Níveis de Aptidão Física e Perfil Antropométrico dos árbitros de Elite do Paraná Credenciados Pela Confederação Brasileira de Futebol (cbf)

Por: Ciro Romelio Rodriguez Añez e Lberto I. Silva.

Revista Portuguesa de Ciências do Desporto - v.3 - n.3 - 2003

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Resumo

RESUMO Este estudo teve como objetivo avaliar o nível de aptidão física e a composição corporal dos árbitros de elite da Federação Paranaense de Futebol (FPF). A amostra foi constituída por 16 árbitros que se submeteram a provas de aptidão física na temporada de 2000. Todos os indivíduos eram do sexo masculino, apresentavam uma idade média de 34,5±4,8 anos, estatura de 177,8±7,4 cm e massa corporal de 78,7±8,0 kg. A bateria de testes utilizada para avaliar a condição física foi a padronizada pela FIFA, e inclui uma prova de corrida de 50 metros, outra de 200 metros e o teste de Cooper. Para avaliação da composição corporal foram mensuradas 9 dobras cutâneas (subescapular, tríceps, bíceps, peitoral, axilar média, abdómen, suprailíaca, coxa e panturrilha), 9 perímetros (antebraço, braço contraído, braço relaxado, tórax, abdómen, quadril, coxa superior, coxa média e panturrilha), e 4 diâmetros ósseos (biestilóide, biepicondiliano, bicondiliano e bimaleolar) (17, 18, 19). A partir das variáveis antropométricas determinou-se a densidade corporal conforme equação de Jackson e Pollock (20) e o percentual de gordura, utilizando-se a equação de Siri (21). O peso da gordura (PG) foi obtido multiplicando-se a massa corporal (MC) pela fração do percentual de gordura (%G), PG=MC(%G/100). Para a determinação do peso ósseo (PO) e do peso residual (PR) foram utilizadas, respectivamente, as equações de Von Döblen e Würch citados por De Rose et. al. (22). O peso muscular foi obtido subtraindo-se da MC o PO, PR e PG. Os resultados dos testes são reportados como valores médios com o respectivo desvio-padrão e/ou erro-padrão. Comparações entre valores médios foram realizadas pela análise de variância (ANOVA). A comparação entre as idades dos grupos foi realizada pelo teste não paramétrico de Mann-Withtney-U. No estudo da correlação foi utilizado o coeficiente de Pearson. Significâncias estatísticas foram consideradas quando p≤ 0,05. Após a aplicação da bateria de testes padronizada pela FIFA, foi possível observar que em média o árbitro paranaense demora 6,81±0,31 s a percorrer os 50 metros e 28,85±1,57 s a percorrer os 200 metros. Estes valores são, em ambas as provas, melhores que os obtidos pelos árbitros que participaram no concurso para novos árbitros da FIFA em 1995 (15). O valor médio da corrida de 12 minutos foi de 2956±90,69 metros. Os dados antropométricos demonstram que os árbitros do nosso estudo possuem valores de estatura, massa corporal e componentes da composição corporal maiores do que os de árbitros de outros estudos, porém uma massa de gordura menor. Palavras-chave: árbitro, futebol, aptidão física, testes.

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