Nível, Potencial Para Mudança e Preferências de Atividade Física em Discentes da área da Saúde da Universidade Federal do Maranhão

Por: Elaynne Silva de Oliveira e Sérgio Augusto Rosa de Souza.

108 páginas. 2018 13/04/2018

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Resumo

O objetivo do estudo foi avaliar o nível de atividade física e fatores associados na população universitária do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde- CCBS da Universidade Federal do Maranhão, campus Bacanga, por meio de um questionário online. Trata-se de um estudo prospectivo longitudinal, realizado com 284 discentes regularmente matriculados nos nove cursos de graduação do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde- CCBS da UFMA. Para coleta de dados utilizou-se um questionário online (MAFIS) com 41 perguntas. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS, versão 23.0, por meio de estatística descritiva em forma de frequência absoluta e relativa, para verificar o nível de atividade física (NAF) e fatores associados utilizou-se o teste Qui-quadrado com posterior montagem de modelo de regressão logística, o nível de significância adotado foi de 5%. Notou-se uma alta prevalência de inatividade física no lazer (INAFLAZ) entre os universitários, mais de 50% da amostra foi classificada como inativa ou insuficientemente ativa, a maioria dos participantes são do curso de enfermagem, do sexo feminino, 61,3% solteiro, com idade entre 18 a 25 anos de, 40,8% não pratica atividade física (AF), porém 91,5% pensa em fazer ou fazer mais AF, 72,5% gosta de fazer e 47,5% tem a pratica como prioridade. Sexo, atividade física no lazer (AFLAZ) como prioridade, gostar de fazer AFLAZ, tempo diário para estudo e tempo sentado, AFLAZ em comparação aos últimos seis meses, AF prioritária, acordar uma hora mais cedo para fazer AFLAZ, aprender uma nova AF, não perder a paciência em situações do cotidiano e AF no deslocamento nos últimos seis meses) apresentaram associação com o nível de atividade física no lazer (NAFLAZ). Os universitários que responderam fazer mais AF em comparação aos últimos seis meses tiveram 27 vezes mais chances de continuarem ativos comparado as pessoas que fazem menos AF nos últimos seis meses, as pessoas que responderam gostar de AFLAZ aumentaram suas chances de serem ativas em doze vezes mais, quem considera a AFLAZ uma prioridade teve sua chance aumentada em 1,2 vezes, já as pessoas que priorizam AF competitivas tem quatro vezes mais chances de fazerem AF comparado a quem não prioriza um tipo de AF especifica, os que se consideram “bastante capazes” de acordar 1 hora mais cedo para fazer AF, aumentaram em mais de quatro vezes a possibilidade de serem ativos fisicamente. Assim os dados evidenciam que deve haver uma preocupação quanto a prevalência de inatividade física entre os discentes da área da saúde. Os resultados deste estudo podem auxiliar no planejamento de estratégias e ações que visem a implantação de programas e políticas que fomentem a criação de espaços e opções para prática de atividades físicas dentro da universidade.

Endereço: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/2260

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