Nível de Conhecimento de Algumas Práticas Corporais Alternativas Entre os Profissionais da Educação Física

Por: Auria Oliveira Carneiro Coldebella e Luiz Alberto Lorenzetto.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A formação profissional em educação física, no Brasil, começou com instituições
militares, que por sua vez prolongaram sua influência às primeiras escolas civis, pois
os professores destas tinham uma formação militar. Somente com o processo de
redemocratização do país é que ocorreu a circulação de novas idéias e o
questionamento do sistema sócio-político, antes inviabilizados pela censura. Essa
abertura permitiu que educação se renovasse, através de novas idéias, de reflexões
sobre sua prática, de inovação das propostas metodológicas e de trabalhos com
embasamento científico. A chegada dos primeiros pós-graduados em educação física
e a abertura dos primeiros cursos de pós-graduação no país, originaram uma produção
científica significativa na área. É partir desse momento que o termo Práticas Corporais
Alternativas (PCAs) passou a ser visto com maior interesse pela área de educação
física, e nos anos 90 muitos profissionais já começaram a incorporá-las em sua
prática bem como buscar maiores conhecimentos sobre as mesmas. O movimento
alternativo buscou no Oriente soluções para as conseqüências do processo civilizador,
expressando a reconciliação homem/natureza. As PCAs são resultantes de fusões
entre saberes e práticas e evidenciam a possibilidade de desenvolver trabalhos que
enfatizem a sensibilidade, bem-estar e criatividade, possibilitando ao homem resgatar
a sua corporeidade, contra a atividade corporal meramente estética. Este estudo
teve por objetivo analisar o nível de conhecimento dos professores de educação
física sobre as PCAs e se estes profissionais tem participado de encontros e congressos
relacionado as PCAs. As informações foram coletadas através de questionários
enviados aos professores de educação física de instituições públicas e privadas, das
cidades de Rio Claro, Campinas e Piracicaba, englobando os três níveis de ensino. A
amostra foi composta pelos 52 questionários que retornaram. A partir da análise
dos dados, concluiu-se que o conhecimento das PCAs pelos professores ainda é
pequeno, sendo à massagem com 28,8% a prática mais conhecida, seguida da capoeira
com 25% e em terceiro lugar a Yoga com 13% de conhecimento. 84% dos
profissionais revelaram a não participação em congressos e eventos relativos as
PCAs, acreditamos que a inclusão de disciplinas relacionadas as PCAs nos cursos de
graduação em educação física seria a maneira mais fácil e rápida de colaborar com a
formação dos profissionais da área.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/71_Anais_349.pdf

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