n=1205; zona rural: meninas, n=386,
meninos, n=458), com valores médios de peso e altura de 38.112.4 (kg) e 146.5±16.2
(cm), respectivamente. A avaliação da Aptidão Física foi feita com base no protocolo
da AAHPERD (1988), que compreende os testes de resistência cardiorespiratória
(RCR), força explosiva dos membros inferiores (FEMI), flexibilidade (FL), força de
resistência abdominal (FRA), combinado com os testes de dinamometria manual
(DM), força de resistência muscular dos membros superiores (FRMS) e de agilidade
(AG) descritos no programa EUROFIT (1988). Foi feita a análise de covariância
(ANCOVA) no programa estatístico SPSS, versão 13.0, tendo a zona como factor e
o grupo etário como covariável. Resultados:Os resultados da DM revelam diferenças
estatisticamente significativas, sendo a ZU aquela que apresenta, em ambos os sexos
(meninos: F=21.8; p<0.001; meninas: F=22.8; p<0.001), melhores níveis de
performance em relação a ZR, observando-se o mesmo nos testes de FEMI
(meninos: F=129.6, p<0.001; meninas: F=12.5, p<0.001) e de FRA (meninos:
F=157.7; p<0.001; meninas: F=139.6; p<0.001).Os resultados do teste de FRMS
revelam uma significância estatística entre os meninos, apresentando a ZU valores
superiores em relação a ZR(F=87.9, p<0.001), enquanto que nas meninas verificase uma semelhança estatística (F=3.3, p=0.06). A ZR apresentou melhores níveis
de performance em ambos os sexos no teste de FL (meninos: F=68.1, p<0.001;
meninas: F=56.2, p<0.001) e de AG (meninos: F=206.0; p<0.001; meninas: F=132,5;
p<0.001).Os resultados da RCR não apresentaram diferenças em ambros os sexos.Ao
estratificar a amostra por zonas de residência, a zona urbana da periferia apresenta
melhores performance seguida pelas zonas rural, urbana de cimento e urbana de
elite (meninos:F=127.8, p<0.001).Conclusões: É evidente uma influência significativa
do meio na performance motora, a qual se expressa provalmente pelos determinismos
somático, níveis de actividade física e nutrição, cuja avaliação carece de estudo
cuidadoso.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/66_Anais_p303.pdf

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