Nível de Atividade Física, Qualidade de Vida e Perspectiva do Envelhecimento de Trabalhadores Industriários

Por: Sabrina Fernandes de Azevedo.

2012 30/03/2012

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Resumo

O envelhecimento da população é considerado um fenômeno mundial, e durante este processo a atividade física regular e a adoção de um estilo de vida ativo são necessárias para a promoção da saúde e qualidade de vida na velhice. Este estudo objetivou analisar a associação da perspectiva do envelhecimento com a prática de atividade física habitual e os domínios da qualidade de vida de trabalhadores da Indústria de Telecomunicaçãos Eletrônica Brasileira da Grande Florianópolis # SC. A amostra foi composta de 511 trabalhadores de ambos os sexos, com idades de 18 a 65 anos. O processo amostral foi determinado de forma aleatória simples, por meio de um sorteio da lista de trabalhadores na empresa. Utilizou-se um questionário padronizado contendo quatro partes: a) Aspectos sociodemograficos e dados antropométricos (massa corporal e estatura autorreferidos); b) Qualidade de vida (WHOQOL-bref); c) Atividade física (IPAQ # versão curta); d) Perspectiva do envelhecimento (Inventário Sheppard). Utilizou-se o programa estatístico SPSS, versão 16.0 para Microsoft® Windows#, para as análises: descritivas (média, desvio padrão, amplitude e percentual), teste do Qui-quadrado, test t de Student para amostras independentes e regressão múltipla (método Forward). Os resultados indicaram que na variável sexo houve diferença estatisticamente significativa para o estado conjugal (p=0,009), escolaridade (p<0,001), estrato econômico (p=0,025), tempo na empresa (p=0,010), IMC (p<0,001) e nível de atividade física (p=0,032). Para os trabalhadores do sexo feminino houve uma tendência de 55,9% casados, 52,4% com ensino médio, 28,7% no estrato econômico médio. Em relação ao IMC 63,8% foram eutróficos e quanto ao nível de atividade física 43,8% foram muito ativos nas atividades diárias. Já os trabalhadores do sexo masculino, houve uma tendência de 55,6% não casados, 66,2% com ensino superior ou mais, 79,9% no estrato econômico alto e 78,4% com 5 anos de tempo de trabalho na empresa. Em relação ao IMC 38,5% foram classificados com sobrepeso e 12,1% com obesidade e quanto ao nível de atividade física 33,9% foram ativos nas atividades diárias. Os trabalhadores do sexo masculino realizavam mais a caminhada (p=0,046) e o sexo feminino realizava mais atividade física de intensidade moderada (p<0,001) e atividade física de intensidade moderada + vigorosa (p=0,033). Os trabalhadores, no geral, apresentaram uma perspectiva positiva em relação ao envelhecimento (79,5% masculino e 84,2% feminino). Entre os fatores da perspectiva do envelhecimento e a variavel sexo houve diferenca estatisticamente significativa para o fator morte (p=0,026) e o fator integridade (p=0,020). As variaveis que contribuiram na perspectiva do envelhecimento dos trabalhadores do sexo masculino foram o dominio psicologico (ß=0,259), dominio ambiental (ß=0,183), IMC (ß=0,172) e a idade (ß=-0,133). Estas variaveis puderam explicar 13% (R2) da variacao da perspectiva do envelhecimento. Para os trabalhadores do sexo feminino, as variaveis que contribuiram foram o do dominio ambiental da (ß=0,346) e a idade (ß=-0,194). Estas variaveis puderam explicar 14% (R2) da variacao da perspectiva do envelhecimento. Conclui-se que os trabalhadores no geral possuiam uma perspectiva positiva em relacao ao envelhecimento e algumas variaveis foram associadas. Sugerem-se mais estudos sobre a tematica, a fim de averiguar outras variaveis que possam contribuir na perspectiva de envelhecimento.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/99303

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