No Tempo em Que Eu Fazia Horóscopo.

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Blog do Cev - 2017

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Essa história tem desagradado meus amigos crentes nos astros através dos tempos, mas eu estava na transição penosa entre o desemprego da ferramentaria da GM e a batalha do pagamento do Cursinho do Grêmio pra Sociologia, que derivou - ainda bem! - pra Educação Física.

Arranjei um troco trabalhando aos sábados num jornal. O serviço de copidesque era frouxo – e eu já era ruim de português naquela época. A obrigação era do tipo corrigir projeto escrito com G e manter alguma informação em meio aos reclames, como se dizia na época. O jornal semanal era de anúncios do bairro.

Um dia deu um branco numa página e eu tinha que preencher com alguma coisa. Daí recortei umas previsões otimistas de vários jornais e revistas e fiz o horóscopo.

Foi o maior sucesso com o meu chefe. Virei o horoscopista da Gazeta do Ipiranga. Até inventei um apelido oriental, mas não rolou.

Puxei o assunto do horóscopo porque tem uns no meio das músicas da Radio Saudade, de Santos, que eu ouço na ciclovia antes e depois do Juca e o Prof Cortella na CBN. É um horóscopo dos bons, como os que eu fazia. Só otimismo.

Eu chamava de horóscopo biotônico. Se não fizesse bem, mal também não ia fazer.

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