Novos Atores em Cena nos Estudos do Lazer no Brasil: Possíveis Diálogos a Partir da Teoria Configuracional

Por: Leôncio José de Almeida Reis.

2009 06/03/2009

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Resumo

Nos últimos anos, notadamente a partir da década de 1990, constatou-se um elevado crescimento na produção científica no campo dos estudos do lazer no Brasil. Considerando esse aumento, cresceu também a necessidade de desenvolvimento de pesquisas com o objetivo de avaliar aquilo que vem sendo produzido. É nessa categoria que se enquadra o presente estudo, cuja principal finalidade é expor e discutir o conhecimento produzido por pesquisadores com ampla publicação científica na área dos estudos do lazer no Brasil: Victor Andrade de Melo, Christianne Luce Gomes e Fernando Mascarenhas. Os referidos nomes foram eleitos a partir de um levantamento quantitativo realizado no Diretório dos Grupos de Pesquisas do CNPq, no Currículo da Plataforma Lattes e no sistema de classificação de periódico do programa QUALIS, o qual identificou pesquisadores doutores vinculados a grupos de pesquisas com elevada produção acadêmica sobre o tema lazer. Procurou-se, posteriormente ao levantamento, expor e discutir as principais produções dos autores selecionados, buscando estabelecer, em certos momentos, diálogos com a sociologia configuracional, principal referência teórica desse estudo. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de caráter exclusivamente bibliográfico, que procura refletir sobre conhecimentos produzidos pelos autores selecionados, fundamentando-se essencialmente em obras do sociólogo Norbert Elias. Verificou-se que as concepções de lazer encontrada nas obras dos autores selecionados divergem substancialmente uma das outras, embora possuam elas traços em comuns, principalmente no que se refere ao entendimento de que o lazer pode ser um instrumento para a transformação social. Constatou-se que o direcionamento investigativo dado por cada pesquisador a suas pesquisas também não eram semelhantes entre si. Embora existissem temáticas que foram contempladas mesmo que sutilmente por todos os autores, os temas centrais de pesquisa de cada um deles não tinham a mesma orientação. Nenhuma das abordagens apresentadas se aproximavam da concepção de lazer verificada na teoria configuracional: nenhuma delas colocava a discussão das emoções e do prazer em evidência na análise como esta última o fazia. Foi possível perceber em algumas das pesquisas investigadas afirmações e comentários que podem ser traduzidos, sob uma análise configuracional, como resultantes de uma postura envolvida, o que propiciou o estabelecimento de um debate em deferência a essa questão. 

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/18268

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