Níveis de Atividade Física nas Aulas de Educação Física

Por: Rodrigo Baptista Moreira.

100 páginas. 2014 25/03/2014

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Resumo

A elaboração deste estudo baseia-se em analisar, a partir de uma proposta de educação física escolar com foco no desenvolvimento de atividades esportivas, os níveis de intensidade da atividade física (AF) dos escolares nas aulas de educação física. A pesquisa se caracteriza como um estudo de caso institucional. A amostra do tipo aleatória estratificada constante foi composta de 20 6 crianças, sendo avaliados 112 meninos e 94 meninas, observados durante as aulas conforme os grupos de idade e sexo. Foram avaliados 72 aulas sendo realizadas 386 avaliações (não indivíduos) por meio de GPS da marca GARMIN, modelo 310XT, com frequencímetro. A porcentagem de tempo em que a criança realizava AF nas diferentes faixas de frequência cardíaca foi estabelecida conforme a proposta de pontos de corte sugerido por Armstrong (1998). Para a apresentação dos resultados utilizamos estatística descritiva identificando a proporção de tempo em AF nos diferentes níveis de intensidade, tempo de deslocamento ativo, distância percorrida e gasto energético. Realizamos um estudo exploratório com o objetivo de avaliar os pressupostos essenciais da análise paramétrica. Após a inspeção, utilizamos médias e desvio-padrão para a descrição dos dados. Quanto ao estudo com parativo entre os sexos nas variáveisutilizamos o teste “t” de student para amostras independentes. Para a avaliação das diferenças entre as categorias de idades, nos dois sexos, recorremos a ANOVA seguida de post hoc de Bonferroni. Os resultados indicaram comportamentos distintos entre rapazes e moças quanto ao nível de intensidade da prática de AF realizada nas aulas de educação física. Observamos que a proporção média de tempo dos rapazes engajados na realização de AF vigorosa aumenta ao longo das idades, enquanto as moças apresentam uma redução da prática de AF nesta intensidade ao longo do tempo. Quando realizamos o somatório da prática de AF moderada e vigorosa (AFMV), observamos que a proporção média é semelhante entre rapazes e moças. Cerca de 2/3 da aula de educação física é realizada nestas faixas de intensidade cumprindo com as recomendações de pelo menos 50% das aulas nesta faixa de intensidade. As moças apresenta m valores próximos dos rapazes para a prática de AFMV, mas realizam suas atividades de forma predominantemente moderada e reduzem o tempo de prá tica de AFMV ao longo do tempo. Além disso, os resultados indicaram que a prática de algumas modalidades esportivas exigem mais do que outras. O voleibol foi a modalidade esportiva que menos exigiu dos escolares quanto ao nível de AF  vigorosa, ao passo que as exigências maiores foram encontradas nas modalidades ciclismo, futebol e futsal. Quanto ao tempo semanal engajado em práticas de AFMV, somente com as aulas de educação física os rapazes cumprem com cerca de 2/3 da carga horária semanal recomendada (>300 minutos por semana) e, as moças , com valores inferiores ao apresentado pelos rapazes, cumprem com cerca de 50% da carga horária sugerida. Concluímos que a proposta para a educação física escolar apresenta níveis de intensidade e duração satisfatórios quanto ao necessário para a promoção da saúde, principalmente quando do somatório do tempo de AF realizada durante a semana.
 

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/97842

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