Nível de Atividade Física de Idosos Preservados Cognitivamente e com Doença de Alzheimer nos Estágios Leve e Moderado

Por: E. G. Carmo, G. F. Junior, J. L. R. Costa, O. H. Gutierrez, P. S. Donadelli e R. V. Pedroso.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A doença de Alzheimer (DA) é neurodegenerativa e progressiva, diferenciada por uma série de declínios cognitivos e motores, o que pode acarretar na perda de independência. Entre as diversas alterações decorrentes do processo de envelhecimento, a redução no nível de atividade física (NAF) tem um evidente destaque, uma vez que pode favorecer o aparecimento de doenças crônico-degenerativas. Avaliar o NAF é essencial, pois possibilita uma melhor avaliação da saúde, permitindo o planejamento de intervenções que podem focalizar tanto a promoção da prática de atividade física quanto à redução de comportamentos sedentários ou até mesmo prevenção de doenças. Assim, o objetivo deste estudo foi mensurar e comparar o nível de atividade física de idosos cognitivamente preservados (GC) e idosos com doença de Alzheimer (DA) nos estágios leve e moderado. Participaram deste estudo 57 idosos, sendo 29 preservados cognitivamente, com média de idade de 72±5 anos, média de pontuação no MEEM de 28±2 pontos, e média de escolaridade de 6±4 anos; e 28 idosos com DA com média de idade de 77±6 anos, média de pontuação no MEEM de 17±4 pontos, e média de escolaridade de 5±4 anos. Para a classificação do estágio da doença foi utilizado o Escore de Avaliação Clínica de Demência (CDR). Para verificar o perfil cognitivo global do paciente foi aplicado o Mini Exame do Estado Mental (MEEM). O nível de atividade física foi mensurado a partir de dois métodos: 1) acelerômetro 2) Questionário Baecke Modificado para Idosos (QBMI), validado no Brasil. Para o tratamento dos dados foi utilizada a estatística descritiva (média e desviopadrão). Uma vez constatada a distribuição normal dos dados, pelo teste de Shapiro Wilk, foi aplicado o teste t Student para amostras independentes para verificar possíveis diferenças entre os grupos. Foi admitido o nível de significância de 5% para todas as análises. Os dois grupos estão equiparados tanto em anos de estudos quanto em anos de idade. Os idosos cognitivamente saudáveis obtiveram no aparelho acelerômetro média de 3094±607 counts/min para atividades sedentárias e 893±419 counts/min para atividades moderadas e vigorosas. Já os idosos com DA apresentaram médias menores tanto para a atividade sedentária 2694±771 counts/min como para atividade moderada e vigorosa 585±460 counts/min. Houve diferença significativa entre as médias dos grupos DA/GC, tanto para counts totais, quanto para suas subdivisões. (p=0,01). No QBMI, o grupo GC obteve 10,5±3,8 pontos, já o grupo DA obteve média 5,55±3,3, sendo estes valores são diferentes significativamente (p=0,03). Idosos cognitivamente preservados possuem maior nível de atividade física quando comparados com idosos com doença de Alzheimer, mesmo que nos estágios iniciais da doença. Tais resultados reforçam ainda mais a necessidade e importância de estimular a prática regular de atividade física nesta população, através de programas adaptados que atendam às suas necessidades específicas.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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