O Atendimento Educacional de Crianças Portadoras de Deficiência Auditiva em Fase Inicial de Alfabetização

Por: Maria de Fatima Godoy Lucena.

172 páginas. 1987

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Resumo

Sabe-se que a alfabetização é a fase inicial da aprendizagem da comunicação escrita e, portanto, ponto de partida para todo o desenrolar educacional. Sabe-se, também, que grande parte das crianças portadoras de deficiência auditiva apresentam defasagem em sua educação formal com relação às demais crianças ouvintes de mesma faixa etária e que esta defasagem se deve a diferentes fatores. A partir da preocupação com o momento da introdução da alfabetização da alfabetização em crianças portadoras de deficiência auditiva, o objetivo desta pesquisa é, de um lado, descrever diferentes modalidades de atendimento educacional oferecidas ao deficiente auditivo e seu contexto institucional. De outro, preocupar-se a verificar como se ligam as condições de funcionamento da escola, o trabalho das professoras e o desempenho das crianças quanto às suas características viso-perceptivo-motoras, que estão em relação direta com o desenvolvimento do processo de alfabetização. Foram estudadas 12 (doze) crianças portadoras de deficiência auditiva pura (única deficiência), em fase inicial de alfabetização, divididas em três grupos de atendimento, ou seja 4 (quatro) crianças em uma classe especial em escola estadual, 4 (quatro) crianças em uma escola municipal e 4 (quatro) crianças em uma escola particular. Para o levantamento de dados, procedemos à anamnese com os pais dos sujeitos, visando obter a história de vida de cada criança. Observamos os alunos em sala de aula durante um semestre visando a interação criança-criança e criança-adulto (professor). Aplicamos o teste de percepção visual de "Mariane Frostig", que se destina a determinar o nível de prontidão de crianças em processo de alfabetização. Aplicamos o teste de Bender, que é um teste de Gestalt viso-motora, que evidencia o amadurecimento neuro-motor de acordo com a idade. Entrevistamos os professores das classes observadas. Os resultados gerais demonstram que não há diferenças marcantes entre os três grupos de crianças nas áreas examinadas pelo Frostig, mas há diferença, para mencs, nos aspectos examinados pelo Bender, para as crianças da classe especial da escola estadual. Esse resultado pode sugerir que o grupo de crianças desta escola estava menos preparado em temos de um ou de ambos os aspectos associados à gestalt viso-motora, ou seja, linguagem e/ou habilidades perceptivo-motoras. As crianças estudadas não pareciam se diferenciar quanto ao tempo, mas sim quanto ao tipo de escolarização.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=720&listaDetalhes%5B%5D=720&processar=Processar

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