Nível de Atividade Física de Indivíduos com Diagnóstico Médico de Epilepsia: Prevalência e Fatores Associados

Por: César Augusto Häfele.

169 páginas. 2016 19/07/2016

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Resumo

Objetivo: Descrever variáveis sociodemográficas, clinicas, comportamentais, nutricional e de saúde de indivíduos com epilepsia. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional descritivo em Pelotas, RS. Foram coletadas variáveis sociodemográficas (sexo, idade, cor da pele, estado civil, escolaridade, renda, número de filhos, profissão e benefício social), clínicas (descrição, etiologia e classificação das crises, uso de drogas antiepilépticas (DAE), tempo de utilização das DAE, idade da primeira crise, data da última crise, idade de diagnóstico da epilepsia, histórico familiar, frequência de crises, número de crises, controle das crises, epilepsia ativa, frequência de crises nos últimos dois anos, outra doença, qual doença, outra medicação e qual medicação), comportamentais (atividade física, tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas), nutricional (índice de massa corporal) e de saúde (qualidade de vida, efeitos colaterais das DAE, depressão, ansiedade, estresse, qualidade do sono e autopercepção de saúde). Foi utilizada a análise univariada, com cálculo de medidas de tendência central para variáveis contínuas e de proporções para variáveis categóricas. Resultados: A amostra foi composta por 101 sujeitos de 12 a 75 anos, sendo a maioria do sexo masculino (50,5%) e de cor da pele branca (59,4%). Apenas 37,2% estavam empregados e a mediana de renda foi de R$ 788,00 Reais. A maioria estava em monoterapia (65,6%), teve mais de 15 crises durante a vida (62,9%), tinha epilepsia ativa (67,3%), era inativa fisicamente (64,6%) e apresentava índice de massa corporal normal (52,5%). O principal precipitante das crises epilépticas foi o estresse (13,0%) e a droga antiepiléptica mais utilizada foi a carbamazepina (40%). Pouco mais de um terço (34,6%) estavam deprimidos e 25,6% e 30,3% estavam nos tercis mais altos de estado e traço de ansiedade, respectivamente. A média de qualidade de vida foi de 63,2 (DP 18,2) pontos, sendo que 67% estavam nos tercis baixo e médio. Do total, 38,5% alcançaram níveis elevados de efeitos colaterais da medicação, 29,3% estavam no tercil mais alto de estresse e apenas 16% apresentaram boa qualidade do sono. Conclusão: Concluiu-se que os indivíduos da amostra possuíam níveis elevados de depressão e ansiedade, baixos níveis de atividade física e baixas condições gerais de saúde.

Endereço: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/3755

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